sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Técnica de abordagem policial

Olala,
Policial tem que avaliar quando deve usar arma.
O comerciante Valdir Cardoso, de Estrela, não esperava ser vítima de policiais.
Ele é dono de uma casa lotérica e, no sábado pela manhã teve o infortúnio de ser visitado por um assaltente. O assaltante, egresso do semi-aberto, adentrou a loja e anunciou o assalto pedindo para que todos deitassem ao chão.

Ato contínuo, o assaltante parte para o esvaziamento de gavetas, recolhendo o dinheiro que encontra. Quando esgota a busca por dinheiro, decide abandonar o local rumando porta afora. Mas, avisada, a BM chega nas mediações com policiais. O delinquente decide, então, mudar de plano. Recua da fuga, retorna e se junta aos clientes rendidos por ele. Antes, joga a arma numa lixeira.

Percebendo e lendo a tática do assaltante, Valdir decide levantar-se pegar a arma do bandido e, identificado, dar-lhe voz de prisão. Valdir mantém a arma apontada enquanto vê os brigadianos chegando a sua loja.

Os policiais adentram o estabelecimento e anunciam a rendição do único homem que encontram armado. Este, sem o cacoete dos bandidos, decide não abandonar a arma e se vira na direção dos policiais para tentar explicar o ocorrido. O gesto abrupto de se virar para a autoridade policial desperta o revide so policiais que disparam no homem, sem saber que ele é refém.

A cena, comum em abordagens policiais, é retrato da falta de profissionalismo dos brigadianos que sumariamente abrem fogo sem verificar quem está do outro lado. Ao simples gesto de ameaça por arma, revidam descarregando suas armas.

Neste caso, fica claro que toda a abordagem policial precisa de precaução para evitar que os agentes da lei se tornem foco de geração de mais violência.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Táticas e estratégias de Tarso


Tarso apoia pauta nacional que equilibra finanças de estados e municípios.

Olalá,
Participei do ato político que pautou a defesa da renegociação da dívida do Estado com a União, ocorrido no dia 13 de fevereiro de 3013 no Palácio Piratini.

O governador reuniu o governo, políticos e sociedade civil para firmar posição  do Estado sobre a necessidade de remover obstáculos que impedem investimentos como é a dívida com a União que consome mensalmente 13% da receita líquida do RS.

Há um projeto de lei de número 238/2013 tramitando no Congresso Nacional que revisa a dívida dos Estados e permite, através da renegociação, zerar o valor até 2027.

Não há dúvida que esta é uma pauta nacional de alta sensibilidade para as contas dos estados e municípios. Tarso quer liderar o movimento nacional que pressiona a União para aliviar as contas. No protagonismo desta ação partindo do Sul, Tarso vai construindo dividendos políticos que repercutem positivamente em voos mais altos no futuro.

Na visão do próprio governador, a ser mantida a situação atual, os Estados ficam estrangulados.
Por isso desencadeou o movimento. "Podemos sair da UTI para ir para a Sala de Recuperação. Nossa causa é justa. Vamos decolar e sairemos vencedores", preconizou.
Pense nisto, enquanto há tempo.
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O mártir Santiago


Cinegrafista foi vítima do uso de explosivos em eventos e manifestações públicas.

Olalá,
O Brasil viveu os últimos dias um sentimento de comoção em função da morte do cinegrafista Santiago

Andrade, da TV Bandeirantes, atingido por um rojão durante manifestação no centro do Rio de Janeiro em 6 de fevereiro último.

O caso do cinegrafista foi utilizado como exemplo de repúdio público por entidades, imprensa e sociedade aos atos e manifestações que se utilizam de meios de protesto que causam dano a pessoas e ao patrimônio.

O fato de uma manifestação que deveria ser pacífica gerar uma vítima mostra que há excessos consentidos em lei e quer deliberadamente permitem que possa haver manifestações utilizando artefatos dolosos.

È sabido da polêmica que houve dias atrás sobre a permissão nas manifestações com pessoas usando máscaras. Entendo que a permitir o anonimato em atos públicos é uma situação que gera intranquilidade e insegurança. Não é razoável que numa sociedade civilizada, se permita que pessoas se ocultem e utilizem instrumentos causadores de violência durante manifestações.

