domingo, 3 de abril de 2011

Líbia, Gadafi e intervenção


Estados Unidos e União Européia se juntaram para intervir na Líbia.

Olala,
Como milhares de internautas, sofro o bombardeio de informações desencontradas sobre a intervenção na Líbia. Os jornais do mundo inteiro noticiam que Gadafi é um homem mau, não cultiva a democracia e que, por isto, deve ser vencido.

Sob a égide da necessidade de impor um regime democrático, os EUA e países da OTAN se unem para bombardear o governante daquele país com a clara disposição de destroná-lo.

Tenho tido algumas precauções em me posicionar diante da tática de intervenção externa no país árabe. Sou propenso a acreditar que uma crise causa melhor resultado se for enfrentada pelo próprio povo que a vive.

Veja-se o caso do Egito, onde não houve intervenção externa e o povo foi às ruas para exigir mudanças. O povo deste país deverá encontrar o caminho da autodeterminação.

Não me parece saudável que, a exemplo do que ocorreu no Iraque, os EUA, no afã de impor o domínio sobre as nações árabes, passem a intervir nos países impondo suas normas.

Ao que sei, Gadafi é liderança nascida no país e que, tendo inaugurado o período republicano, operou reformas que possibilitaram avanços em áreas como a educação, infgraestrutura e terra. A Líbia é hoje o país que ostenta um dos maiores IDHs entre os países áreabes.

Desconfio que o potencial petrolífero esteja sendo cotejado e cobiçado pelas grandes economias mundiais nesta intervenção. E, como sabemos, para se apropriar deste potencial a mídia internacional associada aos grandes, utiliza os argumentos que melhor lhe serve.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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Geração petizada


Família do Colorado, nos EUA, mergulhada no plástico.

Olala,
Um ecologista canadense propôs que famílias de diversas partes do mundo reunissem na frente de casa todos os materiais produzidos a partir de matéria plástica. O resultado surpreendeu muitos proprietários e revelou que não há como mover-se nos dias atuais sem depender do plástico.

O uso do plástico vem para facilitar a vida das pessoas, mas traz consigo também perigos. Usado em grande escala na substituição à argila ou ferro na série de utensílios domésticos o plástico também representa riscos à vida humana.
O bisfenol é uma substância nociva que se encontra em grande quantidade nos materiais plásticos.

O uso frequente e prolongado do produto no corpo deixa sequelas e, em alguns países, merece advertências por parte das autoridades da vigilância sanitária.

Se olharmos para dentro de nossa casa, não há como desvincular-se do plástico. Ele é parte do cotidiano e não se pode separá-lo da nossa vida. O uso do Pet nos torna uma geração petizada.

A verdade é que como outras substâncias que alteram a composição natural do homem, o plástico também é uma inovação recente, dos últimos 50 anos. E, estudos dos efeitos destas inovações demandam décadas para ter suas provas. Ou seja, não é possível determinar em apenas uma geração quais os efeitos do plástico sobre a vida humana.

Somente as gerações futuras poderão determinar se o uso indiscriminado desta alternativa foi ou não boa para a humanidade.
pense nisto, enquanto há tempo.
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Plástico up


Plástico aparece cada vez mais no nosso cotidiano.

Olala,
Tenho percebido que minha geração cada vez mais está envolvida no plástico.
O petróleo está cada vez mais presente na nossa vida. Não apenas servindo como energia para o transporte mas chegou na nossa casa, na nossa mesa, através de inúmeros usos em embalagens domésticas.

Lembro dos anos 70, quando no RS, iniciou a construção do pólo petroquímico em Triunfo. Na época, especialmente os ecologistas reclamavam que a instalação da unidade beneficiadora de materiais oriundos do petróleo causaria uma desastre ambiental que atingiria a capital e as cidades próximas. Geraria poluição e afetaria a vida das populações.

Passadas três décadas, o pólo petroquímico está aí operando e empregando milhares de trabalhadores, tornando Triunfo o município gaúcho que possui a maior renda per capita do Estado.

A partir do polipropileno são produzidos uma infinidade de produtos que vêm a facilitar a vida das pessoas e a mudar os comportamentos. Os carros já não são mais pesados porque são feitos de plástico que não enferruja. Peças, utensílios domésticos, comerciais e industriais são moldados a partir do subproduto do petróleo e estão em toda a parte incorporados à nossa vida.

O avanço do Pet já nos contamina e é parte do cotidiano de nossas vidas. Com capacidade de reciclagem, o produto torna-se uma alternativa econômica e contribui para a sustentabilidade ambiental.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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domingo, 27 de março de 2011

Plugado 24h


Interatividade ocupa a pessoa o dia todo, deixando-a com pouco espaço para o descanso.

Olala,
Tenho um amigo de nome Valter. Por causa de seu cargo voltado para as relações internacionais, tem interlocutores no mundo todo.

Confidenciou-me que ultimamente não tem tido sossego. Não pode mais encontrar tempo para descanso. Acontece que com o advento dos meios interativos, apagam-se os fusos horários e todos ficam plugados 24h. Quando estamos dormindo no Brasil, os amigos do Oriente estão em pleno dia e não hesitam em mandar e demandar respostas instantâneas.

O homem vive dias de plugagem total. Passou o tempo em que era possível descansar tranquilo à noite. Agora, por causa dos aparelhos eletrônicos, o sono é interrompido.

