quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Artimanhas para vencer

PT ameaçado deperder o poder.
Olala,
Uma eleição envolve uma engenharia política que ultrapassa os princípios partidários. Como um jogo de interesses, alcança o poder quem consegue sensibilizar mais o eleitor sobre suas propostas de futuro.

Os partidos, para chegar ao poder, necessitam obrigatoriamente fazer alianças. Na pulverização de partidos que há no Brasil, é impensável um único partido se apresentar numa disputa nacional e lograr êxito.

Então, os partidos se obrigam a realizar alianças. Juntam-se em blocos onde o que prevalece não é afinidade programática. Há a junção pragmática visando obter a vitória.

Há três gestões, no Brasil, o PT hegemonizou uma aliança com apoio de partidos de centro esquerda como o PMDB, PTB, PDT, PSB, PCdoB e outros partidos de menor expressão, obtendo vitória eleitoral. Mas, na eleição de 2014, sem o PSB a coalizão que tem Dilma candidata perdeu votos no primeiro turno.

A dissidência de Marina Silva da coalizão petista na eleição passada e sua repetição de votos na atual eleição faz dela uma "noiva" cobiçada tanto por Aécio como por Dilma. Marina deverá apoiar Aécio, do PSDB, provando que cada vez menos o que interessa, numa disputa eleitoral, é o programa partidário. Ou, será que Marina, antes mesmo de criar a Rede, sinaliza que seu futuro partido terá viés de direita?
Pense nisto, enquanto há tempo!
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segunda-feira, 6 de outubro de 2014

O mapa do primeiro turno no RS

Serra centrou votos em Sartori
Olala,
O resultado eleitoral mostra onde ganhou o Sartori(verde) e onde ganhou Tarso (vermelho) e a Ana Amélia (lilás).

No desenho ao lado é possível perceber pelas cores como ficaria pintado o Estado com os votos dados no primeiro turno.

O pleito de ontem trouxe uma certeza: a de que as pesquisas falham feio. Perdem a credibilidade quando divulgam um resultado que não se confirma no final. A tal de margem de erro deveria ser de 30 pontos para mais ou trinta pontos para menos, o que convenhamos, deixa qualquer vivente confuso.

Como muitos, eu havia vaticinado e escrito neste blog há uma semana que o adversário de Tarso seria Sartori. As pesquisas enganaram o eleitor e não atestaram isso.

Quem circulou na Serra e sentiu no contato com o eleitores a preferência pelo "gringo" não tinha como achar que ele não iria avançar para o segundo turno.

Agora é tempo de reflexão. Meu penatavoto ficou adiado. Agora, por dever militante, vou torcer para um tetravoto. Mas, confesso que será uma parada dura pela frente. Os marqueteiros terão que estudar bem as táticas e estratégias eleitorais, principalmente na mídia de rádio e tevê que será decisiva para cativar o eleitor.

Com dois candidatos que tem ligações com o projeto nacional de Dilma e Temer, a campanha será voltada mais para analisar a contribuição dos PT e do PMDB ao projeto no RS, onde os dois partidos nunca realizaram aliança.
Pense nisto, enquanto há tempo.
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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Ovos ao invés de carne?



