sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Ovos ao invés de carne?



Sugestão de servidor vira mote eleitoral.
Olalá,
O programa do PSDB explora uma a afirmação que atribui à Dilma que teria afirmado que para aliviar a economia do brasileiro, seria melhor ele consumir ovos do que carne.
Ouvi a informação e duvidei que tivesse saído da boca da presidenta.
Curioso, fui atrás da informação usada como gancho no marketing eleitoral do adversário de Dilma.
Na verdade, a afirmação não foi feita pela presidenta Dilma, mas pinçada de uma fala do secretário de política econômica do Ministério da Fazenda que comenta as alternativas que as famílias têm para driblar os altos custos da carne.
É o tipo de afirmação que, feita durante o calor de uma campanha, gera controvérsias. Sempre afirmei que durante o período de campanha eleitoral muitas informações são esquentadas visando forçar entendimentos equivocados. Mas especialmente para fazer balançar a opinião pública.
Sobre o tema, a informação correta é a de que Dilma atribuiu como “extremamente infeliz” a fala do servidor do Ministério da Fazenda, Márcio Holland. Segundo ela, a frase é errada porque não reflete programas sociais dos 12 anos dos governos de seu partido. Perguntada sobre a notícia, Dilma disse que “jamais daria esse conselho porque acho que as pessoas têm direito de comer carne, ovo e frango. E acho que uma das grandes vitórias do meu governo e do governo Lula foi tirar o Brasil do mapa da fome e colocar proteínas na mesa do brasileiro”, ressaltou. Dilma disse que todas as pessoas erram e que ninguém merece ser crucificado.
Por isso, é comum o marketing eleitoral explorar as fraquezas do adversário, pinçando frases ditas por personagens do segundo ou terceiro escalão que possam servir de gancho para confundir o eleitor. Afinal, neste momento, o foco das atenções é voltado para o governo com um todo.
Pense nisto, enquanto há tempo.
.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Sartori, o adversário

Sartori adversário de Tarso?
Olala,
Olho no retrovisor destas eleições e percebo que alguns fatos se repetem. Tenho opinado em comentários anteriores sobre ascensões e quedas dos candidatos.

Quero fazer mais um vaticínio. Será Sartori o adversário de Tarso no segundo turno das eleições a governador.

A história das eleições e o perfil do eleitorado gaúcho me permitem dizer que  quem irá enfrentar Tarso no segundo turno das eleições no RS não será a Ana Amélia, mas Sartori.

Ele passou todo o período de campanha eleitoral incólume, apenas apresentando suas propostas e não sendo atacado por ninguém. Correu solto. Nem Ana Amélia, nem Tarso fizeram qualquer senão ao candidato do PMDB que vem acumulando pontos a cada pesquisa.

Lembremos do episódio verificado na eleição de 2002. Tarso candidato se degladiava com o adversário mais próximo, Britto, e Rigotto estava lá embaixo, escondido nas pesquisas e foi galgando degraus até chegar ao topo vencendo Tarso.

A política tem surpresas.

Como petista, eu estou lutando para conquistar um pentavoto, algo inédito na vida de um eleitor. Mas, temo que esta conquista não venha plena. É preciso cautela diante das circunstãncias que um pleito eleitoral apresenta.
Pensem nisto, enquanto há tempo!
.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

O poder e as cerejas no bolo


Quem detém o poder coloca as cerejas no bolo.
Olala,
Na política há coisas que marcam, que ficam. É inimaginável como alguns constrangimentos demoram a sumir da mente. Um deles, que ainda permanece na memória é o de encontrar quatro policiais de arma em punho toda a vez que abro aporta de minha casa. Ocorre que esta cena foi gerada há cerca de oito meses, quando, sem qualquer culpa, acabei sendo inspecionado por denúncias que não sei de onde partiram. Os policiais, cumprindo sua função, bateram à minha porta em busca de indícios de delitos, mas não encontraram nada. Queriam achar dinheiro, documentos, armas, drogas.

Esta cena, que pode ser comum a qualquer gestor público, gera traumas que só se esvair com o tempo.

Mas, há situações que também ferem a consciência e não estão ligadas a nenhuma investigação. Trata-se das insensibilidades no momento de comemorar conquistas.

Dias atrás, saiu o resultado anual do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) que mede o desempenho de alunos do Ensino Fundamental e Médio das escolas do país. Aponta os estados e níveis de ensino que avançaram ou recuaram. Fiz matéria sobre isto.