Entendo que o uso de um rojão, cuja potencialidade pode ser letal - como se provou no caso - possam ser utilizados em eventos públicos. Parece que as pessoas não têm memória ou não desejam aprender. Há exatamente um ano, foi um artefato de fogo que vitimou 242 pessoas numa boate em Santa Maria e outro que vitimou um torcedor na Bolívia.

Quem vai para a rua com armas não vai para atos pacíficos. Por isso, a Justiça tem que ser dura para penalizar os autores da violência. E as autoridades têm que investigar e criminalizar as entidades que se escondem sob fachadas de blocos cuja finalidade é gerar o caos visando abrir caminho para lograr espaços políticos. Os black blok têm que ser combatidos porque se utilizam de pessoas anônimas para cometer atos de vandalismo que deixam a sociedade menos civilizada.

Pense nisto, enquanto há tempo!
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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Piso, carreira e jornada



Sem ajuste na carreira, RS não tem como pagar o piso.
Olala,

Tomo a liberdade de abordar mais uma vez um tema poêmico: a impossibilidade do Estado do RS cumprir a lei do Piso do Magistério.

Durante duas gestões o Cpers pautou como prioridade não mexer uma vírgula na Carreira. No governo Yeda temia-se que a governadora pudesse, uma vez autorizando a mexida, esfacelar a carreira como aconteceu em outros Estados.

O atual governador Tarso antes de ser eleito afirmou ao megistério que se comprometia a encontrar as condições para pagar o piso. Embora alguns preguem que o governador afirmou que pagaria o Piso, não foi isto que Tarso afirmou. A Sineta, jornal do Cpers, afirmou que Tarso lutaria para criar as condições de pagar o piso cuja lei ele criou quando era ministro.

Sem condições financeiras para pagar o piso integral, Tarso buscou amparo na Justiça mas viu as ações frustradas e o STF reafirmou o pagamento do Piso sobre a carreira. Sem recursos para pagar o piso e sem mudar a carreira, Tarso optou por transformar a dívida em precatórios. Como uma bola de neve, o professor terá direito a um crédito gerado pelo não cumprimento da lei que o Estado jamais terá condições de pagar a curto prazo. Até o final de 2013, o valor devido aos servidores era de R$ 2,3 bilhões.É a judicialização da relação de trabalho com os professores.

Não é correto afirmar que o Governo paga o Piso sobre a atual carreira do Magistério, com fazem alguns. Há uma dívida crescente. E não adianta crer que a União vai suplementar o orçamento do RS com recursos do Pré-sal para pagar o piso sobre a atual carreira.

O que deve acontecer é uma luta unificada, em nível nacional, para ajustar diretrizes de carreira, piso e jornada. Se queremos uma unidade nacional que dê dignidade aos educadores, temos que pensar estes três elementos de forma unificada e em dimensão nacional. Enquanto cada Estado buscar resolver caseiramente seu problema, se distanciará de uma unidade nacional de referência.
Pense nisto, enquanto há tempo!

domingo, 8 de dezembro de 2013

Surpresa do filho Fernando


Tão distante, tão perto. Sempre presente.
Olala,
No dia do meu aniversário recebi a seguinte mensagem de meu filho que está na Escócia; "The surprise you will see in the near future.All the best, Fernando Sommacal".

Recorri ao Google translator e ele me decifrou: "Você terá uma surpresa brevemente".

Fiquei ansioso. O que será? Uma bicicleta nova? Um carro, ganhou na loteria, passou em algum concurso, logrou êxito em algum emprego? Ou, quem sabe, achou a namorada, decidiu casar, fez um filho, decidiu virar gay ou solicitará uma mesada?

Quando um filho arma uma surpresa para seu pai, pode ser o jogo da sedução para continuar atraindo a atenção, mas não há como se surpreender com a ousadia da juventude.

