domingo, 3 de abril de 2011

Plástico up


Plástico aparece cada vez mais no nosso cotidiano.

Olala,
Tenho percebido que minha geração cada vez mais está envolvida no plástico.
O petróleo está cada vez mais presente na nossa vida. Não apenas servindo como energia para o transporte mas chegou na nossa casa, na nossa mesa, através de inúmeros usos em embalagens domésticas.

Lembro dos anos 70, quando no RS, iniciou a construção do pólo petroquímico em Triunfo. Na época, especialmente os ecologistas reclamavam que a instalação da unidade beneficiadora de materiais oriundos do petróleo causaria uma desastre ambiental que atingiria a capital e as cidades próximas. Geraria poluição e afetaria a vida das populações.

Passadas três décadas, o pólo petroquímico está aí operando e empregando milhares de trabalhadores, tornando Triunfo o município gaúcho que possui a maior renda per capita do Estado.

A partir do polipropileno são produzidos uma infinidade de produtos que vêm a facilitar a vida das pessoas e a mudar os comportamentos. Os carros já não são mais pesados porque são feitos de plástico que não enferruja. Peças, utensílios domésticos, comerciais e industriais são moldados a partir do subproduto do petróleo e estão em toda a parte incorporados à nossa vida.

O avanço do Pet já nos contamina e é parte do cotidiano de nossas vidas. Com capacidade de reciclagem, o produto torna-se uma alternativa econômica e contribui para a sustentabilidade ambiental.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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domingo, 27 de março de 2011

Plugado 24h


Interatividade ocupa a pessoa o dia todo, deixando-a com pouco espaço para o descanso.

Olala,
Tenho um amigo de nome Valter. Por causa de seu cargo voltado para as relações internacionais, tem interlocutores no mundo todo.

Confidenciou-me que ultimamente não tem tido sossego. Não pode mais encontrar tempo para descanso. Acontece que com o advento dos meios interativos, apagam-se os fusos horários e todos ficam plugados 24h. Quando estamos dormindo no Brasil, os amigos do Oriente estão em pleno dia e não hesitam em mandar e demandar respostas instantâneas.

O homem vive dias de plugagem total. Passou o tempo em que era possível descansar tranquilo à noite. Agora, por causa dos aparelhos eletrônicos, o sono é interrompido.

Tempos diferentes estes onde a tranquilidade da noite já não dura tanto. Aliás, a dúvida sobre uma notícia inesperada madrugada afora torna o sono menos tranquilo. Contingências de uma época onde as pessoas cada vez são mais enredadas.

- Para o bem ou para o mal? Ouso me juntar àqueles que acreditam que os tempos modernos apresentam a metamorfose ambulante. E, parece que se dá melhor quem sabe se postar melhor neste permanente aggiornamento.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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Plugados


Interatividade permite plugar as pessoas 24 horas do dia.

Olala,
Dias atrás um senhor bem trajado descartou a revista veja ao terminar um voo de duas horas. Como ia seguir viagem em escala, ao perceber que ele ia deixar a revista no bolso da poltrona, tive a ousadia de demandar-lhe a revista para espiar. Ele me disse que já havia olhado a mesma durante a viagem e não a levaria consigo.

Nos minutos de espera, aguardando o desembarque, ficou impaciente com a demora. Alguns minutos iriam ser perdidos entre o estacionamento completo da aeronave e a saída dela para o hangar do aeroporto.

Ao chegar no saguão havia uma multidão em trânsito. Para embarque e desembarque.

Constato que avançou o número das classes B e C que já não viajam mais de ônibus. Foram incluídas no trânsito aéreo, mais rápido e moderno.

Mas, particularmente um fato me chamou atenção na multidão. Aumentaram os meios interativos de comunicação. A espera já não é mais um suplício pois as pessoas carregam consigo um Ipad, um Ifone, um tablet, um celular, um notebook e estão permanentemente plugadas. na viagem, continuam decidindo sobre tarefas na casa, na empresa, no governo.

Um passageiro particularmente me chamou atenção. Estava ele colocado ao lado de uma grossa coluna gesticulando em voz alta e balançando os braços. Talvez tentando convencer o interlocutor pela palavra. Em outros tempos, poderia se dizer que estávamos diante de um louco, pessoa com necessidade especial, ou, como se diz modernamente pessoa com deficiência.

Não, lá estava um vivente portando um aparelho de comunicação pendurado no pescoço e outro preso à orelha tomando decisões. Ao redor ele, ao mesmo tempo uma infinidade de outros internautas também se revezavam em transmitir e receber mensagens.

Aldeia global é isto. Todos falando ao mesmo tempo e, acreditem, se entendendo.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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quarta-feira, 16 de março de 2011

Japão I


Japoneses tem comportamento mais sereno, calmo e meditativo, mesmo ante tragédias.

Olala,
Impressiona-me a calma e serenidade dos orientais diante de tragédias.
Tenho a hora de hospedar três estudantes japoneses chegados ao Brasil há pouco mais de um mês para um intercâmbio na PUC. Estudantes de português, medem as palavras e fitam meticulosamente os movimentos. Até mesmo o ato de tomar uma cerveja é feito com os movimentos medidos, deglutindo, gole a gole, o líquido inebriante.

Pois, tive a oportunidade de acompanhar o drama deles com o acontecimento trágico do tsunami e do terremoto da última semana. Para minha surpresa, os japoneses não mudaram o comportamento deois que seus patrícios foram acometidos da tragédia. Plugados pela internet acompanham passo-a-passo os acontecimentos e não manifestam surpresas.

