terça-feira, 12 de maio de 2009

Impeachment de Yeda


40 milhões do Detran ainda não foram explicados. Agora surgem mais provas que comprometem a governadora.

Olala,
As denúncias trazidas à tona pela Revista Veja apontando a existência de Caixa Dois na eleição que levou Yeda ao Piratini estão mexendo com o mundo político e reavivam o pedido de impeachment da governadora.

As denúncias, anteriormente anunciadas por integrantes do Psol, eram mantidas reservadas. O partido preferiu não assumir o risco de divulgá-las. Esperou que a mídia, através da revista Veja, o fizesse.

As denúncias são muito comprometedoras. Elas dão sequência às informações trazidas à tona pelo vice-governador, Paulo Feijó, que já havia denunciado caixa dois já nos primeiros meses de governo. Como Feijó estava de briga com Yeda, a mídia acabou não dando crédito às palavras de Feijó.

Num passado não muito distante, uma investigação da Polícia Federal detectou um esquema corrupto dentro do Detran do Estado que envolvia secretários do governo de Yeda, e apontavam procedimentos ilícitos com o coordenador de campanha, Marcelo Cavalcante.

O coordenador foi encontrado morto em Brasília em 2008. A causa da morte de Cavalcante continua mistério. Foi suicídio ou queima de arquivo? Sua viúva, a empresária e socialaite, Magda Koenigkan, em entrevista à revista Veja, falou sobre as irregularidades que o marido teria se submetido em nome da governadora gaúcha que foi seu assessor quando era parlamentar no Congresso.

A verdade é que, as revelações recentes criam um novo caldo de provas que comprometem a permanência de Yeda à frente do governo. Se o rigor administrativo for levado à sério, Yeda não poderá permanecer à frente do Governo na condição de suspeita das irregularidades. E, para isso existe o impeachment, inclusive para preservar o acusado e permitir que prove, na justiça, sua inocência.

Quando um servidor é acusado, logo é afastado do serviço para que a sindicância transite com transparência. O mesmo método deveria ser seguido no presente caso.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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quinta-feira, 7 de maio de 2009

Liberdade de expressão


Sílvio, primeiro ministro italiano, e sua mulher Verônica caricaturados por hargista de Palermo

Olala,
Fico me perguntando como deve se sentir o homem público quando sua imagem é exposta publicamente. A livre expressão dos artistas é algo que mexe com a gente. Ninguém deseja a humilhação publica. É desconfortável e reduz a auto-estima.

Lembro das inúmeras vezes em que o atual presidente Lula foi retratado nos cartuns e charges do Pasquim, Mad, Veja e tantas outras publicações. A imagem do metalúrgico barbudo nunca foi engolida pela mídia que sempre tripudiou das capacidades do operário em ser presidente. E, neste bate-rebate, Lula foi sendo talhado e, como uma boa massa, de tanta sova, virou um pão. Taí presidente por dois mandatos. E com uma popularidade que não foi abalada pelas charges de plantão.

Sou daqules que acreditam que a mídia tem um poder enorme para construir e destruir imagens. Uma carticatura vale mais do que mil palavras.

Os chargistas avançam sobre a vida pública e privada das pessoas ilustres. Não há como impedir esta manifestação criativa que faz pensar. E é neste contexto que o eleitor vai formando sua opinião. Se você mostrar que o político é um diabo e o eleitor não confiar, você estará promovendo o político.

Tenho visto jornais de esquerda publicarem retratos de políticos de direita, achando que estão depreciando sua imagem. Grande engano. Ao jogar uma imagem no público, lembre-se que um em cada dez pessoas lêem o sentido da imagem. Os demais apenas gravam a figura. E, aqui, também vale a máxima "não importa que falem mal de mim. O que importa é que falem".
Pense nisto, enquanto há tempo!
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Professor polivalente


Interdisciplinariedade não pode ser implantada à força

Olala,
Li nos jornais que a Secretária de Educação do RS, Mariza Abreu, irá implantar, em 2009, mudanças na seleção de professores para a rede estadual.

- É certo que a mudança cai acontecer no ano que vem. Não há nenhum obstáculo significativo!, reforça a secretária.

Que mudança é essa? Um estudo feito pelo Conselho Nacional de Educação aponta que a formação sementada, em disciplinas, acaba gerando uma aprendizagem deficiente. Os resultados do Enem apontam que os alunos em várias escolas do país, tem desempenho insuficiente quando os conteúdos são ministrados de forma individual, sem relação interdisciplinar. Quando, por exemplo, a análise de um problema é só de uma disciplina, o aluno sai da escola sem a abrangência das informações que precisa para a vida.

Aproveitando esta avaliação, a secretária decidiu, sem consulta a comunidade escolar, - professores, funcionários, pais e alunos - disparar a seleção de professores em quatro agrupamentos: linguagens(português, literatura, língua estrangeira, arte e educação física), matemática, ciências (biologia, química e física) e ciências humanas (história, geografia, filosofia e sociologia). E disse mais, os professores atuais terão que atuar em todas as matérias dentro da área.