Sugestão de servidor vira mote eleitoral.
Olalá,
O programa do PSDB explora uma a afirmação que atribui à Dilma que teria afirmado que para aliviar a economia do brasileiro, seria melhor ele consumir ovos do que carne.
Ouvi a informação e duvidei que tivesse saído da boca da presidenta.
Curioso, fui atrás da informação usada como gancho no marketing eleitoral do adversário de Dilma.
Na verdade, a afirmação não foi feita pela presidenta Dilma, mas pinçada de uma fala do secretário de política econômica do Ministério da Fazenda que comenta as alternativas que as famílias têm para driblar os altos custos da carne.
É o tipo de afirmação que, feita durante o calor de uma campanha, gera controvérsias. Sempre afirmei que durante o período de campanha eleitoral muitas informações são esquentadas visando forçar entendimentos equivocados. Mas especialmente para fazer balançar a opinião pública.
Sobre o tema, a informação correta é a de que Dilma atribuiu como “extremamente infeliz” a fala do servidor do Ministério da Fazenda, Márcio Holland. Segundo ela, a frase é errada porque não reflete programas sociais dos 12 anos dos governos de seu partido. Perguntada sobre a notícia, Dilma disse que “jamais daria esse conselho porque acho que as pessoas têm direito de comer carne, ovo e frango. E acho que uma das grandes vitórias do meu governo e do governo Lula foi tirar o Brasil do mapa da fome e colocar proteínas na mesa do brasileiro”, ressaltou. Dilma disse que todas as pessoas erram e que ninguém merece ser crucificado.
Por isso, é comum o marketing eleitoral explorar as fraquezas do adversário, pinçando frases ditas por personagens do segundo ou terceiro escalão que possam servir de gancho para confundir o eleitor. Afinal, neste momento, o foco das atenções é voltado para o governo com um todo.
Pense nisto, enquanto há tempo.
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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Sartori, o adversário

Sartori adversário de Tarso?
Olala,
Olho no retrovisor destas eleições e percebo que alguns fatos se repetem. Tenho opinado em comentários anteriores sobre ascensões e quedas dos candidatos.

Quero fazer mais um vaticínio. Será Sartori o adversário de Tarso no segundo turno das eleições a governador.

A história das eleições e o perfil do eleitorado gaúcho me permitem dizer que  quem irá enfrentar Tarso no segundo turno das eleições no RS não será a Ana Amélia, mas Sartori.

Ele passou todo o período de campanha eleitoral incólume, apenas apresentando suas propostas e não sendo atacado por ninguém. Correu solto. Nem Ana Amélia, nem Tarso fizeram qualquer senão ao candidato do PMDB que vem acumulando pontos a cada pesquisa.

Lembremos do episódio verificado na eleição de 2002. Tarso candidato se degladiava com o adversário mais próximo, Britto, e Rigotto estava lá embaixo, escondido nas pesquisas e foi galgando degraus até chegar ao topo vencendo Tarso.

A política tem surpresas.

Como petista, eu estou lutando para conquistar um pentavoto, algo inédito na vida de um eleitor. Mas, temo que esta conquista não venha plena. É preciso cautela diante das circunstãncias que um pleito eleitoral apresenta.
Pensem nisto, enquanto há tempo!
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terça-feira, 9 de setembro de 2014

O poder e as cerejas no bolo


Quem detém o poder coloca as cerejas no bolo.
Olala,
Na política há coisas que marcam, que ficam. É inimaginável como alguns constrangimentos demoram a sumir da mente. Um deles, que ainda permanece na memória é o de encontrar quatro policiais de arma em punho toda a vez que abro aporta de minha casa. Ocorre que esta cena foi gerada há cerca de oito meses, quando, sem qualquer culpa, acabei sendo inspecionado por denúncias que não sei de onde partiram. Os policiais, cumprindo sua função, bateram à minha porta em busca de indícios de delitos, mas não encontraram nada. Queriam achar dinheiro, documentos, armas, drogas.

Esta cena, que pode ser comum a qualquer gestor público, gera traumas que só se esvair com o tempo.

Mas, há situações que também ferem a consciência e não estão ligadas a nenhuma investigação. Trata-se das insensibilidades no momento de comemorar conquistas.

Dias atrás, saiu o resultado anual do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) que mede o desempenho de alunos do Ensino Fundamental e Médio das escolas do país. Aponta os estados e níveis de ensino que avançaram ou recuaram. Fiz matéria sobre isto.

Pois, o RS acabou, nos últimos três anos, avançando. Atuando como diretor administrativo, fazendo e melhorando escolas, contribui especialmente na melhoria da infraestrutura que possibilitou, entre outros motivos, a elevação dos índices do RS.
Pois, o secretário de educação convidou uma equipe de assessores e diretores da Seduc para comemorar o feito. Eu assisti a distância e, confesso, senti a discriminação por não ter sido
Pense nisto, enquanto há tempo! 
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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

IDEB mostra avanços no RS

Nota 10
IDEB revela que RS está no rumo certo.
Olala,Recebo a notícia divulgada pelo MEC na última sexta-feira, 5.9, dando conta que o Rio Grande do Sul avançou na avaliação do IDEB em todos os níveis avaliados.  

