quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Lava Jato

Lava Jato revela necessidade de reforma política. 
Olala,
Tenho acompanhado a história política de meu país e colhido algumas conclusões. A democracia é exercida no limite das ações políticas alicerçada por inúmeras leis. O aparato legal, ao meu ver, gera muitas deformações da atividade política.

Nossa democracia é frágil pois está assentada em bases pouco éticas. A expressão desta imaturidade se revela na existência de 32 partidos. Decididamente não há 32 programas em disputa. Há 32 siglas que funcionam como agências partidárias que negociam para barganhar mais ou menos em nome de pequenos grupos.

Parte da instabilidade política vivida no Brasil de hoje tem origem na deficiente legislação eleitoral que deixa as campanhas desiguais obrigando muitos partidos e candidatos a ter dificuldade de suportar a disputa.

A sobrevivência de partidos e candidatos se dá sobre bases de financiamentos cujas regras não são claras e que permitem a existência de recursos oriundos de fontes pouco confiáveis. O conteúdo das denúncias da operação lava jato que envolvem empreiteiras, políticos e a Petrobras se insere neste contexto. A presidente Dilma, auxiliada pelos órgãos de fiscalização do Estado, acaba por tornar público aquilo que acontecia há anos na maior empresa pública do país: o uso de dinheiro público não contabilizado legalmente financiando campanhas e contribuindo para que políticos chegassem aos cargos.
O Brasil só sabe do escândalo do uso de dinheiro da Petrobras porque a presidenta deu carta branca às instituições para investigar. A Justiça serviu-se de delatores para desvelar o esquema que beneficiou empresas, pessoas e políticos. A lista dos envolvidos mostrará ao país que vive-se numa imaturidade política e que nossa democracia ainda é frágil.
Somente um reforma política pode por fim à corrupção. Mas, como fazer uma reforma política se os partidos que integram o atual Congresso estão envolvidos e seus militantes os beneficiados da atual situação de promiscuidade?
Pense nisto, enquanto há tempo!
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A quem interessa a crise?

Na crise, a corda arrebenta no lado mais fraco.
 Olala,
Vivenciamos no Brasil um momento delicado na área política e econômica. Não podemos aceitar as teses catastróficas e de crise plantadas pela mídia burguesa que defende os interesse e privilégios de uma minoria. O Brasil não é imune à crise internacional que faz os investidores se retirarem do país, fugindo para outros mercados e deixando para trás desemprego e miséria.

Neste cenário as elites, secularmente beneficiadas com privilégios no Brasil, se juntem aos opositores do governo Dilma e formem uma cruzada visando destituir o governo. Para isto, disseminam um clima de crise econômica e institucional visando obter dividendos políticos. A burguesia se sente ameaçada em ter que disputar  com a crescente classe média os bancos de avião, cadeiras em restaurantes, espaços em hospitais, vagas em universidades. Hoje no Brasil  milhares de pessoas migraram de classe, deixando para trás o submundo da miséria e fome nas duas últimas décadas.

Os partidos e movimentos sociais têm que compreender que o momento exige unidade e solidariedade de classe visando garantir que o governo Dilma prossiga e, com ele, se mantenham as políticas sociais que beneficiam o povo pobre. Não podem ser ameaçados programas que consolidam direitos sociais com programas como o Minha Casa Minha Vida, o Prouni, o Bolsa Família, o SUS, o PACs, e outros.

A classe trabalhadora precisa estar mobilizada em suas entidades para garantir direitos. E lutar para que a lei avance na tributação de grandes fortunas e bens de luxo, na correção da atual política de impostos que acaba penalizando o assalariado e as classes populares. Deve pressionar pela reforma política que discipline o poder das empresas no financiamento de campanhas e torne mais transparente as disputas eleitorais.

O momento atual é de incertezas. A classe trabalhadora deve construir com o  Governo saídas para o momento delicado que caminha para uma situação de crise. E se a crise se agravar, todos perdem.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Menos pobres no Brasil

Olala,
Classe C e D diminuiu e agora disputa privilégios como
andar de avião, antes restrito a outras classes.
Dados oficiais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelam que na última década ocorreu uma mudança significativa na diminuição do nível de pobreza e na concentração de renda dos brasileiros.

