quinta-feira, 1 de abril de 2010

Significado da Conae 2010



Governo organizou a Conae 2010 como ação estratégica para informar militantes.

Olala,
Participei, na última semana, em Brasília, como delegado gaúcho da Conferência Nacional de Educação Conae 2010.

No Brasil, éramos mais de 2500 delegados, representando os segmentos envolvidos diretamente com a educação do país. Professores, pais, alunos, funcionários, sindicalistas, consultores,gestores públicos e privdos.

A dinâmica de discussão das emendas apresentadas ao texto-base e oriundas das conferências estaduais, era feita em colóquios específicos de cada eixo. O pouco espaço e tempo para a defesa das emendas impediu um aprofundamento maior de temas que acabaram aprovados.

Alguns temas deveriam ter merecido maior profundidade e atenção da conferência.
Alguns pontos foram defendidos pelo MEC como práticas prioritárias. Entre eles a educação à distância mantida como espaço potencial de formação de professores e estudantes. A avaliação institucional e a existência de “padrões” de qualidade também foram invocados pelo MEC e passaram na conferência.

Na gestão, o texto avançou ao exigir gestão democrática com eleições diretas de gestores também no ensino privado. Criou-se o Fórum Nacional de Educação com atribuição mobilizadora e articuladora da educação.

No financiamento, aprovou-se o uso de 50% dos recursos do Pré-sal para Educação, e o aumento do percentual do PIB para 7% até 2014 e de 10% do PIB após para aplicação em educação.

A próxima conferência acontecerá daqui a quatro anos. A Conae 2010 foi um momento rico em discussões, integrou educadores do país e serviu para identificar as prioridades de cada agente político em sua ação educacional. A caminhada visando construir um sistema articulado ainda é longa e a travessia se aposenta turbulenta.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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sábado, 27 de março de 2010

O caso Isabela


Sensação de justiça feita na condenação dos autores da morte de Isabela através de júri popular.

Olala,
Depois de larga e extensiva exploração da mídia, chega ao fim o caso do assassinato da menina Isabella Nardoni, ocorrido há dois anos em São Paulo.

Durante uma semana, o aparato judicial do Fórum de Santana, em São Paulo esteve envolvido no julgamento que acabou por sentenciar à cadeia os pais da menina, acusados de terem matado Isabela.

O veredito: Alexandre Nardoni condenado a 31 anos, um mês e dez dias e Anna Carolina Jatobá a 26 anos e oito meses.

O julgamento se deu após colher as impressões de sete jurados num júri popular. Este tipo de julgamento é usado no Brasil e, em muitos países, como forma de dar legitimidade às decisões da Justiça. Ao invés do juiz decidir, são pessoas comuns da sociedade que acabam dando seu parecer que é acolhido pelo juiz que conduz o caso.

Não há dúvida que a exemplar condenação dos pais da menina são uma lição que deve ser aprendida por todos. Maltratar pessoas é um ato de violência. Se forem pessoas indefesas o ato é ainda mais bárbaro e merece ser severamente punido.

O caso Isabela revela uma lição ao país. É preciso que a sociedade brasileira tenha outro comportamento com a infância. Que os pais e todos aqueles que tem a tarefa de serem responsáveis ou tutores de crianças tratem estes com amor. A sociedade não aceita e não tolera que a infância seja maltratada. Uma criança, por mais arteira que seja, não merece ser a vítima do ciúme entre pessoas adultas.

Há infinitas razões para que pessoas inocentes sejam poupadas da violência. Aliás, há infinitas razões para que se evite a violência na sociedade.

Que mais este caso sirva de exemplo para todos aqueles que têm sob sua tutela a responsabilidade de educar para a vida e para a liberdade.
Pense nisto, enquanto há tempo!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Projetos de Yeda ao magistério



Dois projetos estão na Assembléia: um que repõe a inflação dos vencimentos e outro que substitui o Piso Profissional Nacional do Magistério.

Olala,
O governo Yeda, espremido pelo calendário eleitoral, realiza uma última investida com projetos que visam mexer com a vida dos servidores. A Legislação Eleitoral estabelece que no ano eleitoral, seis meses antes da eleição, nenhum gestor da esfera em que se dá o pleito, pode encaminhar projetos que reajustam salários. Como a eleição ocorre em 3 de outubro, seis meses antes, 3 de abril é a data limite para aprovar reajustes.

Para complicar, este ano a Páscoa inicia na sexta-feira santa, dia 2 de abril, logo é possível que os projetos encaminhados por Yeda à Assembléia sejam avaliados pelos deputados até quinta-feira santa(1.4.2010.

Qual é o teor dos projetos? Vamos a eles:
A) Projeto de lei 61/2010 - Fixa em R$ 1.500,00 o valor como remuneração mínima do professor que possui 40h, incluindo no valor, vantagens temporais como triênio e avanços.
B) Projeto de lei 62/2010 - Reajusta os vencimentos do Magistério e Servidores de Escola nos índices e prazos especificados: 4,0% a partir de 1º de setembro de 2010; e 2,0% a partir de 1º de março 2010.

