quinta-feira, 5 de julho de 2012

Mau exemplo


Senadora mantém cartaz de propaganda em via pública de Passo Fundo.

Olala,

Tenho por mim que nossa democracia não está perfeita. Temos instituições montadas sobre um corporativismo que operam o Estado em causa própria. E isto ocorre porque as pessoas que integram estas instituições agem com absoluta falta de sensibilidade pública.

Dias atrás, andando por Passo Fundo, deparei-me com uma situação de flagrante ilegalidade. Em plena Avenida Brasil, uma das mais movimeadas da cidade, há uma placa de propaganda política da senadora Ana Amélia Lemos.

Não me atrevi a ligar para a senadora acusando a ilegalidade porque esta tarefa cabe aos fiscalizadores eleitorais. Mas, lá está uma placa de prlpaganda com o rosto da senadora e o número 111. Os demais dizeres da placa foram apagados, tentando dizer que o que ficou se enquadra na legalidade.

A lei eleitoral não permite que, fora do período eleitoral, nomes e números de candidatos fiquem expostos ao público. O parlamentar eleito sabe disso, mas parece que tenta provocar até onde vai a astúcia dos fiscalizadores.

Não me parece sensato que um cidadão eleitor tenha que advertir um senador pedindo para que este cumpra a lei. Por causa destes casuísmos corporativistas, chego a conclusão de que nossa democracia ainda é falha.

Pense nisto, enquanto há tempo!
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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Propaganda irregular


Desde 5 de maio, propaganda de partidos com número e slogans estão expostas ao longo da BR-386.

Olala,
Um país sério se faz com respeito às leis. Eu, na condição de gestor público, sou proibido a executar uma ação que não esteja prevista em lei. Tudo o que fazemos tem que ser regrado por lei, regulamento ou norma pública. Diferentemente do que ocorre com a iniciativa privada que permite realizar tudo o que não é proibido.

Na minha função de gestor de obras de escolas da rede estadual tenho circulado o Estado para visitar prédios e inspecionar escolas em obras. Mas, na passagem pelas estradas, não deixo minha condição de cidadão e eleitor de lado.

Desde maio de 2012, me inquieta a existência de propaganda irregular sendo feita ao longo da BR-386, na altura da Tabaí. Lá é possível ver iniciando, fora do prazo, o marketing eleitoral de dois partidos que disputarão as eleições em outubro próximo. O PMDB e o PDT ostentam banners de 2mx2m contendo o número, slogam e partido. Numa placa está gravado: "12 PDT Firme e forte!", na outra, "15 PMDB pra fazer a diferença!".

Eu não sei o que se passa na cabeça dos organizadores locais destes partidos. As placas colocadas antes do prazo de propaganda eleitoral ensejam uma flagrante irregularidade. A lei eleitoral vale para todo o país e não é possível que num município gaúcho ela seja ignorada.

na primeira vez que passei no local, tive o cuidado de mandar uma mensagem à ouvidoria do TRE para que tomasse providência. Não tomou e, para minha surpresa as placas no dia 4 de julho estavam lá, e ampliadas em número.

Quando os partidos ignoram a legislação eleitoral, fica evidente que: ou a lei é incorreta ou os fiscalizadores da lei são frouxos.

Um país é sério quando tem as leis adequadas ao seu tempo. Se a lei existe, é para todos, ou, então, não vivemos num estado de direito. A democracia brasileira se firma na lei. E os homens cidadãos que aspiram cargos públicos tem que ser os principais fiscais da lei. O respeito à legalidade começa em casa.

Pense nisto, enquanto há tempo!

domingo, 10 de junho de 2012

Lojas que sumiram com o tempo

Relojoarias e casas de fotografia ficaram obsoletas com o advento do celular.


Olala,

Um amigo meu, formado em fotojornalissmo na década de 80, que andava fora de Porto Alegre havia algumas décadas, voltou.

Circulou o mundo fazendo fotos e ganhando dinheiro como freelancer. Preferiu não se regrar a normas fixas ficando preso a um empregador. Fez a opção do liberalismo, da vida como elça vem.

Casou nas andanças e, como consequência, teve uma filha.

Voltou pra Porto Alegre, 25 anos após, mais envelhecido e disposto a recomeçar. Me pediu um conselho:
- Cara, acho que vou abri um negócio em Porto Alegre!, exclamou.
Pergunetei: que negócio?
- Olha, eu sou profissional da fotografia. Sou formado na melhor universidade particular do país, a PUC e acho que está na hora de meter a cara num negócio fixo!
- Que negócio tu pretende abrir?, indaguei.
 - Um laboratório de fotografia ou uma joalheria!, exclamou.

Putz!. Percebi que as voltas que o amigo fez pelo mundo não serviu para tudo.
Logo uma loja de fotografia e de relógios!.

Depois de uns copos de cerveja que ele tomou e ficou mais leve, pois eu não constumo bveber muito, resolvi ajudar o amigo.

