segunda-feira, 21 de julho de 2014

Suasuna, um mestre da cultura popular

Suassuna, foi um personagem que resgatou a cultura popular nordestina.
Olala,
Conheci Ariano Suassuna, numa ida à Recife, na década de 80. Confesso que tive deste personagem esguio a maior das impressões.  Na oportunidade ele dirigia um espetáculo chamado “Figural” que retratava o drama do homem nordestino. E, bem lembro que a peça de hora de duração não continua uma palavra sequer.
Achei fantástico um artista manter uma plateia ligada durante tanto tempo e abordando temas apenas com o recurso de instrumentos sonoros nascidos no rude agreste.
Pois, Ariano Suassuna, aos 87 anos nos deixa. Vítima de um AVC deixa um legado de obras literárias que viraram peças cênicas que retratam o quotidiano do povo sofrido do Nordeste.  Sua obra, talvez a maior, “O auto da Compadecida”,  foi reproduzida e recriada nos palcos e tornou-se referência internacional.  Ariano fez poesia, teatro e ficção de muita qualidade centrando sua contribuição no movimento armorial criado por ele para destacar as virtudes do povo nordestino.
Lembro que ele tinha um humor na fala capaz de servir para conscientizar multidões em auditórios fechados onde animava apenas pelo recurso da voz e do microfone. Amado por gerações, toda a palavra dita pelo poeta  recebia um tom de sátira com os temas do dia-a-dia.
Ele tinha a capacidade de falar sério brincando com as palavras. Sem deixar de ser universalista criticava o excesso de modismos importados que acabam no mundo das artes delapidando a cultura original dos povos.
Ariano se foi. Fica o testemunho de uma pessoa que fez a diferença na luta pelas raízes populares. Pense nisto, enquanto há tempo!
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quinta-feira, 15 de maio de 2014

Democracia e Cpers

A democracia pressupõe o voto e a rotatividade.
Olala,
Como professor de Filosofia ensino meus alunos a vivenciarem princípios. É a Filosofia que reflete sobre a ética e a moral. A ética trata dos princípios que uma pessoa segue, conforme sua consciência. A moral é a prática dos princípios, nos comportamentos do dia-a-dia.

Pois, passei a vida ensinando meus alunos de que uma sociedade só avança no processo civilizatório quando se seguem princípios. Um deles é a radicalização da democracia.

A democracia, nascida com os clássicos gregos e aperfeiçoada através das sociedades contemporâneas ensina que todas as sociedades, para serem democráticas, no momento de escolher seus dirigentes, têm que passar pelo voto. O sufrágio universal legitima os eleitos. O que acontece hoje nos cargos públicos do Executivo e do Legislativo. Já no Judiciário, o poder é legal mas não é legítimo porque não há voto popular para escolher juízes, promotores. Nos cargos executivos a democracia se dá com a alternância de poder.

Então, eu digo para meus alunos, para ser democrático, eu, como cidadão, posso eleger e reeleger um presidente, governador e prefeito. E, como corrigimos na Lei da Gestão Democrática, posso eleger e reeleger um diretor de escola.

No meu sindicato, para que não se fira a democracia, não posso dizer que o presidente do sindicato pode ser reeleito infinitas vezes. Se isto acontecer estou ferindo o princípio da democracia.

E é isto justamente que está acontecendo com o meu sindicato. A atual presidente, que já foi presidente por duas gestões, não pode ser eleita para uma terceira gestão, ainda que o estatuto da entidade permita e não tenha sido adequado ao princípio da democracia.

Portanto, está aí um fato que merece atenção de quem defende a democracia como princípio.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Quem apoia Dilma?

Olala,
Vivemos e viveremos dias difíceis nos próximos meses. Há protestos anunciados para todos os gostos. Hoje o foco da insatisfação centra-se no trancamento de estradas por caminhoneiros insatisfeitos com o reajuste do Diesel.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

O Piso do magistério

Reajuste de 8,32% é menor que o valor do aumento de 15% do Fundeb.

Olalá,
Retomo o debate sobre a questão do piso profissional salarial do magistério, já que acaba de sair o índice de 8,32% que eleva o piso para R$ 1.697,39 para uma jornada de 40h e de R$ 848,69 para 20h.

Considerando a inflação do período que chega a 6%, o percentual do piso representa ganho real de 2,32% nos vencimentos.

Mas, o maior problema é gerado nos estados e municípios que possuem vantagens de carreira que amplificam o valor final do vencimento já que o piso é base para os cálculos. Como se sabe, no RS e em outros 21 Estados onde não se cumpre a plenitude da Lei do Piso, restam dívidas em forma de precatório, devidas aos servidores.

O fato de o piso ter valor menor fixado em nível nacional se é um alento para quem não quer mexer na carreira, é, aos mesmo tempo, um dilema para quem não tem carreira e quer ter um vencimento maior no final do mês.

Entendo que a União fez prevalecer o bom senso. Nem os 15% estimados pelo cálculo do crescimento do Fundeb, nem os 6% do INPC.  Já opinei sobre isto.

Continuo insistindo que o debate sobre o piso não pode ser regionalizado. Ele nasceu como um tema nacional visando equilibrar os vencimentos dos professores do país. E, defendo que o tema não seja discutido separadamente do debate nacional sobre carreira e jornada. O tripé piso-carreira-jornada tem que estar no mesmo nível de discussão. E em nível nacional. Sem esta isonomia construída por governos e entidades de classe, não há salvação.

