sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Edimburgo, 6 graus

Edinburgo, cidade com construções adaptadas tipicamente ao frio.

Olala,
Estou em Edimburgo, na capital da Escócia. Depois de passar por Paris, vindo de São Paulo e Porto Alegre, estou aqui na terra do filósofo e economista Adam Smith, Kate Midlleton e Susan Boyle só para falar de famosos.

Mas, é também a terra dos queridos súditos da rainha Elizabet II, adorada e presente em tudo, inclusive nas moedas e notas de Libra que circulam no Reino Unido. O RU não aderiu ao Euro e manteve sua moeda.

Estou teclando no PC de meu filho Fernando que veio para cá há quase dois anos. Inicialmente veio para estudar e aprender inglês, mas deve acabar ficando por aqui onde estuda e trabalha.

Deixei um verão com uma temperatura de 30 graus para cair numa geladeira de 6 graus. Disse-me meu filho que durante meio ano aqui as pessoas vivem no frio. O verão dos escoceses tem uma temperatura média de 12 graus. E acreditem, vão pegar sol numa praia de areia cinzenta e água gelada. Por isso, aqui são todos uns branquelas. Para provocar, presenteei meu filho com um óculos de sol.

Dá para ver como as pessoas são diferentes por aqui. A maioria são altos e loiros de olho azuis, tipicamente de etnias arianas. Muitos, velhos.

Mas o que logo chama atenção a um estrangeiro que chega no Reino Unido é a mão inglesa no trânsito. Fui caminhar na rua e quase fui atropelado. Na hora que botei o pé para atravessar veio um carro e tirou casquinha de mim. Só depois fui perceber que eles usam a mão contrária a nossa. O que para nós é faixa de ida para eles e de volta e vice versa. É, igualmente estranho ver os carros e os motoristas no volante dirigindo pela direita. É uma mudança e tanto!

Estou programado para ficar por aqui uma semana. Mas, antevejo que terei mais tempo sob os telhados cimentícios das construções em série do que na rua. Peguei uma época de chuva e a cada dez minutos cai água gelada por aqui.

Viajei deixando uma greve do Cpers na certeza de que, quando retornar, tenha terminado.
Avante!
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sábado, 12 de novembro de 2011

A tática do Cpers


Opção pela greve tumultua escolas e fragiliza relação com o governo que está fazendo mudanças na educação.

Olala,
Tenho acompanhado os movimentos que o governo e o Cpers têm feito. Na condição de cidadão e militante tenho expressado particularmente minhas opiniões sobre as táticas do governo e do Cpers. Escrevo na condição jornalista e professor que sou. Minha fala não expressa necessariamente a opinião de outros companheiros do governo que atualmente integro.

Andando pelo Rio Grande percebo vozes de sindicalistas dispostos a enfrentar o atual governo. Tarso se elegeu em primeiro turno com a maioria de votos, teve um programa de governo aprovado, mas sua implementação é, agora, contestada por parte das lideranças do Cpers e por parte especialmente de quem não tem identidade com o projeto do atual governo.

O Cpers está chamando a categoria para uma assembléia com resultado definido: ou Tarso paga o Piso, ou o Cpers para as escolas.

É preciso reforçar que, se esta for a condição, com certeza a greve será longa, pois o governo atual não tem recursos para integrar 100% do piso. Tarso garantiu que vai integralizar o Piso ao longo dos quatro anos de governo. Esta é a promessa que não foi desfeita. Para caminhar nesta direção, já pagou 10,91% em 2011 e já colocou no Orçamento de 2012, que está na Assembléia, mais R$ 400 milhões que vão constituir o percentual do piso a ser definido em janeiro próximo.

Mas, quem tem compromisso com o atual governo, tem que saber que, diferentemente do s dois governos anteriores, o atual governo, no seu primeiro ano também garantiu: pagamento das promoções de 2002 para 9500 professores que passaram a ter mais 10% sobre o básico; reconheceu o papel do sindicato ao liberar os dirigentes retidos pela Yeda; abonou os dias de greve e abriu diálogo com a entidade; anuncia concurso público para mais de 10 mil professores e 3 mil funcionários de escola em 2012; acabou com a ingerência externa nos programas de alfabetização (Ayrton Senna, IDC e Geempa); investiu R$ 100 milhões nas escolas e articulou convênios com o Governo Federal que vão garantir mais de R$ 200 milhões para melhorar a infraestrutura das escolas em 2012; projeto Província de São Pedro que garante computador a 100 mil alunos de escolas da fronteira e região metropolitana; está dialogando e construindo com a comunidade escolar, através do debate, o novo Ensino Médio Politécnico e as novas bases do Sistema de Avaliação Institucional Participativa Interna sem destruir a carreira; articulou com o MEC programas que garantem a gratuidade da formação inicial e continuada dos professores efetivos; está construindo uma alteração da Lei da Gestão Democrática e da Autonomia Financiera, para garantir mais democracia e recursos para as escolas.

