terça-feira, 22 de março de 2016

PMDB


Olala,
No dia 24 de março o PMDB comemora 50 anos de existência. Surgido em pleno regime militar, o partido esteve presente em todos os momentos políticos da vida política nacional. É inegável sua contribuição no processo de resistência ao regime militar e de luta pela redemocratização no movimento das Diretas Já que marcou o país nos anos 80.
O partido situado ideologicamente como de centro, nasceu em plena ditadura militar como meio de contestação às arbitrariedades praticadas contra cidadãos no país.

Seus idealizadores emanaram de descontentes do regime, como Tancredo Neves e Ulisses Guimarães. O partido polarizou a disputa política do bipartidarismo no Brasil com a ARENA, partido que deu sustentação ao regime militar e ao golpe de 1964.

Mas, foi seguramente no movimento das Diretas Já, período de redemocratização do país que o partido se firmou como defensor de causas populares e da democracia. Dante de Oliveira, Marcos Freire, Fernando Henrique Cardoso, José Sarney, Mário Covas e José Serra também integraram o partido. Parte deles, em 1988, devido a disputas internas, deixaram o partido e fundaram o PSDB. Dissidências como Miguel Arraes, no Nordeste, também enfraqueceram a legenda.

Ao longos dos 50 anos de existência, o PMDB tornou-se o partido que mais conviveu com o poder no Brasil. Com ou sem democracia, lá estava o MDB ou PMDB implantado no governo federal com sua cinquentenária influência. Com uma rede de governos, prefeituras e uma nominata expressiva de vereadores, deputados e senadores, torna-se a força política principal no Brasil.

O partido tem feito alianças com praticamente todos os partidos e atualmente integra a governança da União com o vice Michel Temer. Mas, percebendo que o governo Dilma está sob fogo cruzado, o PMDB acena com a retirada do apoio ao governo Federal, para buscar uma posição de independência, tendo em vista a eleição de 2018. Como partido sempre alinhado ao poder, é difícil acreditar que depois de 50 anos de poder, eles desembarcam retirando toda a estrutura de cargos que ocupam. Resta ver para crer.
Pense nisto, enquanto há tempo!
.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Protestos de rua


Olala,
Tenho acompanhado com serenidade e até participado dos atos e manifestações de rua dos últimos dias.
Num país democrático, é significativo que as multidões se manifestem e protestem contra e a favor daquilo que não gostam. Como disse o veterano irmão Checchin é a luta de classes teorizada por Marx que acontece na prática no Brasil.

Vejo muitas pessoas estressadas com tais manifestações e achando que é o fim do mundo, que tudo vai acabar, que as instituições vão ruir e que vamos todos perder o emprego.

Calma, como diz a música, "o mundo não acaba aqui, o mundo ainda está de pé".

A democracia brasileira tem instrumentos que permitem canalizar as insatisfações populares. Diferentemente das ações arbitrárias e ilegítimas produzidas por magistrados, oriundos de um poder que não sofre qualquer controle social, os gestores e legisladores têm, de tempos em tempos o crivo do voto como meio para determinar que políticos, políticas e programas devem ser implementados no país.

É inegável que nesta luta de classes, as classes pobres que durante séculos foram relegadas das políticas públicas, ganharam um alento nos governos Lula e Dilma. Embora o momento seja de crise no Governo Dilma, colocar em risco políticas como o Minha Casa Minha Vida, Luz para Todos, Prouni, Fies, Crédito, Mais Médicos, PACs, é uma temeridade.

O que se produziu de bem durante os últimos quinze anos, especialmente para garantir direitos às classes pobres, deve ser objeto de preservação por todo o individuo que defende a cidadania. Não dá para acreditar que as políticas inclusivas possam sofrer risco de acabar.
Por isso, se você está inquieto neste momento, vá as rus e se manifeste. Mas não esqueça de escolher o lado que garante a preservação das lutas que fortalecem a democracia brasileira.
Pense nisto, enquanto há tempo.
.

segunda-feira, 14 de março de 2016

As vozes da rua

.
Olala,

No último domingo, 13 de março, maciçamente a população brasileira se vestiu de verde e amarelo e foi para a rua. A população foi estimulada pelo chamado de lideranças políticas e sociais que utilizaram basicamente a força da mídia para convocar os atos.
O Brasil não via tamanha manifestação desde o movimento das Diretas Já que sacudiu o país nos idos da década de 80.

