sexta-feira, 19 de junho de 2015

Vaticínios 2018

Pimentel pode ser alternativa de Lula em 2018.

Olala,
Estamos distante quase trinta meses da eleição de 2018. É visível que alguns movimentos políticos sinalizam possibilidades.

Luciana Genro, por exemplo, depois de ter mudado o domicílio eleitoral para São Paulo, retornou à Porto Alegre com domicílio, para poder disputar a Prefeitura da capital em 2016.

Tarso Genro, vencido nas eleições no Rio Grande do Sul, fixa escritório político no Rio de Janeiro visando ser o interlocutor do bloco de esquerda que pretende centralizar as referências do PT para a sucessão de Dilma.

Tarso logra bom conceito junto ao PT, podendo ser o candidato apoiado por Lula para integrar cargo na chapa majoritária.

Vaticino que o PMDB ainda será peça forte na eleição de 2018. Com força destacada por ter determinado a vitória da chapa vencedora, o partido estará na majoritária, possivelmente como cabeça de chapa. E o movimento vem a partir de um candidato novo, Eduardo Paes, atual prefeito do Rio de Janeiro e saindo do segundo mandato. Vejo que com Temer e Dilma fora da disputa por causa do desgaste, Paes tem forte chance de ser o cabeça de chapa na eleição de 2018 com Tarso de vice.

Com a mão articuladora de Lula que pacificou e uniu São Paulo na aliança PT/PMDB - basta ver que Lula conseguiu encaixar Chalita para o secretariado de Haddad. Sem falar que o governador Pimentel segura a base em Minas. Com São Paulo, Rio e Minas fechados, a chapa transitará tranquila.

Como oposição, a chapa unificada que tem o PMDB/PT na cabeça terá ainda outros partidos na frente que irá polarizar com o atual governador de São Paulo Geraldo Alkmin, candidato do PSDB.

Dentro da liberdade que a Constituição me permite, antecipo estes movimentos. Acredite se quiser.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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sexta-feira, 15 de maio de 2015

Fim da legenda partidária

Partidos fracos motivam fim do voto coligado.

Olala,
Tem gerado inquietação nos parlamentos municipais a decisão do Congresso de acabar comas coligações para a eleição de vereadores e deputados estaduais e federais.
Pela matéria já aprovada no Senado e aguardando votação na Câmara, é estabelecido o fim das coligações em eleições proporcionais, ou seja, a aliança de partidos será permitida somente nas eleições majoritárias – para presidente, governadores e senadores.

Os legisladores federais querem com a medida impedir que grandes puxadores de voto levem para as casas legislativas parlamentares que obtiveram pouca votação. Deste modo, fenômenos de voto como o palhaço Tiririca deixariam de eleger a tiracolo deputados com votações tímidas e de partidos inexpressivos que integram a coligação.

Na prática, as coligações têm sido norma desde que houve eleição no país. Acredito que esta deformação eleitoral têm permitido e estimulado a criação de legendas partidárias que funcionam mais como partidos de negociação no mercado de trocas. Há hoje 32 legendas partidárias que tem representação parlamentar reconhecida pelo TSE. Não é possível admitir que haja tantos programas partidários. Nesta miscelânea de partidos, o eleitor fica confuso e não vê clareza nos princípios de cada partido, disseminando a ideia de que todos os partidos parecem iguais.

Não há dúvida que a proibição das coligações causará polêmica nas próximas eleições se a medida for aprovada até 4 de outubro, um ano antes de iniciar o processo eleitoral de 2016.

Num cenário em que os partidos em geral não logram bom conceito junto ao eleitor, entendo que a medida poderá causar grandes alterações nas bancadas já que, ao meu ver, cada vez mais o eleitor votará na pessoa e menos na legenda partidária.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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quarta-feira, 13 de maio de 2015

Fies

Governo não tem recursos para universalizar financiamento.

Olala,
Ontem durante a audiência pública sobre ao Plano Estadual de Educação realizada na Assembleia Legislativa, a deputada Breitenbach (PSDB) atiçou o debate ao desviar o assunto dizendo que o foco do problema atual está no FIES, o programa federal de financiamento aos estudantes carentes.
É claro que a deputada estadual quis surfar sobre um problema que é nacional e não estadual.