Por estas razões, o governo Tarso não pode jamais ser caracterizado como os anteriores. Se muito não pode ser feito no primeiro ano, é por que as bases econômicas não permitiram avançar mais.

Entendo que, ignorar o esforço do atual governo pode ser tarefa para quem é oposição ao projeto atual, mas jamais deve ser meta de quem tem o compromisso de implementar o PGE sufragado com a eleição de Tarso.

Se o Cpers decidir greve, como preanunciam as decisões dos núcleos, se estará diante de um desgaste para ambas as partes: Cpers e governo.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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domingo, 16 de outubro de 2011

Sabiá


Sabiá faz o ninho em vaso de floreira.

Olala,
Aprendi, quando estudante, um pouco de latim. Havia uma frase que dizia: natura caret lege. (A natureza tem suas leis).
Nesta semana pude comprovar. AS reprodução das espécies segue um ritmo natural. Conforme o homem avança nos espaços dos outros seres, mais eles desaparecem e mais prevalece a espécie humana.

Somos o ser mais inteligente da natureza. Dominamos e subjugamos todos os demais. Na arca da sobrevivência, perdem as espécies não humanas. Muitas são extintas. Se o ser humano deseja preservar algumas delas, decide confiná-las em ambientes fechados. Os zoológicos só se justificam porque as espécies já não encontram lugar a céu aberto no habitat natural que foi ocupado por fazendas, lavouras cultivadas pelos humanos.

O homem não resiste sem a convivência de outros seres. È graças a eles que acumula as proteínas para prolongar sua vida. Usa seu poder de domínio natural para criar em série, em laboratório e nas manipulações trangênicas, os animais de que precisa para alongar sua vida. Faz jus à expressão "dominai" presente na designação divina ao ser humano dos primeiros tempos.

Quando a natureza chega tão próximo da gente a ponto de uma sabiá por seu ninho num vaso de uma floreira e daí reproduzir a espécie, reflete-se aí o milagre da reprodução da fauna que resiste e convida para o respeito e preservação das espécies.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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sábado, 8 de outubro de 2011

Vaticínio


Rejane, liderança que mantém a coerência de uma trajetória ascendente.

Olalá,
Tem certas pessoas que fazem opções ao longo da vida. Alguns têm dificuldade de sustentar seus princípios e suas convicções.

Conheci a professora Rejane de Oliveira há mais de 15 anos. Na época, liderança da CUT, integrando o Fórum Gaúcho em Defesa da Escola Pública. Tínhamos o 4º Coned pela frente, em Porto Alegre, e ela, como dirigente sindical, contribuiu muito para viabilizá-lo.

Mais tarde, partilhei a construção das táticas visando chegar à direção do Cpers, a maior entidade de representação sindical gaúcha. Estive ao seu lado integrando espaços diretivos da entidade. Sempre vi lealdade e coerência na representação de Rejane.

Hoje eu estou na institucionalidade. Fora do sindicato, embora ainda continue filiado e contribuindo mensalmente ao sindicato. Sou governo e, como tal, devo lealdade ao projeto de governo. Meu papel é de gestor das políticas emanadas do Programa de Governo para a educação.

Rejane está no direção do sindicato. Seu papel e diferente do meu. Em nome da autonomia e da independência de classe, temos que reconhecer que há papéis distintos entre sindicato e governo. Embora, haja pontos de luta coincidentes.

Para onde vai Rejane após seu segundo mandato no Cpers? Embora seja cedo para especular é possível antever que a trajetória desta liderança vaticina voos mais altos em espaços públicos. Quem semeia coerência ao longo da vida sindical, se habilita a seguir adiante na vida pública.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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terça-feira, 26 de julho de 2011

Steve Jobs


Steve com uma de suas inovações

Olalá,
Esta semana morreu Steve Jobs. Para muitas pessoas este personagem nada representa. Para a humanidade plugada nas tecnologia, não há como deixar de reconhecer a contribuição grandiosa deste gênio da informática.