Os protestos tinham como alvo o combate à corrupção, o PT, o governo Dilma e Lula.
O país vive um momento político e econômico difícil. Com a política deteriorada e desacreditada, piora o cenário de confiança e a economia toma o rumo da ladeira abaixo.

A presidente Dilma firmou um governo na frágil consert6ação política que tem aliados flutuantes. O pragmatismo, isto é, a governabilidade alicerçada no toma-lá-dá-cá da base aliada não se traduz em unidade no governo e faz com que a presidenta seja abandonada. Dilma resiste às investidas da oposição que busca reanimar-se depois da derrota. Boa parte dos que engrossaram as marchas no último domingo são egressos das alas derrotadas que queriam Aécio e seu partido no poder.

Mas, perigosamente a maioria do povo que estava na rua ontem é formada por pessoas que flutuam politicamente. São indivíduos que sonham com um país ideal, livre da corrupção e dos políticos. Que credita a salvação a membros do Judiciário, como o juiz Moro.

Esta massa é perigosa porque é flutuante em seu voto. Confesso que está aberta a porta para a vitória de um "político" messiânico rumo à presidência. Na fúria das ruas, se aparecer um candidato que diga não ter partido, não seja político tradicional e tenha o verde e amarelo como cor, terá chance de ser vitorioso. Não precisa nem ter programa. Se prometer acabar com a corrupção já estará agradando.

Este formato me lembra a euforia que levou Collor ao poder. Um barulho sem consistência que deu no que deu. Quando o projeto não é programático mas pragmático, o povo pobre sobre mais.
Pense nisto, enquanto há tempo.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

No sambódromo


Olala,
Participei do carnaval de Porto Alegre desfilando pela Vila Isabel na noite do último sábado. Foi minha primeira vez na passarela. Uma sensação especial a de passar uma hora se exibindo para uma plateia eclética. As pessoas te olham sérias, outras sambando e outras gritando e cantando junto o enredo da escola.

Depois do desfile, percebi que os membros da escola estavam inebriados pela euforia e convictos de que a escola seguiria classificada. Normal para quem tem que estimular o grupo. Havia sete escolas disputando cinco lugares para o grupo principal, que eles chamam de especial.

Um dia antes vaticinei em meu blog que seria risco levar para a avenida um enredo que mistura magia, política e alimento saudável. Uma temática plural.

A escola baseada em Viamão tinha recursos limitados. A Prefeitura que sempre investiu na escola, este ano não destinou um centavo. Isto se refletiu nas fantasias e na decoração dos quatro carros apresentados no Sambódromo.
Como eu estava concentrado na estreia e na ala, não pude avaliar a evolução global da escola. Quem participa do Carnaval se foca na sua escola e não vê o desfile das concorrentes.

O resultado apontou a escola em último lugar e, como consequência, deixa o grupo especial. Num primeiro momento, muitos líderes da escola criticaram o resultado.

Para me certificar do resultado, resolvi retornar ao Sambódromo no reapresentação das escolas classificadas. Percebi a lógica na decisão. Achei justa a decisão em função do brilho dos carros, evolução e enredo das demais escolas. Valeu a ousadia da ESUVI em pautar um tema sério num momento de euforia.
Pense nisto, enquanto há tempo.
.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Estréia no samba


Olala,
Sempre me disseram que samba é arte de negros. Da Cultura dos afrodescendentes. Não faz parte da cultura dos europeus dançar e sambar. Quando o fazem a ginga sai torta, atravessada e desengonçada. Sempre acompanhei o carnaval meio à distância. Ouvindo as musicas e vendo o povo desfilar. Admiro a persistência dos carnavalescos e suas equipes em resistir na festa que é um traço típicřo da cultura brasileira. Tem gente que vive disso e se prepara o ano inteiro para a exibição no Carnaval.