Entre 2001 e 2011, a renda per capita dos 10% mais ricos aumentou 16,6%, e a renda dos 10% mais pobres cresceu 91,2% no período.

Isto significa que a renda dos mais pobres cresceu 550% por cento.

Reflexo disto é o aumento do poder de compra do salário mínimo. Todo o trabalhador consciente e que tem um pouco de memória, saberá que há dez anos o salário mínimo comprava metade dos produtos que compra hoje. Aí reside parte das melhorias operadas pela políticas econômicas do atual governo.

Repentinamente, com o aumento da conta de luz e dos combustíveis, vaticina-se que a crise chegou. Não é verdade. Se há um acréscimo no valor dos produtos – e isto se chama inflação – é preciso reconhecer que é reduzido o impacto de tais aumentos sobre os salários. Toda a vez que os indicadores econômicos mostram desaceleração, surgem medidas protecionistas que visam compensar o alto custo com as contas públicas. Para manter o Estado operante, a presidente socorreu-se de receitas necessárias, sob pena de dar motivos para a crise.
Pense nisto, enquanto há tempo.

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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Cuba acaba o bloqueio dos EUA

Obama e Castro acordam o fim do bloqueio.

Olala,
Nasci ouvindo frases desabonatórias a Cuba. A ditadura e parte da Igreja semearam o terror e o ódio contra o socialismo cubano. A imprensa também caminhou nesta mesma lógica por séculos. O inimigo sempre foi retratado como se morasse numa ilha do caribe. o imperialismo norte-americano usou de todos os meios para rebaixar Fidel e sua ilha negando tudo o que vinha do arquipélago.

Até os gibis do Walt Disney entraram em cena criando os "metralhas", homens fardados com a roupa de Fidel, vindos de uma ilha, e sempre dispostos a estrepulias voltadas ao mal. Cresci num ambiente cultural que prega ódio a Cuba.

Rebelado com tal bombardeio, resolvi participar das CEBs (Comunidade Eclesial de Base) nos anos setenta para compreender porque um país tão pequeno sofria tanto bombardeio. Resisti às investidas da ditadura de meu país que mandava silenciar todos aqueles que se levantassem contestando o regime. Eles queriam um capitalismo puro que consolidasse os privilégios seculares das elites. Os tentáculos desta repressão se alongaram para o período da abertura política dos anos 80 onde, na Universidade era censurado apenas por dar guarida a textos de Paulo Freire e Leonardo Boff. Mas, a história continua e os radicais capitalistas também se vão.

Como eles, também envelheço e assisto, agora, a aproximação de Cuba aos Estados Unidos. Depois da queda do muro de Berlim, entendo que não faz mais sentido manter muros entre as nações. Os bloqueios econômicos como o praticado pelos Estados Unidos desde 1963 já não se sustentava. Muitos países - incluindo o Brasil - aliado dos Estados Unidos, já negociava abertamente com Cuba. Então, entendo que o levante do bloqueio e a sinalização de Obama no reatamento de relações diplomáticas com Cuba é mais um gesto que, com certeza, beneficia a poderosa economia norte-americana que viu a oportunidade de ampliar sua base comercial.

Se a medida será boa para os cubanos, só o tempo  irá contar.
Pense nisto, enquanto há tempo"
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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Sobre assenso de massas


Neoliberalismo gera individualismo na população. 
Olala,

Polemizei com colegas de diversas matizes o que significa hoje mobilização de massa. Já escrevi neste espaço que vivemos tempos em que há o refluxo das mobilizações, com o desaparecimento dos atos unitários ou coletivos dos movimentos sociais.

Disse e já escrevi que o Brasil ficou mais distante de uma revolução proletária. E razões não faltam para esta assertiva. O descenso das massas é decorrente de dois fatores, ao meu ver: primeiro é resultado concreto das políticas neoliberais iniciadas nos anos 90 e que, vieram acompanhadas do fim do muro de Berlim e da abertura de Cuba à sociedade de consumo. Ficou mais difícil defender a revolução proletária e os princípios do socialismo numa sociedade embebida pelo transformismo que preconiza melhorias sem reformas estruturais pela base.

