sexta-feira, 24 de abril de 2015

CUT única?

Central reinou única por dez anos, até 1993.

Olala,
Tenho acompanhado de perto os movimentos da classe trabalhadora em meu país. Desde antes da formação do Partido dos Trabalhadores na década de 80, tive a oportunidade de ser estimulado a resistir a ditadura militar, através de militância nos núcleos de base da Igreja. Reunia com companheiros secretamente em espaços de formação ouvindo Leonardo Boff, José Comblin, Orestes João Stragliotto, Antonio Cecchin, Carlos Mesters, João Batista Libânio, com suas teorias libertadoras.

Havia, na época, um compromisso da Igreja Católica com o compromisso com os pobres, especialmente estimulada pelos documentos papais de Paulo VI que havia visitado Medelín, na Colômbia e convocou os cristãos da América Latina a focar a “opção preferencial pelos pobres”.

Pois, foi alimentado e cevado nestas teorias que fui introduzido nas lutas de classe, tendo a peculiar preferência de representar e defender os interesses da classe trabalhadora. Na dialética de Marx, a sociedade vive em permanente conflito entre os interesses das elite burguesa dominante e os interesses da classe produtiva, os trabalhadores. O embate destas duas frentes produz a vitalidade social evitando a estagnação e o conservadorismo.

Foi nesta lógica que surgiu, em 1983, a Central Única Dos Trabalhadores, três anos após o surgimento do Partido dos Trabalhadores. A ferramenta de luta política foi única até a criação de novas centrais a partir de 1991.

Atualmente a CUT, segundo dados do TEM representa 1/3 dos trabalhadores sindicalizados e há outras nove centrais sindicais. Por isto, não é mais possível dizer que a CUT é a única representante da classe trabalhadora.
Pense nisto, enquanto há tempo!

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segunda-feira, 16 de março de 2015

Ruas em descenso


Manifestações desta semana foram contra a corrupção.
Olala,
A manifestação de ontem, em todo o país demonstrou a insatisfação do povo brasileiro com os índices de corrupção. É visível que as notícias tornadas públicas recentemente e que tratam de influências das empresas no financiamento dos partidos é motivo de revolta do eleitorado.

No dia 13 de março foram às ruas os militantes que apoiam o projeto de Lula/Dilma.

Ontem foram os "coxinhas" aqueles que não tem identidade com projetos políticos. E mais tantos outros militantes do projeto defendido por Aécio, e derrotados no último pleito. Seria um terceiro turno editado fora de época.

Estavam na rua também milhares de brasileiros chamados pelas redes sociais e pelo interesse da grande mídia que, via de regra, defende o grande capital.

Tenho por mim que o verde e amarelo de ontem, bem como o vermelho do dia 13, é um movimento que não se sustenta. Uma primeira chamada fundamentada no calor da pauta - a corrupção - anima as pessoas a irem para as ruas, mas, em seguida, certamente tende a esfriar. E, com certeza tanto os que apoiam Lula Dilma como os que são contra sentirão que no Brasil de hoje não há mais espaço para protestos contínuos. Realizar atos com o sentido de virar a mesa da legalidade, pedindo o impeachment, não faz sentido. No momento em que os brasileiros colocarem a cabeça no travesseiro e medirem o que está acontecendo nos últimos anos, especialmente a favor dos menos favorecidos, entenderão que vale a pena continuar insistindo nas atuais políticas, inclusive, as que determinam uma faxina geral no combate à corrupção.
Por estas e outras, pense nisto enquanto há tempo!

quarta-feira, 4 de março de 2015

Nova Alca (II)

ALCA pode voltar com sucateamento da Petrobras.

Olala,
Há mais de duas décadas, empresários de multinacionais reunidas em suas entidades em Washington decidiram unificar as ações de intervenção nos países periféricos. Do encontro, nasceram as regras do chamado Consenso de Washington.

Uma das medidas práticas dos empresários estrangeiros foi a criação da ALCA (Associação de Livre Comércio das Américas).  Pretendiam - os empresários das transnacionais -  obrigar os países a aceitar regras de flexibilização econômica, permitindo lucrar com os investimentos e vendas nos países em desenvolvimento. Mas, o Brasil resistiu e a população se opôs à ALCA. O movimento social  organizado, com o apoio de Lula em 2002 conseguiu afastar a ALCA e disciplinar como o capital estrangeiro deve operar no Brasil. Firmaram-se regras protecionistas sintonizadas com a soberania.