Enquanto o tema for tratado apenas á luz das legislações estaduais ou municipais, não se terá avanços na ideia de se chegar á tão sonhada dignidade profissional do magistério.

Pense nisto, enquanto há tempo.
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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Técnica de abordagem policial

Olala,
Policial tem que avaliar quando deve usar arma.
O comerciante Valdir Cardoso, de Estrela, não esperava ser vítima de policiais.
Ele é dono de uma casa lotérica e, no sábado pela manhã teve o infortúnio de ser visitado por um assaltente. O assaltante, egresso do semi-aberto, adentrou a loja e anunciou o assalto pedindo para que todos deitassem ao chão.

Ato contínuo, o assaltante parte para o esvaziamento de gavetas, recolhendo o dinheiro que encontra. Quando esgota a busca por dinheiro, decide abandonar o local rumando porta afora. Mas, avisada, a BM chega nas mediações com policiais. O delinquente decide, então, mudar de plano. Recua da fuga, retorna e se junta aos clientes rendidos por ele. Antes, joga a arma numa lixeira.

Percebendo e lendo a tática do assaltante, Valdir decide levantar-se pegar a arma do bandido e, identificado, dar-lhe voz de prisão. Valdir mantém a arma apontada enquanto vê os brigadianos chegando a sua loja.

Os policiais adentram o estabelecimento e anunciam a rendição do único homem que encontram armado. Este, sem o cacoete dos bandidos, decide não abandonar a arma e se vira na direção dos policiais para tentar explicar o ocorrido. O gesto abrupto de se virar para a autoridade policial desperta o revide so policiais que disparam no homem, sem saber que ele é refém.

A cena, comum em abordagens policiais, é retrato da falta de profissionalismo dos brigadianos que sumariamente abrem fogo sem verificar quem está do outro lado. Ao simples gesto de ameaça por arma, revidam descarregando suas armas.

Neste caso, fica claro que toda a abordagem policial precisa de precaução para evitar que os agentes da lei se tornem foco de geração de mais violência.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Táticas e estratégias de Tarso


Tarso apoia pauta nacional que equilibra finanças de estados e municípios.

Olalá,
Participei do ato político que pautou a defesa da renegociação da dívida do Estado com a União, ocorrido no dia 13 de fevereiro de 3013 no Palácio Piratini.

O governador reuniu o governo, políticos e sociedade civil para firmar posição  do Estado sobre a necessidade de remover obstáculos que impedem investimentos como é a dívida com a União que consome mensalmente 13% da receita líquida do RS.

Há um projeto de lei de número 238/2013 tramitando no Congresso Nacional que revisa a dívida dos Estados e permite, através da renegociação, zerar o valor até 2027.

Não há dúvida que esta é uma pauta nacional de alta sensibilidade para as contas dos estados e municípios. Tarso quer liderar o movimento nacional que pressiona a União para aliviar as contas. No protagonismo desta ação partindo do Sul, Tarso vai construindo dividendos políticos que repercutem positivamente em voos mais altos no futuro.

Na visão do próprio governador, a ser mantida a situação atual, os Estados ficam estrangulados.
Por isso desencadeou o movimento. "Podemos sair da UTI para ir para a Sala de Recuperação. Nossa causa é justa. Vamos decolar e sairemos vencedores", preconizou.
Pense nisto, enquanto há tempo.
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O mártir Santiago


Cinegrafista foi vítima do uso de explosivos em eventos e manifestações públicas.

Olalá,
O Brasil viveu os últimos dias um sentimento de comoção em função da morte do cinegrafista Santiago

Andrade, da TV Bandeirantes, atingido por um rojão durante manifestação no centro do Rio de Janeiro em 6 de fevereiro último.

O caso do cinegrafista foi utilizado como exemplo de repúdio público por entidades, imprensa e sociedade aos atos e manifestações que se utilizam de meios de protesto que causam dano a pessoas e ao patrimônio.

O fato de uma manifestação que deveria ser pacífica gerar uma vítima mostra que há excessos consentidos em lei e quer deliberadamente permitem que possa haver manifestações utilizando artefatos dolosos.

È sabido da polêmica que houve dias atrás sobre a permissão nas manifestações com pessoas usando máscaras. Entendo que a permitir o anonimato em atos públicos é uma situação que gera intranquilidade e insegurança. Não é razoável que numa sociedade civilizada, se permita que pessoas se ocultem e utilizem instrumentos causadores de violência durante manifestações.

Entendo que o uso de um rojão, cuja potencialidade pode ser letal - como se provou no caso - possam ser utilizados em eventos públicos. Parece que as pessoas não têm memória ou não desejam aprender. Há exatamente um ano, foi um artefato de fogo que vitimou 242 pessoas numa boate em Santa Maria e outro que vitimou um torcedor na Bolívia.

Quem vai para a rua com armas não vai para atos pacíficos. Por isso, a Justiça tem que ser dura para penalizar os autores da violência. E as autoridades têm que investigar e criminalizar as entidades que se escondem sob fachadas de blocos cuja finalidade é gerar o caos visando abrir caminho para lograr espaços políticos. Os black blok têm que ser combatidos porque se utilizam de pessoas anônimas para cometer atos de vandalismo que deixam a sociedade menos civilizada.

Pense nisto, enquanto há tempo!
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