Steve teve uma infância pobre sendo dado para adoção. Seus pais adotivos criaram Steve mas não conseguiram que o jovem se mantesse na universidade devido aos alotos custos. Curioso por informática juntou-se a seu parceiro tecnológico Steve Wozniak, Jobs fundou a Apple Computer em 1976. Durão e insatisfeito, deixou a empresa em 1986 fundando a Next. Dez anos após voltou a Aple onde se tornou o diretor geral.

Na Aple, fez história com invenções que articulam conexões de ships e combinações eletrônicas que revolucionaram os aparelhos eletrônicos. iPhone, iPad, Tablets com interatividade na rede mundial tornaram a Aple uma das mais bem sucedidas empresas do mundo.

É possível dizer que com os inventos de Jobs o mundo da informação e da educação não é mais o mesmo. Com suas tabuletas inteligentes gerações presentes e futuras guiam seu agir.

Em 2005 descobriu que tinha câncer no pâncreas. Resistiu até a semana passada. Eclético e adepto do budismo, Jobs passou pela vida deixando sua genial marca.
Pense nisto, enquanto há tempo.
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Amy


A imagem ao lado é a última postada no blog de amywinwhouse.

Olala,
Os jornais do mundo todo fazem referência a morte da cantora londrina Amy Winhouse. A jovem rebelde encontrou na música e na rebeldia umamaneira de alcançar a fama com suas melodias irreverentes.
Sou de outra geração e tenho dificuldade de avaliar a fugacidade de uma existência que optou por uma carreira meteórica. Refiro-me ao estilo de vida buscado pela cantora, recheado de drogas e comportamento libertino, anunciando que para ela o que interessava era o sucesso e não a qualidade de vida por mais tempo.

A longevidade não deveria ser meta para esta cantora. E é preciso dizer que atualmente nuitos de nossos jovens optam por escolher métodos de vida que tornam a existência mais curta. A escolha feita por Emy é o tetrato das esclhas de muitos jovens que procuram a emoção intensiva e alucinante como método de vida. O próprio público estimiula e incetiva estas práticas. As produtoras incentivam este tipo de modelo artístico a partir do momento em que levam os shows para os cinco continentes.

Entendo que é olhando a caminhada de uma cantora como Amy que se identifica a crise de valores da juventude atual. Quando os ídolos se estatelam aos 27 anos e são aplaudidos por multidões, fica um questionamento sobre quais são os valores praticados pelas gerações atuais.

Com todo o respeito às opiniões contrárias, mas lamento que o testemunho de vida de Amy winwhouse (win=vinho + house=casa) ou Amy "embriagada" possa ser utilizado como referência a quem desejamos ver construindo vidas logas para pessoas. Amy definitivamente não é um exemplo a ser seguido!
Pensem nisto, enquanto há tempo!
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sábado, 2 de julho de 2011

Espaço escolar


Espaço da rede escolar estadual é mal distribuído.

Olala,
Tenho me debruçado em avaliar o que aconteceu no RS nos últimos anos nas escolas do RS.

Quando trabalhei na gestão de Olívio Dutra tinha as estatísticas que mostravam que havia no RS mais de 3 mil unidades escolares na rede estadual. Hoje são 2.554.

Nos últimos dez anos os novos municípios passaram a investir em escolas que foram retirando os alunos da rede estadual. A municipalização do ensino avançou e fez com que pequenas escolas rurais especialmente as voltadas para o Ensino Fundamental fossem fechadas. O êxodo fez as famílias mudarem para mais próximo às cidades e menos filhos nasceram, pois a natalidade também puxa para baixo a taxa de natalidade. O governo Federal criou o Fundeb e garantiu aos municípios recursos fartos para a construção de escolas infantis.

Esta situação fez com que nos últimos cinco anos a rede escolar estadual perdesse nada menos que 170 mil matrículas.

Estou buscando uma resposta para a indagação: com tantos alunos a menos, deve ter escolas vazias?

Sim. Há má distribuição dos espaços escolares. Dias atrás visitando uma escola em Esmeralda, constatei um conjunto de prédios escolares espalhados por uma imensa área que já teve 1100 alunos. Hoje são apenas 215. Migraram da cidade. Em contrapartida, nas cidades, há escolas abarrotadas de alunos.

Pensar o espaço escolar é saber antecipar a demanda de décadas, percebendo onde devem ser feitos os investimentos públicos.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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