Pois, o RS acabou, nos últimos três anos, avançando. Atuando como diretor administrativo, fazendo e melhorando escolas, contribui especialmente na melhoria da infraestrutura que possibilitou, entre outros motivos, a elevação dos índices do RS.
Pois, o secretário de educação convidou uma equipe de assessores e diretores da Seduc para comemorar o feito. Eu assisti a distância e, confesso, senti a discriminação por não ter sido
Pense nisto, enquanto há tempo! 
.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

IDEB mostra avanços no RS

Nota 10
IDEB revela que RS está no rumo certo.
Olala,Recebo a notícia divulgada pelo MEC na última sexta-feira, 5.9, dando conta que o Rio Grande do Sul avançou na avaliação do IDEB em todos os níveis avaliados.  

O IDEB é uma prova feita anualmente pelo governo federal  com provas de matemática e português para alunos da 4ª e 8ª séries (5º e 9º anos, respectivamente) do ensino fundamental e 3ª série do ensino médio de escolas públicas e privadas.

O resultado das provas apontou que o Rio Grande do Sul melhorou os índices. No Ensino Fundamental , o RS passou de 5,1, em 2011, para 5,5 em 2013 e nos anos finais do EF, de 3,8 para 3,9. Já no Ensino Médio, o RS que passou de 3,4 para 3,7 em 2013. Este é o melhor IDEB da rede estadual desde a criação do Índice, em 2005.

É no Ensino Médio que se verificam os melhores avanços especialmente quando se avalia a taxa de rendimento no Ensino Médio. Em 2011 o aproveitamento era de 66,3%, ou seja, um em cada três alunos que ingressavam neste nível de ensino se evadia ou repetia o ano. Agora  em 2013 este índice de aproveitamento é de 73,5%, com destaque para o 1º ano do Ensino Médio, que aumentou 9,5%.

O secretário de Educação Jose Clovis de Azevedo atribuiu aos investimentos feitos na área da Educação a melhora dos índices do IDEB, considerando à introdução da pesquisa no currículo escolar, a recuperação de espaços físicos de escolas, mais recursos para equipamentos e mobiliário, maior investimento na formação de professores e modernização tecnológica da rede a reestruturação curricular.

É inegável que o aumento de investimentos, um sólido programa de formação espraiado no Estado e que alcança todos os professores, a valorização através do reajuste salarial, as promoções e concursos, juntamente com as melhorias nas condições físicas escolas possibilitam este avanço.
Em educação, não há saltos, mas dependendo das políticas que o gestor implementa, os resultados recuam ou avançam.
ense nisto, enquanto há tempo!
.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Cadê o cartaz do governador?

not_201408291096941461_g
Cartaz de Tarso entrou tarde na campanha.
Olala,
Estratégia eleitoral chama-se a atividade dos especialistas em marketing político. Quando se pensa em lançar um candidato a governador, logo se pensa no arsenal de propaganda necessário para que a campanha tenha êxito.

Há decisões que podem elevar ou rebaixar o candidato. Um candidato que sobre repentinamente também pode despencar na mesma velocidade. Se o marketing for bem feito, o candidato que tem virtudes só sobe.

Todo o bom marqueteiro pensa as estratégias de campanha e os materiais ao longo de toda a campanha.

É imperdoável que para eleger o governador Tarso os marqueteiros esqueceram de confeccionar cartazes de colagem e de rua com a imagem o logo e o número do governador. É um erro primário. Só lembraram disso na metade da campanha, alertados pela reclamação da militância. Alguns candidatos proporcionais se apressaram colando sua imagem a da majoritária e supriram , em p0arte, esta falha da coordenação da campanha a governador.

Fico me perguntando se os responsáveis pelo marketing queriam aplicar um golpe no governador. Confiaram apenas na internet, no rádio e na tevê. Como não perceberam que os programas na tevê não chegam ao interior do estado. Lá tem a parabólica que pega a propaganda do centro do país. E a internet, ainda que badalada, é um espaço eclético que não ajuda afirmar a imagem de um candidato.

Tarso percebeu o erro de sua equipe ao reclamar que não vê propaganda da majoritária espalhada pelo interior. Disse isso – aliás não deveria ter dito! – em comício realizado em Caxias do Sul onde atribuiu à militância o erro de não ver sua imagem espraiada no Estado.



Logo, o governador Tarso terá que determinar que seus marqueteiros retomem, no meio da campanha, materiais que foquem sua imagem e a de Olívio. E, assim, ele poderá retornar ao tipo das pesquisas rumo ao segundo turno. É a única forma que vejo neste momento para Tarso poder voltar ao Piratini.Pense nisto, enquanto há tempo!