Pois não é que neste ano sou convocando a ir para o sambódromo. Eu e um grupo de amigos formamos a ala da reforma agrária na escola de samba da Unidos da Vila Isabel de Viamão. A escola escolheu homenagear o ex-deputado Adão Pretto e o tema da alimentação saudável. Achei ousado a escola do primeiro grupo da capital pautar um político no enredo, justamente num momento em que a política está em descrédito na mídia.

Horas antes do desfile, confesso que estou ansioso. Até procurei conseguir um bronzeado nos últimos dias para disfarçar a brancura do gringo e não ser vaiado na passarela. Me considero forasteiro nesta festa.
Aos 60 anos não imaginava estrear no sambódromo. Estou com a fantasia pronta e representarei um colono.
Não sei o que irá acontecer. Mas, confesso que estarei fazendo o melhor para não decepcionar. Relato depois como foi.

Afinal, para quem não renuncia a desafios, enfrentá-los é o melhor caminho enquanto há vida.
Pense nisto enquanto há tempo.
.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Árvores em POA

Árvores sem poda desabam com o vento em POA.

Olala,
Tenho observado o endeusamento das árvores na capital dos gaúchos. Moro aqui desde 1980 e sempre ouvi falar bem das árvores. Não que eu seja contra as árvores, mas entendo que Porto Alegre dá valor excessivo ao vegetal.

Uma árvore é como uma pessoa, tem sua vida útil e necessita de um tratamento constante. Cresce robusta quando jovem e, na idade avançada, adoece e necessita de tratamento. Não que, quando jovem, não necessite de cuidado, mas, como uma pessoa, é na idade adulta que mais precisa de atenção.

Tenho observado que os porto-alegrenses maltratam as árvores. As autoridades ambientalistas municipais e o prefeito defendem as árvores sem limite. Argumenta-se que a capital ostenta o título de a mais arborizada. Mas, quais as consequências deste título?

Nossas árvores não tem poda constante, são plantadas ao longo das vias interrompendo dutos, as folhas e árvores acumulam nas vias gerando entupimentos e, o que é mais grave, são um risco eminente de danos.

As tormentas dos últimos dias demonstram que as árvores de Porto Alegre não suportam ventos fortes. Desabam como brinquedos nas mãos de crianças. A cada ventania é um estrago só.

Sem pessoal suficiente para atender à demanda por poda e sem instrumentos para detectar árvores ocas, assistimos a uma derrubada de jacarandás, cinamomos, flamboyants que desabaram sobre a capital. Contingência normal para quem não avalia todas as circunstâncias da arborização.
Pense nisto, enquanto há tempo!
.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Aedes aegypti

Mosquito é responsável pela difusão da dengue.

Olala,
Tenho acompanhado o drama de milhares de pessoas que, há alguns meses, foram informadas dos danos gerados pelo mosquito aedes aegypti. O mosquito da dengue que estava extinto há mais de um século quando Osvaldo Cruz empreendeu forte campanha no Rio de Janeiro e arredores, volta com toda a força a infestar as cidades brasileiras.

A mudança climática que vem com o aquecimento global traz consigo mutações na biodiversidade e, entre elas, está a proliferação do inseto causador da dengue.

Agora, em pesquisas recentes, descobre-se que a dengue gera outras doenças e lesões mais graves ao ser humano. E as gestantes são as pessoas mais afetadas, tendo seus fetos modificados com alterações como a microcefalia.

Imagino o drama de quem está grávida ou que deseja ter filhos e já teve dengue. Pelo número crescente de casos, aumenta a preocupação com este inimigo poderoso. E deve acelerar a queda demográfica.

Os órgãos de saúde e sanitários alertam sobre a necessidade da população se conscientizar sobre a prevenção á dengue, que basicamente consiste em eliminar toda e qualquer forma de água empossada, onde se formam os criadouros do mosquito. É uma tarefa vital de cada um eliminar possíveis pontos de água parada. É de vasos, pneus, garrafas, piscinas, caixas d´agua que a larva se desenvolve virando o mosquito  As populações ribeirinhas e as que moram em palafitas são as mais vulneráveis, por ter que conviver com ambientes onde o mosquito prospera.

Presumo que esta batalha rumo a erradicação da dengue seja longa e, no longo tempo de sua existência, faça muitas vítimas.
Pense nisto, enquanto há tempo!.
.