Segundo, a existência de governos populares como o de Lula e Dilma, que garantem benefícios sociais como casa, universidade, bolsa família, e associados a uma situação de baixo desemprego, geram condições impróprias para a mobilização de massa.

Sabe-se que o Brasil ainda vive uma situação inferior a muitos países, com índices elevados de analfabetismo, falta de infraestrutura indicadores sociais não compatíveis com o mundo desenvolvido, mas aceleramos a caminhada na última década.

Embora alguns sonhem com revoluções, a realidade hoje é outra e demanda táticas e estratégias que já não se apoiam em grandes manifestações.

Pense nisto, enquanto há tempo!

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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

2030 é o pico populacional

Gráfico do IBGE mostra população estabilizada em 2030.



Olala,

Tenho observado os dados do IBGE que apontam para uma redução gradual da taxa de natalidade no Brasil nos próximos anos. Segundo o IBGE, no ano de 2030 o Brasil terá estabilzado sua população e começará a ter mais idosos do que nascimentos.

Quais os reflexos desta situação?

Inicialmente é preciso dizer que com menos nascimentos, reduz a mão-de-obra e os salários tendem a subir. A falta de trabalhadores irá empurrar para baixo o desemprego e possibilitará que mais pessoas possam acessar o mercado de ttrabalho. Mas, o que temos observado em países onde a população´há anos é negativa, é o ingresso de cada vez mais tecnologia visando compensar a falta de mão de obra.

Não pense o jovem que este alento futuro irá facilitar a vida. Haverá uma seleção cada vez mais rigorosa para os melhores empregos o que exigirá, sem dúvida formação qualificada. Quem não se preparar para o futuro de competição terá emprego mas será em locais de pouca remuneração e em espaços vulneráveis.

Outra consequência será a estabilização da cosntrução civil. Ainda temos carência por habitação, mas chegará o tempo em que não haverá mais necessidade de construir novas moradias tendo em vista a falta de compradores. As novas moradias serão mais seletivas e melhores do que os atuais "pombais" feitos atualmente.

E, nas cidades do interior, assistiremos aumentar as cidades fantasmas porque o fenômeno da urbanização nos grandes centros será inevitável, a exemplo do que acontece onde a população é negativa. Menos pessoas, teremos menos consumo e economia menos forte. A qualidade primará sobre a quantidade.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Reformas no Brasil

Congresso sem legitimidade para reformas da Carta.
Olala,
Há tempo estou acompanhando os movimentos políticos que visam modificar o atual sistema eleitoral e tributário vigente no país.

Recém eleita, a presidente Dilma acenou com um plebiscito para consultar a população sobre que tipo de reforma política o povo gostaria. Mas, rapidamente parlamentares da fortalecida oposição se apressaram em discordar da presidente e negar o plebiscito, afirmando que as reformas têm que ser centradas no Congresso onde estão os representantes do povo. E, contrapuseram com um referendo, que seria feito após o Congresso aprovar o que entende como viável nas duas reformas.

Confesso que sou cético em aceitar que o atual Congresso fará reformas profundas que venham a mexer no sistema eleitoral ou no realinhamento de tributos arrecadados por municípios, estados e união.

Uma reforma profunda na Constituição só acontece se houver uma constituinte exclusiva, com parlamentares eleitos exclusivamente para esta finalidade. Foi assim com a composição congressual de 1988 cuja atribuição de modificar a Carta Magna do país foi delegada ao eleitor um ano antes. Mas, pela configuração política atual, não há garantias que uma nova Constituinte seria avançada. Há o risco de que possa suprimir os direitos conquistados em 1988.

Embora veja legitimidade na escolha dos atuais deputados e senadores, não vejo motivação para que estes passem a efetuar reformas profundas como é a alteração do sistema eleitoral e tributário em vigor no país. Muitos parlamentares só conhecem as artimanhas do voto financiado por interesses privados e, eleitos, criarão formas para impedir que seja modificado o sistema de recondução ao poder.

Meu vaticínio: ouviremos falar muito sobre possibilidade de reformas, muita discussão, mas nada mudará porque nem a presidente eleita, nem o Congresso tem a legitimidade conferida pelo eleitor para modificar profundamente a Constituição.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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