Veja bem. Com certeza tu vai te afundar ainda mais se tomar o caminho deste negócio que tu valou. Não temo como sair ganhando hoje em dia com uma loja de relógio ou de fotografia.
- Como assim?, indagou, perplexo.
Não preciso ser muito inteligente para perceber que o mercado costuma reciclar certas atividades comerciais. Na era do celular que está nas mãos de mais da metade da população, não temo como prosperar vendendo relógios ou revelando filmes. Hoje, todo o celular mais moderno já faz fotos alos milhares e registra a hora com despertador e agenda eletrônica. Cada vez são mais raros aqueles que compram um relógio para pendurar no pulso.

Há certas atividades comerciais que foram pro beleléu com o advento das novas tecnologias. É só você prestar atenção como acabaram as lojas que vendem discos, CDs, relojoarias, laboratórios fotográficos, entre outros.

Com minha reflexão, acho que ajudei a frustrar o sonho de mais um comerciante. Mas, nunca é tarde para prevenir.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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domingo, 3 de junho de 2012

Lanche em aviões

 Bastou as classes B e C viajarem para que a alimentação fosse suspensa nos voos.

Olala,

Quando as classes B e C ascendem, os ricos ficam desconfortáveis.

Tenho, de vez em quando, andado de avião. No passado, este meio de transporte estava mais restrito a executivos e pessoas abastadas. Geralmente das classes A e B.

Aí veio o governo Lula e criou políticas de distribuição de renda que permitiram as classes C e D ascender. Veio a concorrência das empresas aéreas e mais gente passou a andar de avião.

Os aeroportos foram surpreendidos com tanta gente viajando e ainda se engalfinham em obras para atender tanta gente.

O curioso é perceber como as companhias aéreas passaram a cortar benefícios durante as viagens. O onze de setembro adicionou itens de segurança nos aeroportos e aviões e as companhias aéreas passaram a se degladiar na redução de custos das passagens.

Um sinal desta disputa no ar é percebida durante os voos. Há companhias que suprimiram completamente o serviço de bordo. O lanche servido na viagem já não existe. Nem mesmo um copo d’água pra arrefecer a garganta seca gerada pelo ar pressurizado.

È constrangedor ser abordado no avião por um comissário que lhe apresenta um cardápio que cobra R$ 5,00 por um copo de água. Uma guerra pela redução de custos que expõe os trabalhadores aeronautas e passageiros.

Entendo que a ANAC deveria disciplinar e padronizar que itens mínimos disponibilizados pelas companhias aéreas em viagens, evitando expor os usuários e aeronautas a constrangimentos no comércio a bordo. E já ouvi comentário de que os próprios comissários passam a receber comissão da empresa quando conseguem empurrar boas vendas para os passageiros.

Quando a classe C sobe ao céu, a ganância do capital é tão vorás que, também lá, acaba explorada. Lamentavelmente.

Pense nisto, enquanto há tempo!
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Piso e carrreira (I)

Professores gaúchos investiram na carreira diferente dos damais estados e municípios do país.

Olala,

Tenho particularmente acompanhado com atenção este debate que confronta posições das mais diversas sobre o tema piso e carreira. Vivo, particularmente, a riqueza deste debate por ser professor, sindicalista e atualmente gestor público. A pauta, na maneira que está posta no Rio Grande do Sul, confronta com a realidade posta nos demais estados e municípios brasileiros.

Do Mampituba para cá, por diversas razões, os trabalhadores em educação, movidos por uma organização sindical, tiveram sua luta de classe voltada para criar e incorporar vantagens na carreira. Os mais antigos sabem que, no passado envolto em inflação galopante que mudava da noite para o dia, não adiantava lutar por básico salarial, porque ele era engolido no dia seguinte.

Nestes períodos da década de 70 do século passado, quando o país vivia sob domínio da ditadura, os trabalhadores passaram a investir em direitos de carreira. Era mais fácil barganhar dos governos vantagens na carreira do que índices de reajuste. Estas vantagens acabaram beneficiando a categoria ao longo dos anos. Foi amparado nesta base de luta que o Magistério gaúcho aprovou, em 1974, o ainda atual Plano de Carreira que garante vantagens temporais, nos níveis e classes, conforme a formação e o tempo de serviço. É também desta época que nasce o difícil acesso que dá ganho maior ao professor que leciona em áreas inóspitas e distantes. Desta época surge a vantagem da regência de classe e a gratificação de direção que dá ganho aumentado ao professor que está nestas funções.

 É nesta época que se agrega a vantagem de 15% e 25% no básico do servidor que completa 15 e 25 anos de serviço público. Ainda, para evitar que o vencimento do professor fosse menor que o do piso regional, surge o abono. Ao invés de melhorar o salário básico, a opção feita pela categoria e acordada com os governos foi a de garantir direitos de carreira. Um lampejo de melhoria no básico aconteceu no final do governo Jair Soares quando aprovou um básico de 2,5 SM mas que o governo seguinte derrubou. O tempo muda, vem a democracia e o estado nacional percebe que há distorções gritantes no pagamento de professores nas redes municipal, estadual e federal. A maioria dos municípios e muitos estados não dá carreira aos professores.