Isto ficou claro nos investimentos feitos na Petrobras. Até Lula, a Petrobras mandava construir plataformas for do país, exploração de poços eram entregues a empresas estrangeiras. Com Dilma, a Petrobras teve seu capital aberto através da venda de ações e da concessão de exploração de poços. Mas, preservou-se o limite das concessões para que os recursos oriundos da atividade petrolífera fossem convertidos em benefícios sociais para os brasileiros.

O recente envolvimento da Petrobras no escândalos da Lava Jato colocam em risco a empresa. E, o sucateamento da estatal pode levar ao rompimento das regras já acordadas pelo atual governo. Uma falência da estatal fatalmente significará uma violação da nossa soberania.

Temo que os mentores do Consenso de Washington retornem pelas portas de um novo governo neoliberal como Foi FHC e queiram se apossar da Petrobras tornando-a privada e operando para levar para fora do país o lucro gerado pelo Pre-sal.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Petrobras (I)

Estatal é estratégica para permitir investimentos no país.
Olala,
A soberania brasileira passa pelo fortalecimento da Petrobras.
Tenho acompanhado o barulho gerado pelo escândalo tornado público  recentemente e que envolve a maior empresa brasileira: a Petrobras.

Surgida há 61 anos, após um movimento popular de nacionalização durante o governo de Getúlio Vargas, a estatal representa a esperança da nação. Na sua história a estatal não apenas representou um espaço de emprego para milhares de famílias como tornou-se uma potência em investimentos petrolíferos tornando-se a quinta maior empresa do mundo. Com seu poderio de extração, refino e distribuição de produtos derivados do petróleo, a estatal desempenha papel estratégico no país desencadeando inúmeros empregos e gerando recursos para investimentos em áreas sociais.

A recente descoberta de imensas reservas de petróleo no pré-sal aguçou a cobiça de empresas e governos estrangeiros. Não tenho dúvidas que há motivação estrangeira plantada no esquema que deseja enfraquecer a nossa Petrobras.

O Brasil busca garantir a independência energética e, através da Petrobrás, investiu em tecnologia própria na produção de plataformas que antes eram buscadas no estrangeiro. O capital investido na descoberta e perfuração de poços é nacional e não há duvida que há interessados em afastar o Brasil da extração do precioso líquido negro. Os presidentes Lula e Dilma garantiram que o lucro gerado com o Pr-sal será convertido em investimentos sociais. O Congresso Nacional referendou esta posição ao aprovar no Congresso que as áreas da educação e da saúde terão reforço financeiro quando o óleo for extraído. Mas, para que esta previsão se mantenha, é necessário que a Petrobras continue forte e operante. Sem isso, as verbas escasseiam e o país poderá adiará o sonho de melhorar a vida de seu povo.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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Lava Jato

Lava Jato revela necessidade de reforma política. 
Olala,
Tenho acompanhado a história política de meu país e colhido algumas conclusões. A democracia é exercida no limite das ações políticas alicerçada por inúmeras leis. O aparato legal, ao meu ver, gera muitas deformações da atividade política.

Nossa democracia é frágil pois está assentada em bases pouco éticas. A expressão desta imaturidade se revela na existência de 32 partidos. Decididamente não há 32 programas em disputa. Há 32 siglas que funcionam como agências partidárias que negociam para barganhar mais ou menos em nome de pequenos grupos.

Parte da instabilidade política vivida no Brasil de hoje tem origem na deficiente legislação eleitoral que deixa as campanhas desiguais obrigando muitos partidos e candidatos a ter dificuldade de suportar a disputa.