O IDEB é uma prova feita anualmente pelo governo federal  com provas de matemática e português para alunos da 4ª e 8ª séries (5º e 9º anos, respectivamente) do ensino fundamental e 3ª série do ensino médio de escolas públicas e privadas.

O resultado das provas apontou que o Rio Grande do Sul melhorou os índices. No Ensino Fundamental , o RS passou de 5,1, em 2011, para 5,5 em 2013 e nos anos finais do EF, de 3,8 para 3,9. Já no Ensino Médio, o RS que passou de 3,4 para 3,7 em 2013. Este é o melhor IDEB da rede estadual desde a criação do Índice, em 2005.

É no Ensino Médio que se verificam os melhores avanços especialmente quando se avalia a taxa de rendimento no Ensino Médio. Em 2011 o aproveitamento era de 66,3%, ou seja, um em cada três alunos que ingressavam neste nível de ensino se evadia ou repetia o ano. Agora  em 2013 este índice de aproveitamento é de 73,5%, com destaque para o 1º ano do Ensino Médio, que aumentou 9,5%.

O secretário de Educação Jose Clovis de Azevedo atribuiu aos investimentos feitos na área da Educação a melhora dos índices do IDEB, considerando à introdução da pesquisa no currículo escolar, a recuperação de espaços físicos de escolas, mais recursos para equipamentos e mobiliário, maior investimento na formação de professores e modernização tecnológica da rede a reestruturação curricular.

É inegável que o aumento de investimentos, um sólido programa de formação espraiado no Estado e que alcança todos os professores, a valorização através do reajuste salarial, as promoções e concursos, juntamente com as melhorias nas condições físicas escolas possibilitam este avanço.
Em educação, não há saltos, mas dependendo das políticas que o gestor implementa, os resultados recuam ou avançam.
ense nisto, enquanto há tempo!
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quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Cadê o cartaz do governador?

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Cartaz de Tarso entrou tarde na campanha.
Olala,
Estratégia eleitoral chama-se a atividade dos especialistas em marketing político. Quando se pensa em lançar um candidato a governador, logo se pensa no arsenal de propaganda necessário para que a campanha tenha êxito.

Há decisões que podem elevar ou rebaixar o candidato. Um candidato que sobre repentinamente também pode despencar na mesma velocidade. Se o marketing for bem feito, o candidato que tem virtudes só sobe.

Todo o bom marqueteiro pensa as estratégias de campanha e os materiais ao longo de toda a campanha.

É imperdoável que para eleger o governador Tarso os marqueteiros esqueceram de confeccionar cartazes de colagem e de rua com a imagem o logo e o número do governador. É um erro primário. Só lembraram disso na metade da campanha, alertados pela reclamação da militância. Alguns candidatos proporcionais se apressaram colando sua imagem a da majoritária e supriram , em p0arte, esta falha da coordenação da campanha a governador.

Fico me perguntando se os responsáveis pelo marketing queriam aplicar um golpe no governador. Confiaram apenas na internet, no rádio e na tevê. Como não perceberam que os programas na tevê não chegam ao interior do estado. Lá tem a parabólica que pega a propaganda do centro do país. E a internet, ainda que badalada, é um espaço eclético que não ajuda afirmar a imagem de um candidato.

Tarso percebeu o erro de sua equipe ao reclamar que não vê propaganda da majoritária espalhada pelo interior. Disse isso – aliás não deveria ter dito! – em comício realizado em Caxias do Sul onde atribuiu à militância o erro de não ver sua imagem espraiada no Estado.



Logo, o governador Tarso terá que determinar que seus marqueteiros retomem, no meio da campanha, materiais que foquem sua imagem e a de Olívio. E, assim, ele poderá retornar ao tipo das pesquisas rumo ao segundo turno. É a única forma que vejo neste momento para Tarso poder voltar ao Piratini.Pense nisto, enquanto há tempo!

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