Os projetos, desta vez, foram encaminhados separados, o que revela uma intencionalidade do governo. No encaminhamento em separado, o governo abriu caminho para que ambos sejam aprovados, ambos sejam rejeitados ou um apenas aprovado.

No projeto 61/2010, o Cpers já firmou posição: é contra. Por quê? Justamente porque Yeda insiste em desacreditar o Piso Salarial Profissional Nacional. Chamando de completivo, Yeda quer incluir as vantagens decorrentes da carreira (triênios e avanços) a quem recebe até 1.500,00. O completivo é um acréscimo colocado em alguns vencimentos que não alcançam R$ 1.500,00. É preciso ser contra o competivo porque ele seria retirado do servidor toda a vez que houver reajuste linear. Não é salário. É penduricalho eventual e temporário. Deverá ser rejeitado pela categoria na Assembléia Geral. Yeda quer confundir os professores aplicando um falso piso que fere frontalmente o Piso Nacional.

Já o projeto do reajuste salarial em separado é uma vitória da categoria. Observe-se que ele foi apresentado em separado e, portanto, passível de alteração. Como o índice (4%+2%) fica aquém dos 23,07% apresentados pelo Cpers, deverá subir dependendo da mobilização da categoria e da pressão sobre o Executivo e o Legislativo.

Julgo vitorioso que a categoria do magistério, somada às demais categorias de servidores no Fórum, tenha demovido Yeda a apresentar propostas de reposição da inflação. Ir além, depende da mobilização dos 120 mil trabalhadores em educação do Estado.

Sabemos que nosso Estado vive um dos maiores contrastes salariais entre as categorias nos vários poderes. A obrigação de todo o gestor deve ser a de garantir as condições salariais e materiais para o fortalecimento do serviço público. Não é o que acontece com Yeda governando o Rio Grande do Sul.
Pense nisto, enquanto há tempo.
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domingo, 21 de março de 2010

Grizotti e a Assembléia


Repórter Grizotti revelou em revista seu alvo preferencial: a Assembleia Legislativa.

Olala,
Tenho acompanhado o trabalho do repórter Giovani Grizotti na mídia, especialmente na televisão (RBS) onde atua.

Como profissional do jornalismo ele tem se notabilizado por reportagens do chamado jornalismo investigativo.

Na última semana foi protagonista de um conflito na Assembleia Legisaltiva. Decidido a fazer notícia do Parlamento, ele tentou forçar entrevistas com três deputados: Leila Fetter(PP), Alexandre Postal(PMDB) e Dionilso Marcon(PT). Queria saber porque os deputados não permenecem no plenário durante toda a sesão.

Marcon, depois de explicar ao repórter que, em dia que não há votações, acompanha eventos na casa, recusou-se a alimentar a pauta que Giovanni queria esquentar. O repórter, na sua ânsia de conseguir imagem e falas do deputado a qualquer custo, forçou a entrevista e chegou a enfiar o microfone na boca do parlamentar. Este, irritado, afastou o aparelho e rechaçou a entrevista. Mesmo procedimento foi adotado pelo repórter com outros dois deputados. Grizotti tinha a pauta pronta e precisava forçar imagens para recheá-la.

Não deu outra, imagens foram colhidas, provando a intenção do repórter e do grupo em investir contra o Parlamento. O episódio recebeu destaque no nos veículos da RBS.

O episódio serviu para fazer o Parlamento refletir sobre qual deve ser o comportamento dos veículos de comunicação na sua relação com o Parlamento. A presidência pronunciou-se contestando o procedimento truculento e arbitrário do repórter. O deputado Raul Pont(PT) usou a tribuna para denunciar que o grupo não pode invadir o Assembleia e colocar câmeras secretas para controlar os deputados. A Mesa da Casa deverá ainda emitir uma nota oficial sobre o episódio.

É preciso dizer que as grandes empresas de comunicação, na ânsia de lograr notoriedade e audiência, estimulam seus funcionários para forçar reportagens. Editam versões sensacinalistas sobre pseudofatos, atropelando princípios éticos do bom jornalismo.

Não é com este jornalismo marron, que usa repórteres no anonimato que ajudamos a sociedade avançar na democracia.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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sábado, 20 de março de 2010

A súplica dos agentes penitenciários


Agentes pediram apoio aos deputados par que pressione Yeda pela nomeação.

Olala,
Tenho acompanhado o drama porque passam duas centenas de agentes penitenciários concursados em nosso Estado. Para se mais preciso, 215 trabalhadores que vão ser investidos no serviço público para cuidar de presos nas cadeias gaúchas.

Aprovados em concurso realizado em 2008, muitos estavam trabalhando em outras atividades até serem chamados para um curso de formação, como manda o regime jurídico dos servidores.

Ao serem chamados para o curso em janeiro passado, muitos pediram demissão dos seus empregos, certos de que, após dois meses de curso, os 215 servidores seriam nomeados.