Tempos diferentes estes onde a tranquilidade da noite já não dura tanto. Aliás, a dúvida sobre uma notícia inesperada madrugada afora torna o sono menos tranquilo. Contingências de uma época onde as pessoas cada vez são mais enredadas.

- Para o bem ou para o mal? Ouso me juntar àqueles que acreditam que os tempos modernos apresentam a metamorfose ambulante. E, parece que se dá melhor quem sabe se postar melhor neste permanente aggiornamento.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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Plugados


Interatividade permite plugar as pessoas 24 horas do dia.

Olala,
Dias atrás um senhor bem trajado descartou a revista veja ao terminar um voo de duas horas. Como ia seguir viagem em escala, ao perceber que ele ia deixar a revista no bolso da poltrona, tive a ousadia de demandar-lhe a revista para espiar. Ele me disse que já havia olhado a mesma durante a viagem e não a levaria consigo.

Nos minutos de espera, aguardando o desembarque, ficou impaciente com a demora. Alguns minutos iriam ser perdidos entre o estacionamento completo da aeronave e a saída dela para o hangar do aeroporto.

Ao chegar no saguão havia uma multidão em trânsito. Para embarque e desembarque.

Constato que avançou o número das classes B e C que já não viajam mais de ônibus. Foram incluídas no trânsito aéreo, mais rápido e moderno.

Mas, particularmente um fato me chamou atenção na multidão. Aumentaram os meios interativos de comunicação. A espera já não é mais um suplício pois as pessoas carregam consigo um Ipad, um Ifone, um tablet, um celular, um notebook e estão permanentemente plugadas. na viagem, continuam decidindo sobre tarefas na casa, na empresa, no governo.

Um passageiro particularmente me chamou atenção. Estava ele colocado ao lado de uma grossa coluna gesticulando em voz alta e balançando os braços. Talvez tentando convencer o interlocutor pela palavra. Em outros tempos, poderia se dizer que estávamos diante de um louco, pessoa com necessidade especial, ou, como se diz modernamente pessoa com deficiência.

Não, lá estava um vivente portando um aparelho de comunicação pendurado no pescoço e outro preso à orelha tomando decisões. Ao redor ele, ao mesmo tempo uma infinidade de outros internautas também se revezavam em transmitir e receber mensagens.

Aldeia global é isto. Todos falando ao mesmo tempo e, acreditem, se entendendo.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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quarta-feira, 16 de março de 2011

Japão I


Japoneses tem comportamento mais sereno, calmo e meditativo, mesmo ante tragédias.

Olala,
Impressiona-me a calma e serenidade dos orientais diante de tragédias.
Tenho a hora de hospedar três estudantes japoneses chegados ao Brasil há pouco mais de um mês para um intercâmbio na PUC. Estudantes de português, medem as palavras e fitam meticulosamente os movimentos. Até mesmo o ato de tomar uma cerveja é feito com os movimentos medidos, deglutindo, gole a gole, o líquido inebriante.

Pois, tive a oportunidade de acompanhar o drama deles com o acontecimento trágico do tsunami e do terremoto da última semana. Para minha surpresa, os japoneses não mudaram o comportamento deois que seus patrícios foram acometidos da tragédia. Plugados pela internet acompanham passo-a-passo os acontecimentos e não manifestam surpresas.

Dizem que terremotos são fatos comuns para um japonês. Lá, desde cedo, as escolas ensinam como se proteger em caso de terremoto. As cadeiras escolares já vêm equipadas com almofadas que são colocadas sobre as cabeças toda a vez que o prédio balança. A orientação é se postar sob as mesas e, quando pára de balançar, correm para a rua.

Todos eles já revelaram ter passado por situações constangedoras dentro de casa. Eles parecem se impressionar com o temor dos estrangeiros sobre as notícias que vêem do outro lado do mundo. É nesta reação que percebemos com emocianalmente as pessoas tem comportamento diferente mquando a cultura é diferente.

Pense nisto, enquanto há tempo!

Japão


Tsunami arrasou cidades da zona litorânea nordeste do Japão.

Olala,
Não tem como ficar insensível com o que acontece no Japão desde o última sexta-feira. Numa época em que as câmeras eletrônicas estão pulverizados e plugadas em rede, os fatos são instantaneamente refletidos na aldeia global.

Impressionante e dramático ver a água do pacífico avançando sobre a cidade e arrastando tudo o que encontra pela frente. O terremoto de 8,9 graus ocorrido no mar eclodiu uma reação de ondas que furiosamente avançaram nas áreas mais baixas causando uma verdadeira catástrofe.

O Japão que foi martirizado na Segunda Guerra com o massacre das forças aliadas que desabaram em Hiroshima e Nagasaki as bombas, vive agora o drama dos efeitos causados pelo terremoto e pelo tsunami. Mais que isto, o resultado trágico desta devastação natural acaba gerando consequências às populações do enorme e próspero arquipélago.

Além dos milhares de vidas perdidas, tragados pelo mar, casas, fábricas e sonhos são levados pelas águas salgadas do oceano.

Não bastasse isto, os danos causados pelo tsunami e pelos constantes terremotos danificaram instalações de usinas nucleares, gerando pânico e temor de risco visível de contaminação radioativa. O Japão vive o drama de não conhecer ainda dimensão real da tragédia e não saber ate quando vão suas causas.

Pense nisto, enquanto há tempo!