.

Dilma, Marina e Aécio

Dilma realista, Marina sonhadora e Aécio idealista. 
Olala,
Pediram-me para desenhar uma imagem que retrate o cenário eleitoral nacional há um mês da eleição de 5 de outubro.
Lá vai. O desenho ao lado mostra como vejo o pleito eleitoral no momento.
Dilma está assentada sobre bases sólidas construídas ao longo de três mandatos. Com eleitorado consolidado precisa crescer se quiser ganhar no primeiro turno.
Como adversária principal está Marina, a sobrevivente de uma chapa que perdeu Eduardo Campos no dia 13 de agosto. Ela e o  vice, Beto Albuquerque, navegam sobre o emocionalismo da morte de Campos. Como ex-integrante da base do presidente Lula, Marina é cria do próprio PT e se credenciou a ir longe depois que foi Ministra do Meio Ambiente, desertou e tornou-se candidata do PV a presidente, fez 20 milhões de votos e agora retorna com força identificada com a causa da sustentabilidade.
Como o eleitor brasileiro não é um sujeito  intelectual mas um ser passível de influências emocionais, Marina torna-se uma potencial alternativa, aparentemente despida de desgastes políticos e com pouca rejeição.
Aécio Neves, com seu discurso vago e sem precisar suas propostas, deve continuar naufragando até atracar nos limites históricos dos filiados ao PSDB de colégios fortes como São Paulo onde tem chance real de fazer o governador. Aliás, é visível notar que o PT, devido ao episódio do Mensalão, tem dificuldade de avançar com Dilma em SP, estado base dos mensaleiros.
O pastor Everaldo, como Emayel, esá sepulto no radicalismo de teses religiosas. Sobrevive em índices próximo ao chão. Aproveita para fazer pregação religiosa no programa eleitoral achando que o Estado deve deixar de ser laico.
É visível que viveremos dias futuros de dificuldade econômica gerados pela crise mundial. Com um PIB rebaixado precisamos de pulso forte no governo pra conduzir a travessia. E não será apostando numa presidente sem partido e, portanto, sem base de apoio, que garantiremos os avanços obtidos na última década. É meu desenho da situação.
Pense nisto enquanto há tempo!
.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

O efeito Marina

Marina ou Dilma, Dilma ou Marina?
Olala,
- O que está levando o eleitor brasileiro preferir Marina em vez de Dilma?

Embora estejamos a um mês da eleição, me arrisco a analisar o quadro eleitoral que está levando temos aos marqueteiros.

Tenho escrito anteriormente que o que se verifica nas eleições no país é um sentimento que nasce mais da emoção e menos da razão.

O fato de repentinamente o eleitor depositar a confiança em Marina revela uma vontade de mudar a política e aspirar um novo momento econômico. marina é empurrada para cima sobre o descontentamento gerado pela incerteza na economia que se apresenta em situação de recessão. O próprio governo, através de seus gestores e dados, atestam que estamos abrindo momentos de crise e dificuldades para o país.

Pesa sobre o governo Dilma o mesmo que aconteceu em Porto Alegre quando o PT governou por 16 anos a cidade. Um partido que permanece por três gestões à testa do governo sobre inevitável desgaste.

O PT é também contaminado nas últimas eleições pelo efeito gerado pelo Mensalão que continua como bandeira da oposição para impedir que o partido continue avançando no poder.

O eleitor brasileiro é um ser pouco engajado na luta política. Ele aparece publicamente porque o voto é obrigatório. Como não há tradição de participação democrática, os candidatos procuram o eleitor somente a cada eleição. Esta despolitização contribui para alimentar a volatilidade e instabilidade do eleitorado que oscila toda a vez que um fato novo surge.

Nossa política é frágil. Não temos reforma e os candidatos se obrigam a mendigar recursos privados para financiar as campanhas. Os fundos partidários não suportam os gastos e a corrida é sempre desigual. Há uma infinidade de siglas que funcionam como barganha visando fatias do poder. Com 32 partidos é impossível haver programas tão distintos.

A consequência desta situação é que cada vez menos surge a identidade partidária. Os partidos tornam-se camaleões da situação e mudam suas configurações programáticas com a chegada ao poder. E, sem fortalecimento partidário, as pessoas tendem a votar cada vez mais em pessoas e não em partidos ou programas.

Neste contexto situam-se a atual disputa nacional.

Pense nisto, enquanto há tempo!