Mas, o gestor, no caso a gestora Yeda, com suas cumulativas estrepulias, decide não nomear os concursados.

Sem nomeação, bate o desespero, pois muitos têm família, mulher e filhos. Contas de aluguel, telefone, escola, etc. para continuar honrando.

Procuram as entidades de classe que, em bloco, vão aos deputados e ao governo reivindicar. No Palácio de Yeda, enrolação e adiamento.

Aí vem mais pressão. O grupo decide montar barracas em frente ao Palácio, visando pressionar para que a governadora decida pela nomeação. Desde quarta-feira, 17.3, lá estão as barracas e os servidores na Praça da Matriz.

Não há como não se indignar com tamanho descaso. Como pode um governo maltratar tanto os seus servidores? O que deveria se um início festivo se torna um drama, um suplício. Não pode continuar reinando um governo que age assim com o funcionalismo.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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quinta-feira, 18 de março de 2010

Título tendencioso de ZH


Pesquisa Ibope mostra Dilma subindo com 30% e Serra descen do com 35% das intenções de voto.

Olala,
È nas palavras e na pratica que a pessoa mostra sua ideologia. Lembro de uma Caravana da Cidadania feita em 1998 com Lula candidato a presidente, quando, visitando um assentamento de Sem Terras em Tapera, a Zero Hora acabou cobrindo o evento e não hesitou de estampar na pagina uma foto com Lula cara a "cara" com um porco.
Na época, a campanha era contra FHC e a RBS estava toda inclinada a favorecer o doutor da Sourbone.

Pois bem, tempo vai, tempo vem, abro o jornal hoje e vejo a seguinte chamada:
"Vantagem de Serra sobre Dilma cai para 5 pontos". Fico pensando que compreensão tem um cidadão que acaba virando a página rapidamente e vê este título. Não tem como admitir que foi um simples cochilo do titulador da página. Quem fez esta frase está imbuído de ideologia.

Vamos dizer que as pessoas não tenham tempo de ler toda a frase, ou, como muitos, lêem as frases correndo. Então, semanticamente, fica "Vantagem de Serra sobre Dilma | Dilma cai cinco pontos". Não seria melhor:

"Pesquisa mostra Dilma subindo e Serra caindo" ou "Serra cai e fica a cinco pontos de Dilma", ou ainda, "Dilma encosta e fica cinco pontos de Serra".

Em todo o caso, vale lembrar que, há seis meses da eleição, o cenário aponta que Dilma tem um crescimento ponderado enquanto Serra está num progressivo descenso.
Pense nisto, enquanto há tempo.
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terça-feira, 16 de março de 2010

Filhos para o mundo


O desafio maior dos pais é o de preparar os filhos para que sejam cidadãos do mundo.

Olala,
Dá um nó na garganta e os olhos lacrimejam quando se quer falar sobre partidas. Especialmente quando as partidas são de pessoas que se ama, pessoas próximas e queridas da gente. A partida sempre gera emoção. Não tem como um pai ou uma mãe não se emocionar toda a vez que um filho sai de casa para seguir seu destino. A vida é feita de partidas.

Quando a gente casa, sempre sonha em ser eternamente feliz. Os filhos vêm e fazem a alegria da gente. Eles crescem e a gente envelhece com eles. Eles, sedentos por ganhar e conquistar o mundo e a gente correndo para se consolidar como referência positiva. A gente malha diariamente visando suprir a família de condições. Todos se ajudam repassando valores e estrutura para que cada um siga seu caminho.

O tempo passa, os filhos crescem e, pouco a pouco, eles vão moldando seus sonhos e construindo a liberdade. A gente fica feliz em perceber que eles passam a caminhar e a decidir com independência. Tomam decisões, às vezes estranhas aos nossos olhos, mas determinadas e convictas.

Temos dois filhos: o Tiago e o Fernando. O Ti e o Nando, como chamamos na intimidade. Duas ricas pessoas que orgulham nossa família.

O Tiago, 23 anos, administrador formado, atua em empresa intenacional de consultoria em São Paulo, para onde foi residir. O Fernando, 19 anos, partiu para buscar um aperfeiçoamento em inglês, na Europa. Com passaporte italiano na mão, embarcou na terça (16.3) em Porto Alegre para desembarcar às 9h de quarta (17.3) em Edinburg, na Escócia. Diz que vai aprender o inglês que não conseguiria aperfeiçoar aqui pagando valores elevados em escolas de língua. Quer ter o inglês afiado para escolher bem a universidade. Tem idade para isto.

É o mundo que gira para quem tem condições de se mover nele. Nesta aldeia global, onde as distâncias e oportunidades são modernamente encurtadas, todos somos cidadãos do mundo. Ainda bem que inventaram esta poderosa máquina chamada internet que dá para a gente se comunicar e matar a saudade. Embora reconheçamos que nada substitui o calor de um abraço ou um beijo de quem amamos.

Que bom que a gente sente saudades de quem parte. Domar a saudade é parte do desafio da existência.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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