Dizem que terremotos são fatos comuns para um japonês. Lá, desde cedo, as escolas ensinam como se proteger em caso de terremoto. As cadeiras escolares já vêm equipadas com almofadas que são colocadas sobre as cabeças toda a vez que o prédio balança. A orientação é se postar sob as mesas e, quando pára de balançar, correm para a rua.

Todos eles já revelaram ter passado por situações constangedoras dentro de casa. Eles parecem se impressionar com o temor dos estrangeiros sobre as notícias que vêem do outro lado do mundo. É nesta reação que percebemos com emocianalmente as pessoas tem comportamento diferente mquando a cultura é diferente.

Pense nisto, enquanto há tempo!

Japão


Tsunami arrasou cidades da zona litorânea nordeste do Japão.

Olala,
Não tem como ficar insensível com o que acontece no Japão desde o última sexta-feira. Numa época em que as câmeras eletrônicas estão pulverizados e plugadas em rede, os fatos são instantaneamente refletidos na aldeia global.

Impressionante e dramático ver a água do pacífico avançando sobre a cidade e arrastando tudo o que encontra pela frente. O terremoto de 8,9 graus ocorrido no mar eclodiu uma reação de ondas que furiosamente avançaram nas áreas mais baixas causando uma verdadeira catástrofe.

O Japão que foi martirizado na Segunda Guerra com o massacre das forças aliadas que desabaram em Hiroshima e Nagasaki as bombas, vive agora o drama dos efeitos causados pelo terremoto e pelo tsunami. Mais que isto, o resultado trágico desta devastação natural acaba gerando consequências às populações do enorme e próspero arquipélago.

Além dos milhares de vidas perdidas, tragados pelo mar, casas, fábricas e sonhos são levados pelas águas salgadas do oceano.

Não bastasse isto, os danos causados pelo tsunami e pelos constantes terremotos danificaram instalações de usinas nucleares, gerando pânico e temor de risco visível de contaminação radioativa. O Japão vive o drama de não conhecer ainda dimensão real da tragédia e não saber ate quando vão suas causas.

Pense nisto, enquanto há tempo!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Escola de lata


Escolas de lata foram alternativas usadas pelo govenro Yeda no RS.

Olala,
Uma pulga atrás da orelha, o calcanhar de Aquiles, a pedra no sapato. Estas figuras de linguagem bem expressam a inquietação revelada pelo governador, pelo secretário e pela sociedade sobre as escolas de lata.

A alternativa foi usada pelo governo anterior como espaço para abrigar alunos em locais onde a emergencialidade exigia salas de aula. O governo Yeda optou pela simplicidade e pela economicidade. Não entendo como uma governadora que morou em casa refrigerada teve tão pouca sensibilidade com as crianças, os alunos de sete escolas estaduais submetidas ao despejo em função de suas escolas estarem desabando. Como socorro emergencial, Yeda apelou para os contêineres, espaço tradicional parao transporte de mercadorias. Neles enturmou crianças, professores e funcionários como espaço escolar.

Em alguns locais onde as escolas de lata foram localidadas, no pico do meio dia, a temperatura chegava a 40 graus. Haja cérebro para suportar tanto calor. Eram lugares mais de tortura do que de aprendizado.

Temos um desafio: extirpar as escolas de lata. para isto, fomos procurar a academia, buscando conselhos na Ufrgs, através de Centro de Edificações vinculado ao Instituto de Engenharia. Lá nos disseram que existem vários materiais e formas de conceber as habitações. Disse o especialista que o latão tem sido o material mais usado para suportar eventuais habitações temporárias, especialmente em obras nas construções. Mas, orientaram que o contêiner é uma forma simplista de abrigar pessoas.

Estamos desafiando a indústria da construção em busca de alternativas humanas que possam abrigar, periodicamente nossos alunos.

Não é possível que a ciência da arquitetura e da engenharia não seja capaz de oferecer soluções mais aprazíveis como espaço escolar. É ridículo admitir que em pleno século marcado por inovações, tenhamos que aceitar a escola de lata.
Pense nisto, enquanto há tempo.
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Novo desafio na Seduc


Oito anos depois volto à Seduc para contribuir nas políticas educacionais

Olalá,
Tenho deixado meus internautas sem notícias devido às árduas articulações em torno dos espaços de governo. Todos sabem pelos meus depoimentos que tenho e revelo posição política. Desde a fundação do PT e da CUT tenho militado nestas organizações sociais contribuindo como protagonista.

Depois de ter sido vitorioso na última eleição, tendo o melhor aproveitamento de minha vida de eleitor, fui chamado a contribuir na defesa do projeto tanto de Dilma como de Tarso.

Como servidor público concursado, sou funcionário de Estado que acaba contribuindo no Governo na área de minha nomeação: a educação. Desde 1990 sou professor e, como tal, tenho acompanhado o desdobramento das políticas públicas nesta área, como professor ou como assessor.

Por força da necessidade de garantir o projeto educacional, depois de servior ao governo Olívio, volto para contribuir como diretor administrativo da SEC, que já se chamou SE e agora se chama Seduc.

Entre minhas responsabilidades está o ordenamento de despesas da secretaria que tem o maior orçamento do Estado, 35% da receita própria líquida, ou algo em torno de 6,2 bilhões, além de responder pelas licitações, contratos e obras.

O desafio é grande mas, como diz Paulo Freire, a gente aprende na caminhada.
Temos a tarefa de garantir a sustentação do aparelhamento tecnológico e da recuperação física das 2.590 escolas da rede pública estadual. Não é pouco, mas estou disposto a seguir , em equipe, desdobrando este desafio.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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