E aí, de forma justa, entra em cena o Governo Federal e com Lula intervém para exigir um piso mínimo aos professores do país. E faz isso para assegurar condições mínimas aos professores públicos do país. Cria-se o piso profissional nacional do magistério. Hoje o valor deste piso está fixado em R$ 1.451,00 para 40 horas. A cada ano, em fevereiro, este valor é reajustado. A base de cálculo é o crescimento anual do valor do Fundeb. Em 2012 foi de 22%, contra um INPC de 7,5%. Não tenho dúvida que o Brasil e o governo federal vão continuar reajustando o valor do piso acima do INPC, porque é necessário elevar gradativamente o salário do professor que não tem carreira no país. Seria uma injustiça repor somente o INPC a quem só tem o piso como base para a remuneração.

Pense nisto, enquanto há tempo! .

domingo, 15 de janeiro de 2012

Titanic II, cem anos depois


Em 1912 foi o Titanic, agora o luxuoso e moderno cruzeiro Costa.

Olala,
A tecnologia não pode tudo. Uma prova de que mesmo com a mais sofisticada tecnologia, as tragédias ainda têm a mão humana. O naufrágio do cruzeiro Costa Concordia em Giglio, Itália, na noite da última sexta, revela que por mais moderna que seja uma máquina, sempre estará sob o comando humano.

Esta lógica vale tanto para ocontrole de uma bomba atômica como para a navegação de um barco.

O barco sempre foi tido como lugar seguro. Até o cantor Roberto Carlos usou o espaço para shows levando para o cruzeiro milhares de pessoas.

Desde os tempos de colegial, venho debatendo o sentido da máquina e do homem. A máquina jamais vai superar o homem, pois este é o comandante da máquina.

No caso em questão, nota-se que os mais modernos sonares, detectores e sensores de alerta conectados por satélite, foram ignorados pelo homem que comandava a máquina. Como no fatídico atentado de 11 de setembro de 2001, quando os aviões kamikases penetraram onde não podia e fizeram a tragédia das mortes nas torres gêmeas, também no cruzeiro afundado, o homem não pode se antecipar ao acidente.

Quando um navio moderno de tamanha magnitude com altura equivalente a dez andares e área de três campos de futebol, vira do jeito que virou, ficará afundado no mediterrâneo por gerações. As águas levemente salgadas consumirão pouco apouco a estrutura de fibra e aço do gigante. O seguro indenizará a empresa pelo prejuízo e os parentes sepultarão os oito mortos sem esquecer a tragédia.

Pense nisto, enquanto há tempo.
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sábado, 14 de janeiro de 2012

Andar da carroça


Cpers queimou cadernos mas educadores participaram maciçamente do debate sobre Ensino Médio

Olala,
Cruzamos o primeiro ano de governo Tarso. Como fomos?
O governador, no seu relato de balanço, relacionou diversas ações empreendidas ao longo dos 365 dias. Ressaltou em entrevista à rádio Gaúcha que não houve marcas no primeiro ano de governo.

Para quem chega e organiza a casa depois de uma tempestade, não é possível visualizar em obras físicas grandes realizações. O primeiro ano é para construir relações com entes federados, especialmente com o Governo Federal, com o BNDES, Banco Mundial visando obter empréstimos que possibilitem os recursos necessários para os investimentos que vão se traduzir em grandes obras.

A partir do segundo ano é que podemos visualizar as grandes marcas expressas nas obras do atual governo.

Como estou na Educação, devo dizer que há ações que vão marcar a passagem deste governo nesta área. Entre as ações em construção, destaco a mundana no Ensino Médio que passa a ser politécnico, o PNO (Plano de Necessidades de Obras das Escolas) que foi uma espécie de Constituinte Escolas para obras onde as direções e CREs olharam para o todo da rede física da rede e definiram democraticamente quais as prioridades em obras. Avançamos com um aumento de 10,91% no básico dos professores e avançaremos mais em 2012 concedendo um aumento maior que a inflação do período, reduzindo a distância que nos separa do piso nacional. O concurso público está na rua e irá contribuir para reduzir o número dos contratados. Há uma avaliação institucional em curso que abrange desde os gestores, os professores e escolas.

No primeiro ano, as relações com o Cpers não foram as melhores, especialmente porque quem dirige atualmente a entidade não guarda identidade com o programa de governo nem de Tarso e nem da Dilma. O PSTU se mantém vivo através do Cpers e só lhe interessa atear fogo nos governos, quaisquer sejam eles. Não esperem que a atual direção encontre consenso para sentar com o governo para avaliar políticas.

Neste andar da carroça - pois não é um supersônico que encontramos - estamos ajustando as peças e tentando dar vida a um governo destroçado e que precisa ser reaoganizados em todas as frentes. Mas, temos mais três anos para mostrar para que vivemos.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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