Observo, na imprensa burguesa, que há comentários cobrando mais financiamento para universitários carentes. Convém lembrar que o processo de inclusão no ensino superior ainda apresenta limites.

É sabido que toda a demanda por Educação Básica da pré-escola e vai até o Ensino Médio ainda há muitas pessoas sem acesso. No estágio de investimentos atualmente existentes no país, a universalização do atendimento é tarefa obrigatória  para os governos no Ensino Fundamental e no Ensino Médio. No Superior, ainda não há obrigatoriedade no atendimento público.

Convém lembrar que o Brasil ainda busca maiores investimentos que possibilitem garantir qualidade à formação básica. O governo federal até acenou com os recursos do Pré-sal, com um investimento de 75% dos royalties do petróleo para a educação e outros 25% para a saúde.

Mas, diante da situação da Petrobrás, principal investidora nos poções do Pré-sal, é visível que a meta de melhorar as condições da educação brasileiras ficam postergadas.

Por esta lógica, é claro que, num momento de aperto de cinto no orçamento federal, fica mais difícil o governo encontrar recursos para o financiamento do ensino superior. A opção primeira é garantir qualidade na educação básica.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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sexta-feira, 24 de abril de 2015

CUT única?

Central reinou única por dez anos, até 1993.

Olala,
Tenho acompanhado de perto os movimentos da classe trabalhadora em meu país. Desde antes da formação do Partido dos Trabalhadores na década de 80, tive a oportunidade de ser estimulado a resistir a ditadura militar, através de militância nos núcleos de base da Igreja. Reunia com companheiros secretamente em espaços de formação ouvindo Leonardo Boff, José Comblin, Orestes João Stragliotto, Antonio Cecchin, Carlos Mesters, João Batista Libânio, com suas teorias libertadoras.

Havia, na época, um compromisso da Igreja Católica com o compromisso com os pobres, especialmente estimulada pelos documentos papais de Paulo VI que havia visitado Medelín, na Colômbia e convocou os cristãos da América Latina a focar a “opção preferencial pelos pobres”.

Pois, foi alimentado e cevado nestas teorias que fui introduzido nas lutas de classe, tendo a peculiar preferência de representar e defender os interesses da classe trabalhadora. Na dialética de Marx, a sociedade vive em permanente conflito entre os interesses das elite burguesa dominante e os interesses da classe produtiva, os trabalhadores. O embate destas duas frentes produz a vitalidade social evitando a estagnação e o conservadorismo.

Foi nesta lógica que surgiu, em 1983, a Central Única Dos Trabalhadores, três anos após o surgimento do Partido dos Trabalhadores. A ferramenta de luta política foi única até a criação de novas centrais a partir de 1991.

Atualmente a CUT, segundo dados do TEM representa 1/3 dos trabalhadores sindicalizados e há outras nove centrais sindicais. Por isto, não é mais possível dizer que a CUT é a única representante da classe trabalhadora.
Pense nisto, enquanto há tempo!

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segunda-feira, 16 de março de 2015

Ruas em descenso


Manifestações desta semana foram contra a corrupção.
Olala,
A manifestação de ontem, em todo o país demonstrou a insatisfação do povo brasileiro com os índices de corrupção. É visível que as notícias tornadas públicas recentemente e que tratam de influências das empresas no financiamento dos partidos é motivo de revolta do eleitorado.

No dia 13 de março foram às ruas os militantes que apoiam o projeto de Lula/Dilma.

Ontem foram os "coxinhas" aqueles que não tem identidade com projetos políticos. E mais tantos outros militantes do projeto defendido por Aécio, e derrotados no último pleito. Seria um terceiro turno editado fora de época.

Estavam na rua também milhares de brasileiros chamados pelas redes sociais e pelo interesse da grande mídia que, via de regra, defende o grande capital.

