domingo, 19 de julho de 2009

Conae 2010 no interior


Municípios do interior se envolveram na Conae 2010.

Olala,
Tive a oportunidade de participar da organização de duas Conferências Nacionais de Educação - Conae 2010, em Constantina e em Jaboticaba. Em etapas intermunicipais, em Contantina estavam presentes professores de nove municípios e em Jaboticaba de outros seis.

Foi agradável ver os educadores interessados em participar da construção dos princípios e diretrizes que vão orientar a educação brasileira no próximo decênio. Houve também a participação de pais, estudantes e gestores.

A temática abordada nos seis eixos é extremamente vasta e mostra a necessidade de aprofundamento permanente de todos os que estão diretamente envolvidos na educação.
Nas conferências ficou visível o descontentamento dos participantes com a ausência do Governo do Estado no debate. A Secretaria de Estado da Educação não participa da Conae 2010. Esta decisão acaba deixando de fora do debate uma parte importante da sociedade gaúcha que é a rede estadual. Embora boa parte dos professores - servidores de Estado e não de Governo - tenham participado, é inconcebível que a Secretaria de Educação não tenha se juntado a este debate nacional.

A meta da Conferência é construir articuladamente as competências das redes de ensino em vistas a uma ação articulada que leve à qualidade da educação em todo o país. E, se uma parte se omite de participar, acaba, nestes estados, enfraquecendo as ações do sistema nacional de educação.

Até o final de julho, serão conhecidas as contribuições das conferências municipais e intermunicipais que vão a debate na conferência estadual prevista para novembro próximo. É o esforço dos gaúchos visando qualificar a educação.
Pensem nisto, enquanto há tempo!
.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O funeral do pop star Michael


Michael soube ser diferente e foi lembrado por milhões.

Olala,
Aprendemos que na morte todos somos iguais. Todos acabamos no mesmo lugar. Sob quatro palmos de terra. Viramos cinza.

Com Michael Jackson foi diferente. O menino prodígio da família pobre tornou-se astro pop da dança e da música. Fascinou mentes de todas as idades e enfeitiçou a geração atual com seu sapateado e ginga no palco. Um fenômeno bem gerenciado pela mídia e pelo interesse das gravadoras.

Mas, como todo o ser humano que sobe de forma meteórica, Michael carregou consigo uma vida tumultuada. Exposto excessivamente na mídia, tornou-se celebridade e perdeu a privacidade. Perseguido pelos papparazzi optou por isolar-se em mansões longe do público. Deixou de ser adolescente comum e virou um ser cibernético, moldado conforme a sociedade de consumo.

Sua cor foi alterada, o rosto refeito várias vezes e a verdadeira identidade do jovem negro ficou perdida no passado. Michael tornou-se subproduto da indústria fonográfica sempre sedenta por sucesso e dinheiro.

Endividou-se, contraiu relacionamentos de fachada, adquiriu filhos e brigou com a família. Fez da vida um espetáculo.

Sua morte, aos 50 anos, continua a inquietar os tietes e fãs mundo afora. Ninguém sabe, ao certo qual a doença que vitimou o astro. Seus tutores aproveitaram o enterro para ganhar com sua morte. Embalsamaram e mantiveram o corpo de Michael por dez dias num caixão forrado com lâmina de ouro.

Foi o velório mais longo da história. Nem reis ou papas foram velados por tanto tempo. E uma curiosidade: para ter acesso ao ginásio onde acontece o velório foram vendidos ingressos por meio eletrônico. Mais de 1,6 milhão se inscreveram para assistir o funeral.

E, como outros ídolos, também Michael repousará para a eternidade, como tantos outros que passaram e são lembrados porque se tornaram diferentes na arte de viver.
Pensemos nisto, enquanto há tempo!
.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Ficha de emprego nos EUA

EUA tem ficha politicamente correta na seleção de trabalhadores.

Olala,

Os Estados Unidos são o país mais capitalista do mundo. É o país mais liberal, onde predomina a presença da iniciativa privada em muitos setores da economia. Até as Universidades e Escolas são fortemente associadas às empresas privadas que acabam gerindo paritariamente as instituições de ensino.

Bem ou mal,esta é a forma da sociedade norte-americana se mover.
Uma coisa que chama atenção na sociedade norte-americana é a forma como muitas empresas realizam os processos seletivos de trabalhadores. Talvez pela falta de mão-de-obra, as fichas dos candidatos excluem dados sobre raça, idade, situação familiar, sexo e foto.