A sobrevivência de partidos e candidatos se dá sobre bases de financiamentos cujas regras não são claras e que permitem a existência de recursos oriundos de fontes pouco confiáveis. O conteúdo das denúncias da operação lava jato que envolvem empreiteiras, políticos e a Petrobras se insere neste contexto. A presidente Dilma, auxiliada pelos órgãos de fiscalização do Estado, acaba por tornar público aquilo que acontecia há anos na maior empresa pública do país: o uso de dinheiro público não contabilizado legalmente financiando campanhas e contribuindo para que políticos chegassem aos cargos.
O Brasil só sabe do escândalo do uso de dinheiro da Petrobras porque a presidenta deu carta branca às instituições para investigar. A Justiça serviu-se de delatores para desvelar o esquema que beneficiou empresas, pessoas e políticos. A lista dos envolvidos mostrará ao país que vive-se numa imaturidade política e que nossa democracia ainda é frágil.
Somente um reforma política pode por fim à corrupção. Mas, como fazer uma reforma política se os partidos que integram o atual Congresso estão envolvidos e seus militantes os beneficiados da atual situação de promiscuidade?
Pense nisto, enquanto há tempo!
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A quem interessa a crise?

Na crise, a corda arrebenta no lado mais fraco.
 Olala,
Vivenciamos no Brasil um momento delicado na área política e econômica. Não podemos aceitar as teses catastróficas e de crise plantadas pela mídia burguesa que defende os interesse e privilégios de uma minoria. O Brasil não é imune à crise internacional que faz os investidores se retirarem do país, fugindo para outros mercados e deixando para trás desemprego e miséria.

Neste cenário as elites, secularmente beneficiadas com privilégios no Brasil, se juntem aos opositores do governo Dilma e formem uma cruzada visando destituir o governo. Para isto, disseminam um clima de crise econômica e institucional visando obter dividendos políticos. A burguesia se sente ameaçada em ter que disputar  com a crescente classe média os bancos de avião, cadeiras em restaurantes, espaços em hospitais, vagas em universidades. Hoje no Brasil  milhares de pessoas migraram de classe, deixando para trás o submundo da miséria e fome nas duas últimas décadas.

Os partidos e movimentos sociais têm que compreender que o momento exige unidade e solidariedade de classe visando garantir que o governo Dilma prossiga e, com ele, se mantenham as políticas sociais que beneficiam o povo pobre. Não podem ser ameaçados programas que consolidam direitos sociais com programas como o Minha Casa Minha Vida, o Prouni, o Bolsa Família, o SUS, o PACs, e outros.

A classe trabalhadora precisa estar mobilizada em suas entidades para garantir direitos. E lutar para que a lei avance na tributação de grandes fortunas e bens de luxo, na correção da atual política de impostos que acaba penalizando o assalariado e as classes populares. Deve pressionar pela reforma política que discipline o poder das empresas no financiamento de campanhas e torne mais transparente as disputas eleitorais.

O momento atual é de incertezas. A classe trabalhadora deve construir com o  Governo saídas para o momento delicado que caminha para uma situação de crise. E se a crise se agravar, todos perdem.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Menos pobres no Brasil

Olala,
Classe C e D diminuiu e agora disputa privilégios como
andar de avião, antes restrito a outras classes.
Dados oficiais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelam que na última década ocorreu uma mudança significativa na diminuição do nível de pobreza e na concentração de renda dos brasileiros.

Entre 2001 e 2011, a renda per capita dos 10% mais ricos aumentou 16,6%, e a renda dos 10% mais pobres cresceu 91,2% no período.

Isto significa que a renda dos mais pobres cresceu 550% por cento.

Reflexo disto é o aumento do poder de compra do salário mínimo. Todo o trabalhador consciente e que tem um pouco de memória, saberá que há dez anos o salário mínimo comprava metade dos produtos que compra hoje. Aí reside parte das melhorias operadas pela políticas econômicas do atual governo.

Repentinamente, com o aumento da conta de luz e dos combustíveis, vaticina-se que a crise chegou. Não é verdade. Se há um acréscimo no valor dos produtos – e isto se chama inflação – é preciso reconhecer que é reduzido o impacto de tais aumentos sobre os salários. Toda a vez que os indicadores econômicos mostram desaceleração, surgem medidas protecionistas que visam compensar o alto custo com as contas públicas. Para manter o Estado operante, a presidente socorreu-se de receitas necessárias, sob pena de dar motivos para a crise.
Pense nisto, enquanto há tempo.

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