Tenho por mim que o verde e amarelo de ontem, bem como o vermelho do dia 13, é um movimento que não se sustenta. Uma primeira chamada fundamentada no calor da pauta - a corrupção - anima as pessoas a irem para as ruas, mas, em seguida, certamente tende a esfriar. E, com certeza tanto os que apoiam Lula Dilma como os que são contra sentirão que no Brasil de hoje não há mais espaço para protestos contínuos. Realizar atos com o sentido de virar a mesa da legalidade, pedindo o impeachment, não faz sentido. No momento em que os brasileiros colocarem a cabeça no travesseiro e medirem o que está acontecendo nos últimos anos, especialmente a favor dos menos favorecidos, entenderão que vale a pena continuar insistindo nas atuais políticas, inclusive, as que determinam uma faxina geral no combate à corrupção.
Por estas e outras, pense nisto enquanto há tempo!

quarta-feira, 4 de março de 2015

Nova Alca (II)

ALCA pode voltar com sucateamento da Petrobras.

Olala,
Há mais de duas décadas, empresários de multinacionais reunidas em suas entidades em Washington decidiram unificar as ações de intervenção nos países periféricos. Do encontro, nasceram as regras do chamado Consenso de Washington.

Uma das medidas práticas dos empresários estrangeiros foi a criação da ALCA (Associação de Livre Comércio das Américas).  Pretendiam - os empresários das transnacionais -  obrigar os países a aceitar regras de flexibilização econômica, permitindo lucrar com os investimentos e vendas nos países em desenvolvimento. Mas, o Brasil resistiu e a população se opôs à ALCA. O movimento social  organizado, com o apoio de Lula em 2002 conseguiu afastar a ALCA e disciplinar como o capital estrangeiro deve operar no Brasil. Firmaram-se regras protecionistas sintonizadas com a soberania.

Isto ficou claro nos investimentos feitos na Petrobras. Até Lula, a Petrobras mandava construir plataformas for do país, exploração de poços eram entregues a empresas estrangeiras. Com Dilma, a Petrobras teve seu capital aberto através da venda de ações e da concessão de exploração de poços. Mas, preservou-se o limite das concessões para que os recursos oriundos da atividade petrolífera fossem convertidos em benefícios sociais para os brasileiros.

O recente envolvimento da Petrobras no escândalos da Lava Jato colocam em risco a empresa. E, o sucateamento da estatal pode levar ao rompimento das regras já acordadas pelo atual governo. Uma falência da estatal fatalmente significará uma violação da nossa soberania.

Temo que os mentores do Consenso de Washington retornem pelas portas de um novo governo neoliberal como Foi FHC e queiram se apossar da Petrobras tornando-a privada e operando para levar para fora do país o lucro gerado pelo Pre-sal.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Petrobras (I)

Estatal é estratégica para permitir investimentos no país.
Olala,
A soberania brasileira passa pelo fortalecimento da Petrobras.
Tenho acompanhado o barulho gerado pelo escândalo tornado público  recentemente e que envolve a maior empresa brasileira: a Petrobras.

Surgida há 61 anos, após um movimento popular de nacionalização durante o governo de Getúlio Vargas, a estatal representa a esperança da nação. Na sua história a estatal não apenas representou um espaço de emprego para milhares de famílias como tornou-se uma potência em investimentos petrolíferos tornando-se a quinta maior empresa do mundo. Com seu poderio de extração, refino e distribuição de produtos derivados do petróleo, a estatal desempenha papel estratégico no país desencadeando inúmeros empregos e gerando recursos para investimentos em áreas sociais.

A recente descoberta de imensas reservas de petróleo no pré-sal aguçou a cobiça de empresas e governos estrangeiros. Não tenho dúvidas que há motivação estrangeira plantada no esquema que deseja enfraquecer a nossa Petrobras.

O Brasil busca garantir a independência energética e, através da Petrobrás, investiu em tecnologia própria na produção de plataformas que antes eram buscadas no estrangeiro. O capital investido na descoberta e perfuração de poços é nacional e não há duvida que há interessados em afastar o Brasil da extração do precioso líquido negro. Os presidentes Lula e Dilma garantiram que o lucro gerado com o Pr-sal será convertido em investimentos sociais. O Congresso Nacional referendou esta posição ao aprovar no Congresso que as áreas da educação e da saúde terão reforço financeiro quando o óleo for extraído. Mas, para que esta previsão se mantenha, é necessário que a Petrobras continue forte e operante. Sem isso, as verbas escasseiam e o país poderá adiará o sonho de melhorar a vida de seu povo.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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