A medida, já adotada na década de 70, resultou em fracasso porque não foi seguida de suporte na formação do professor. Não tem como decretar que um professor de matemática acabe dando uma boa aula de física ou de química. Assim, não tem como exigir de um professor de português que ensine ingês. A proposta, boa no mérito não pode ser empurrada goela abaixo na rede.

Se a mudança deve acontecer, deve vir acompanhada de um suporte na formação que permita dar ao docente condições de domínio da disciplina. Talvez, algo como faz a França atualmente que retira o professor depois de 8 anos de magistério e o coloca numa universidade pública para se atualizar pelo período de dois anos.Só depois disto é que ele retorna à sala de aula, sem perder vantagens de carreira.

Acho, por fim, que a medida esconde a tentativa de dar ao gestor condições de manipulação dos professores suprindo eventuais carências de profissionais nas escolas. Não se melhora a qualidade do ensino obrigando o professor a sair do foco de sua formação acadêmica.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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É

sábado, 2 de maio de 2009

Trabalho por tarefas definidas


Planejar a ação e visualizar as tarefas não é tarefa comum a todos
Olala,
Depois de viver cinco décadas e ter observado como as pessoas trabalham, percebo que, no Brasil, muitos exercem atividades desconhecendo as tarefas que executam. Muitas pessoas têm emprego, seguem rotinas mas não sabem o sentido daquilo que estão fazendo. Sem ser sujeitos da produção, são alienados, fazem mecanicamente o que os outros mandam.

Sempre me angustio quando sou designado para cargos em que não ficam claras as funções. Trabalhei mais de trinta anos no serviço público e privado e, em geral, onde passei, não havia planos escritos especificando, com clareza, minhas tarefas. No serviço público as tarefas são implícitas. Isto sempre me indignou porque, vez por outra, as pessoas me cobravam por tarefas que não estavam a mim reservadas. Como as atribuições não são claras, a avaliação fica vulnerável. E, sem base para avaliar, o resultado do trabalho não aparece.

Quis saber porque isto acontece. A sociologia ensina que exercer um trabalho, cumprindo um planejamento estratégico que inclui táticas e papéis bem definidos, é característica das sociedades homogêneas. Mais iguais na sua etnicidade. Percebo que as pessoas são mais solidárias onde a formação é mais original. Nas sociedades mais multiétnicas, heterogêneas, os papéis sociais são mais difusos. Hámenos objetivos comuns.

Isto, em parte, explica porque cidades como Novo Hamburgo, São Leopoldo, Caxias, Bento Gonçalves, entre outras, alcançaram mais cedo o desenvolvimento do que outras que possuem mais formação multiétnica. Quando se juntam os interesses de vários povos os consensos ficam mais distantes.

Isto, em parte, explica também porque os países com formação mais homogênea, França, Alemanha, Dinamarca, Finlândia, Áustria, Suécia, Noruega, Escócia, Irlanda, Japão, entre outros, ostentam os melhores índices de IDH do Planeta.
O Brasil possui formação étnica plural e, embora isto tenha vantagens, deixa difuso o objetivo nacional. E isto se expressa também no mercado de trabalho.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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sexta-feira, 1 de maio de 2009

Deus pai, Deus mãe


Deus é uma criação humana sem gênero.

Olala,
Dias atrás perdi o ônibus que me levava ao bairro e, como outro coletivo chegava quarenta minutos após, resolvi espiar um culto num tempo evangélico. Era um final de tarde de quinta-feira. O espaço da igreja era amplo, bem iluminado, com mais ou menos 4 mil e 500 cadeiras estofadas. No palco apenas um pregador, embora vários deles estivessem distribuídos entre o público. Várias "obreiras" vestidas a rigor, também orientavam os fiéis que chegavam.

Do alto do palco, o pastor pregava para uma platéia silenciosa e concentrada. Exercia a oratória com destreza se movendo de um canto a outro do palco.

Falava de Deus, de salvação, de pecados, de curas milagrosas, da natureza de Deus. Sempre se referindo ao criador no gênero masculino, como, aliás, ensina a Bíblia.

Sempre achei estranha a versão que é passada pelas igrejas e que pregam que a imagem de Deus está associada a imagem de um pai, de um homem no gênero masculino. Esta concepção paterna do criador é uma invenção ideológica criada para justificar o poder masculino nos comandos eclesiais. Os catecismos ensinam nossas crianças que Deus é pai. Por que Deus não pode ser também mãe? Se você pedir para dez crianças desenharem a imagem de Deus - que não tem imagem - as dez farão uma figura identificada com um homem, do sexo masculino. Faça o teste. Pergunte a seu filho.