Quando uma empresa abre cadastro para novos empregos, ela demanda as competências e, em geral, avalia o currículo. É pela habilidade que um empregado ganha novo emprego.

O caráter politicamente correto dos currículos e das seleções no Brasil ainda está viciado com dados que servem para excluir muitos trabalhadores. Há muitos dados inúteis nas fichas de seleção ao emprego, tornando as salas de seleção de RH em espaços de discriminação.

Pense nisto, enquanto há tempo!
.

RS gastou menos em educação em 2008

RS investe menos em educação pelo terceiro ano conscutivo.

Olala,
Há uma guerra de números e de percentuais no ar. Refiro-me aos índices de aplicação constitucional em áreas sociais como saúde e educação. A Constituição do Estado do Rio Grande do Sul, estabelece que nenhum Estado deve investir menos de 25% da receita de impostos em Educação.

Um levantamento do governo federal mostra que o Rio Grande do Sul investiu 18% do orçamento no ano passado em Educação. Foi o pior resultado ente os 27 Estados do país, segundo o Ministério da Educação (MEC).

Esta condição impede o governo gaúcho de fazer convênios para receber recursos da União. A secretária da Educação, Mariza Abreu, contesta o índice e afirma que o Estado investiu, em 2008, 25,57% do orçamento em Educação. Ela coloca na despesa os gastos com a folha dos inativos, que não deve ser incluída neste investimento.

A aplicação de recursos em percentuais inferiores aos previstos em lei já é pratica no governo gaúcho há três anos. Em 2006, investiu 19,78%, em 2007 investiu 17,34%.

Os dados do baixo investimento em educação revelam como Yeda está conseguindo o propalado Déficit Zero. A opção por não efetuar investimentos sociais é uma decisão política cada vez mais visível n o atual governo. Os dados começam a revelar quem são os sujeitos que estão financiando a política de enxugamento fiscal do Estado.

Não temos dúvida que a contenção de gastos em educação é proposta que visa enfraquecer a ação do Estado na Educação, precarizando ainda mais bibliotecas, laboratórios de química e de informática, e, o que é pior, precarizando as carreiras dos servidores.

Pense nisto, enquanto há tempo.

.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Piso e teto para o Magistério


Com aplicação do Piso Nacional de Salário professor teria melhoria salarial no RS.

Olala,
Me pediram para fazer uma análise sobre o reflexo do Piso nacional de Salário, proposto pelo Governo Federal e o Piso proposto por alguns Estados, inclusive o Rio Grande do Sul.

Primeiramente é preciso dizer que há uma verdadeira distorção entre o valor do piso dos trabalhadores em cada rede de ensino. A existência de carreiras diferentes faz com que, dependendo do local que o professor lecione, receba o dobro do salário de seu colega que leciona a mesma matéria em outra rede. Não há isonomia.

Para acabar com esta distorção, o Governo Federal encaminhou ao Congresso e obteve aprovação das duas casas legislativas (Câmara e Senado) de um Piso Nacional de Salário - PNS, válido para fixar o salário inicial de todos os professores que atuam no país. Assim, por 40h semanais, o trabalhador recebe o mínimo de R$ 950,00. Sobre este valor, incidem todas as demais vantagens de carreira. O Piso do Governo Federal entra em vigor em 2010.

De forma apressada, o Governo do Estado do Rio Grande do Sul correu e buscou apoio de SC, SP e MG visando contestar o valor. Encaminhou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade obtendo liminar para não aplicar a medida. E obteve o ganho do recurso, desobrigando ao pagamento do piso. A ação espera o julgamento de mérito no STF.

Para que se tenha uma ideia da oscilação do vencimento, fizemos uma tabela que mostra o que aconteceria com o salário de um professor que possui Licenciatura Plena, trabalha 40h, em início de carreira, se fosse ou não aplicado o PNS. Atualmente este professor receberia R$ 1.126,00. Com a lei do PNS, passaria a receber R$ 1.757,00. Com a proposta sugerida por Yeda/Marisa um professor que ingressasse sob o novo Plano de Carreira receberia R$ 950,00.