Sou daqueles que entende a necessidade de um pequeno gesto, mas sincero, para manter a confiança de um jovem. Próximo ou distante, ele precisa sentir que você está perto, junto, sem entender que esta proximidade signifique um rompimento da liberdade.

Hoje em dia até fica mais fácil manter relações com as pessoas. A multimídia coloca ao nosso dispor inúmeros recursos de conversação dotados de som e vídeo que ficou mais difícil ser invisível na aldeia global.

Mas, por sorte, a surpresa de meu filho era uma máquina que comprou por meio de site na internet e que, o fabricante não entregou. E ainda mandou avisar que não entregará. Pense nisto, enquanto há tempo!

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Marcos, o médico "cubano"

Marcos, no colo da mãe, nos primeiros dias na Fazenda Annoni.



Olala,

Depois de perceber a ira dos médicos corporativistas, destaco aqui a trajetória de um personagem que tive a felicidade de registrar seus primeiros momentos num acampamento.

Estava eu nos idos de 1987 visitando o acampamento da Fazenda Annoni, quando soube do nascimento da primeira criança. para lá fui na condição de repórter fotográfico entrar chegar no furo de reportagem.

No caminho barricadas de policiais indagando e retendo todo mundo. Dependendo da cara do vivente, não deixavam passar. Como eu estava identificado como jornalista e portava uma câmera e, tive a permissão para cruzar a barreira e ir até o acampamento.

Não deu outra, identifiquei-me com repórter do jornal Mundo Jovem que servia na época e resolvi conversar com os acampados com o objetivo de montar uma matéria para o mensário. Foi aí que tive a oportunidade rara de fotografar um menino no colo da mãe e junto ao pai sentados num banco improvisado ao lado de barraca, fogão e barraca de lona.

Três anos mais tarde, o menino fica órfão porque a mãe, Rose, é morta com outras duas companheiras durante manifestação por terra junto a um trevo de acesso a Sarandi.

Agora o menino virou médico por ação do governo de Cuba. E retorna ao país para ser símbolo de uma luta que vai avançar a emancipação dos trabalhadores assentados.

Pense nisto, enquanto há tempo

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terça-feira, 18 de junho de 2013

Manifestações nas ruas

Manifestantes enfrentam autoridades e desafiam governos, exigindo mudanças.

Olala,

Tenho avaliado com cuidado a crescente manifestação de pessoas nas ruas. De forma articulada através dos meios sociais, multidões de pessoas, especialmente jovens, estão enchendo praças e ruas das principais cidades brasileiras em protestos.

O que há por trás destas manifestações? Há um sentimento de rebeldia contra a ordem estabelecida que cobra pelo transporte, que vê a corrupção não sendo punida, que entende como abusivos os gastos com estádios preparando o país para a Copa, que vê a burocracia cara, que reclama contra o alto custo de vida, contra a opressão, por reforma política, por liberdades de gênero,...

O país sempre assistiu a manifestações pacíficas. Multidões foram às ruas por diretas já, pelo impeachment de Collor, mas tais manifestações, diferentemente das atuais, foram ordeiras e pacificas. Tínhamos a UNE do Lindbergh Farias e a voz do Osmar Santos como condutores dos atos.

O que assistimos ultimamente mostra a falta de lideranças e a presença de massas errantes sem líderes, gerados pelo espontaneísmo que avançam ruas afora e deixam um rastro de destruição. Ônibus são incediados, carros e vitrines danificadas, contêineres de lixo chutados e incinerados numa fúria que revela a insensatez e depõe contra o caráter pacifista dos atos.

Acho que em meio aos atos, há muita gente que, não tendo qualquer identidade com os projetos de governo, decidem apelar pelas manifestações como meio de abrir espaço de crescimento. Quanto mais cinzas, mais caos, mais espaço para crescimento.

Diferentemente das manifestações de países civilizados, onde há negociação nos protestos, aqui parece difícil a formação de mesas para dialogar porque os interlocutores estão difusos nas partes envolvidas. Por isso, ainda vamos demorar para sair do cenário que nos aproxima mais da barbárie do que da civilização.

Pense nisto, enquanto há tempo!

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