Ora, é preciso subverter a ordem e dizer que o Deus verdadeiro não tem imagem, ou se tem, no mínimo, deve ter feições masculinas e femininas. Insistir em "vender" Deus como figura paterna é falsificar a realidade em causa própria.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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Susan Boyle e sua simplicidade


Susan, irlandesa, revelou seu sonho aos 47 anos

Susan Boyle e sua simplicidade

Olala,
Ela tem aparência incomum, é feia e obesa. Fora dos padrões pregados pela sociedade de consumo. Quando chegou no palco, o ceticismo anunciava que era mais um calouro cômico a pisar no programa televisivo britânico que tem a tarefa de revelar talentos.

Determinada, Susan Boyle, nascida na vila chamada Blackburn, cidade de West Lothian, na Escócia, se tornou uma celebridade quando interpretou a música "I dreamed a driam", (Eu sonhei um sonho).

Antes de cantar, tanto os jurados quanto o público demonstraram desconfiança por sua aparência desleixada e comportamento inseguro. Em resposta, após a surpreendente apresentação ela foi ovacionada pelo auditório e atordoou os juízes. A audição ocorreu em janeiro de 2009 no Clyde Auditorium de Glasgow, na Escócia.

O constraste de sua performance com a primeira impressão dada, geraram repercussão global. Artigos sobre ela apareceram em jornais de todo o mundo, enquanto vídeos hospedados na internet com sua apresentação bateram recordes, sendo exibidos por mais de 40 milhões de internautas. Sua voz afinada e guardada há tanto tempo, lhe rendeu um convite para que firme contrato com a gravadora Sony. Não faltou quem aparecesse para fazer um filme da história dos sonhos de Susan.

A agradável revelação mostra que o dom da música, ou de qualquer outra arte, é peculiar a todo o indivíduo. Na maioria das vezes, a sociedade só credita valor ao talento forjado, trabalhado e moldado pelos centros de formação. Sonhos e criatividades são próprios do ser humano e podem se revelar em qualquer pessoa, onde é que ela esteja. O que acontece é que, embora todos tenhamos capacidades, poucos conseguem ser descobertos na sua arte. Numa sociedade altamente padronizada, fica difícil descobrir talentos como a voz de Susan. Quem não é descoberto ou não tem oportunidade acaba anônimo e, às vezes, passa uma vida sem ter a oportunidade de revelar seu talento. Abrir caminho para o talento das pessoas deve ser o objetivo perseguido por todo o indivíduo sintonizado em seu tempo.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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Epidemias de tempos em tempos


Passageiros provenientes do México usam máscaras preventivas.

Olala,
De novo o mundo é pego de surpresa com notícias sobre uma doença que se espalha rápido chamada "gripe suína". Desta vez a moléstia inicia na cidade mais populosa da América, o México. Como em outras oportunidades, as autoridades sanitárias logo correram para fechar fronteiras e tentar impedir que o vírus se espalhe mundo afora.
Uma doença que se alastra pelo ar e pelo contato humano gera mudanças nos padrões de vida do povo. Num primeiro momento, escolas suspenderam as aulas, igrejas, cinemas e casas de espetáculos tiveram programação cancelada. Até times de futebol deixaram de lado os campeonatos. Tudo para se precaver da possibilidade de ampliar o contágio com a doença.

Cada vez que doenças aparecem, a ciência se apressa em buscar conhecer os princípios causadores visando buscar os antídotos. Foi assim, na segunda guerra mundial quando Alexander Flemming ofereceu a Peniscilina que salvou milhares de soldados envoltos na sífilis uma doença venérea que contaminava o sangue levando a pessoa a morte.

No final do século XIX, uma gripe espanhola avançou mundo afora e levou muitas vidas. Eu mesmo só estou escrevendo aqui porque meu avô, Giuseppe, aos sete anos, escapou desta moléstia lá em 1888. Ele estava assentado num lote no primeiro assentamento de colonos europeus do Sul do Brasil. Sobrevivendo, meu avô viu seu pai e dois irmãos perecerem pela peste.

Quase na mesma época, o sanitarista Osvaldo Cruz, cientista, médico e bacteriologista, depois de estudar no Instituto Pasteur, em Paris, desvendou a cura, através de vacinas, da peste bubônica que dizimava os trabalhadores portuários em Santos e desenvolveu as vacinas contra a febre Amarela e a Varíola.

No caso presente, a febre suína ou febre mexicana, também chamada de influenza, fez a OMS disparar um alerta mundial sobre a possibilidade de contágio em grande escala. As notícias dão conta da necessidade de prevenções, de medidas a serem tomadas em vários países, visando proteger as pessoas do contágio. Há um ano, foi a vez da gripe das aves originária da china, mostrando sua força. Agora a ciência médica e os sanitaristas são desafiados a reduzir os transtornos gerados pela nova moléstia que, como outras, certamente tem seu ciclo e já faz as pessoas mudarem seus hábitos.
Pense nisto, enquanto há tempo!