É por isso que muitos professores se juntam a outros servidores para protestar e rechaçar as mudanças que a governadora pretende impor nas carreiras do funcionalismo.
Pensem nisto, enquanto há tempo!
.

terça-feira, 30 de junho de 2009

A construção de um professor


Sem educador não seria possível a presença de outros profissionais e o desenvolvimento dos povos.

Olala,
Dia desses, um conhecido meu me provocou com uma pergunta intrigante.
- Você escolheu ser professor, taí na m. e não construiu nada de concreto na vida. Por que não escolheu outra profissão?

Pois, pensei bem nas palavras de meu amigo. Mas, confesso, não encontrei argumento que pudessem me demover da profissão de ser professor. Desde a infância, aprendi a valorizar o conhecimento. E o conhecimento entra na vida da gente por que teve um professor ou professora que passou pela nossa vida. Não sei como será nas gerações futuras, alicerçadas na tecnologia da internet, mas, quem chegou até aqui, vivo e esperto, foi graças ao professor.

Não tenho a pretensão de afirmar que o professor é o responsável pelo desenvolvimento das sociedades, mas a ele devem ser creditadas as descobertas, os avanços científicos da técnica e da modernidade. Achar que cada descoberta científica nasce ao acaso ou é herdada sem a presença da escola é negar a civilização. Se deixamos de ser bárbaros, primatas, e viramos inteligentes e civilizados foi graças à escola.

Por trás de cada juiz, de cada cientista, de cada engenheiro, de cada médico, enfim, por trás de cada profissional, existem os professores e professoras que construíram estas pessoas. Não se pode negar a contribuição da escola no aperfeiçoamento cultural e científico de tantos indivíduos que ajudam a construir uma nação.

Pode o professor não estar na lista dos beneficiados da sociedade, das profissões que remuneram bem, mas, com certeza, não há orgulho maior do que aquele desenvolvido por quem sabe que está cumprindo seu dever e desempenhando um papel fundamental na sociedade. Poderá ser martirizado pelo baixo salário, mas a sociedade ainda não inventou um profissional capaz de substituir o apaixonado professor que tem consciência de seu papel.

Então, se um dia você ouvir alguém rebaixar ou menosperezar a profissão de professor, esteja certo, o zombador não deve ter sido um bom aluno ou, então, pergunte ao zombador se ele poderia criticar sem ter passado pela escola.
Na verdade, há construções que são invisíveis. Somente percebidas por corações e mentes inteligentes.
Pense nisto, enquanto há tempo.
.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

É possível erradicar analfabetismo?


Podemos reduzir ou minimizar o analfabetismo, mas jamais erradicar porque em toda a sociedade há pessoas impossíveis de alfabetizar.

Olala,
As palavras guardam dentro delas significados diversos significados. Os significados não são neutros e guardam, dentro deles, conotações políticas, isto é, posições defendidas por quem pronuncia ou escreve as palavras.

A palavra Democracia, por exemplo, tem vários significados. Há os radicais que interpretam a palavra ao pé da letra, em geral, apegados aos marcos legais. Há os que aplicam o termo às relações negociadas e dialogadas entre indivíduos de forma participativa.

Mas, há uma palavra cuja aplicação me inquieta. É a palavra erradicar.

Pelo significado denotativo, do dicionário, a palavra significa exterminar, destruir, aniquilar, extirpar, eliminar.

Aprendi, na Sociologia, que não se pode usar esta palavra quando se envolve procedimentos ou relações sociais. E a palavra erradicar é incorretamente usada para afirmar, por exemplo, "erradicar o analfabetismo", "erradicar a pobreza", "erradicar a miséria".

Não é possível eliminar o analfabetismo de forma absoluta, porque sempre haverá, à luz da realidade, um indivíduo que, mesmo que se queira alfabetizar, terá deficiências para tal. Um deficiente mental, por exemplo, não terá a capacidade de alfabetização ou letramento. Logo, como não existe a sociedade perfeita, não se pode atribuir termos radicais, conclusivos.
O que se pode fazer em relação ao analfabetismo, à pobreza e miséria e reduzir, minimizar, combater, mas será impossível "erradicar".

E possível erradicar, uma doença, a erva daninha, um vírus, mas jamais um não-conhecimento.

Se quisermos mostrar o caminho real de nossas palavras temos que adequar os significados à sua real expressão.
Pense nisto, enquanto há tempo!
.