segunda-feira, 15 de março de 2010

Unidos somos mais fortes


União de servidores fortalece entidades e garante avanços em direitos.

Olala,
Já abordei em textos anteriores a necessidade de juntar forças para fortalecer a unidade da classe trabalhadora em torno de objetivos comuns. Tenho percebido que depois que a Constituição de 1988 - e lá se vão mais de 20 anos - as entidades dos servidores públicos conquistaram o direito de sindicalização. Antes eram centros e associações de servidores com caráter mais associativo e social. A Constituição garantiu que os servidores pudessem formar sindicatos e representar os interesses junto ao patrão, como acontece na iniciativa privada.

Todos sabem que quem é servidor público na esfera municipal, estadual ou federal sempre tem um patrão único. O patrão muda (ou não) a cada quatro anos. Então, tendo patrão único, melhor seria que todas as entidades de servidores pudessem ter seus dissídios no mesmo mês.

Se o patrão é unico, nada justifica que cada um negocie com independência. Há pontos comuns que devem formar a pauta unificada dos servidores de cada esfera pública. Assim, os trabalhadores terão mais poder de barganha, mais força, para convencer o governante.

Este ensaio está sendo feito no RS, com as entidades dos servidores formando um Fórum. Não tenho dúvidas que este movimento - que já foi ensaiado com sucesso no final do ano passado - se mantido, vai operar uma das maiores transformações que o serviço público pode ter. Em bloco, os servidores poderão cobrar mais investimentos em qualificação, atualização funcional, condições de trabalho, equipamentos, computadores, permitindo ampliar a qualidade no serviço público.

Embora algumas entidades ainda não tenham compreendido que andar só não é produtivo, o ensaio coletivo pode mostrar mais resultados quando as negociações forem feitas em bloco.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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sexta-feira, 12 de março de 2010

Fórum dos Servidores


Servidores públicos se reuniram num forum que vai encaminhar pauta comum.

Olala,
Os servidores públicos estaduais estão tentandoconstruir uma unidade de luta com base a uma programa comum às entidades.

Como se sabe, existem cerca de 300 mil servidores ativos e inativos, sendo represetados por uma dezena de entidades.

Até hoje, cada entidade apresentava sua plataforma de reivindicações, num esforço único para sensibilizar o patrão sobre as demandas.

No ano de 2008 foi ensaiada a unidade de classe veio com a provocação da governadora que ameaçõu acabar com as carreiras. Foi o motivo que faltava para unificar as entidades num único movimento.

É sabido que Yeda guarda distância dos servidores e de suas entidades. Ela não se referencia no diálogo com os trablahadores. Seu foco está direcionado nos empresários e numa base parlamentar que traz na palma da mão á custa de favores e empregos no governo.

Uma das grandes conquistas do Fórum foi colocar em xeque o projeto neoliberal de Yeda. A resposta foi dada pelo Fórum no ano passado quando impediu que os projetos destruindo as carreiras fossem aprovados no Parlamento.

Agora os trablahadores reunidos num Forum sob o slogan "Unidos somos mais fortes", prete4ndem construir uma unidade de classe que permita dizer aos governos que não é possivel adninistrar sem ouvir quem, de fato, sustenta os pilares do Estado. Os governos passam e o Estado fica. E, para qualificar, fortalecer e afirmar a ação do Estado, a calsse trabalhadora busca a unidade como bandeira.
Pense nisto enquanto há tempo!
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MaYoJaMa, FASE, RBS e Yeda


Yeda vende área nobre do Estado junto ao Beira Rio a empresa do grupo RBS.

Olala,
Tenho acompanhado um debate recente que envolve negócios no Governo do Estado. Yeda, a governadora, tem sido pródiga em produzir fatos que deixam alguns gaúchos impactados. Digo alguns porque algumas ações estruturais implementadas pela governadora são realizadas "na surdina", sem alarde, e mexem estruturalmente com o Estado.

A mais recente refere-se a venda de uma área de 73 ha que se localiza na encosta do morro Santa Tereza ao lado do Beira Rio, local que será sede da Copa de 2014. Aproveitando o evento que traz para Porto Alegre pessoas do mundo todo, a governadora resolveu redesenhar o mapa do entrono do estádio. Lá existe uma área de terras públicas em local privilegiado, vista magnífica para o Guaíba, onde estão três vilas, um asilo e casas de atendimento socioeducativo da FASE. Aliás, Yeda quer exportar de Porto Alegre o abrigo de jovens infratores jogando este atendimento em oito unidades no interior do Estado. É uma espécie de limpeza social na capital.

Pois bem, para limpar a área e transformá-la um cartão postal de luxo, versões dão conta que Yeda convidou a empresa MaYoJaMa, para negocidor da área.

Você sabe de quem é a MaYoJaMa?
A palavra Ma(Maurício) + Yo(Yone)+ Ja(Jaime)+ Ma(Marlene)que dá o nome da empresa é uma composição de nomes de pessoas ligadas ao grupo RBS.

Já deu para entender qual é a relação de Yeda com o grupo. Não há como ver isenção no negócio se a governadora acaba privilegiando uma empresA Do grupo de comunicações que detém o monopólio da informação no Sul do país. É claro que o grupo RBS irá continuar a "blindar" a governadora e seus aliados escondendo ou omitindo fatos compremetedores do governo. Não há dúvidas que premiando a área para a RBS os veículos da empresa vão fechar o bico contra a corrupção tão comum no atual governo. Vão vestir a camisa de Yeda e de seus aliados e ficarão de bico calado.

A entrega do patrimônio público à iniciativa privada em valores subavaliados irá render o apoio da empresa aos projetos da governadora. É o toma-lá-da-cá de Yeda.

Yeda que já vendeu a preço de banana o terreno da antiga Corlac junto a 3ª Perimetral, investe, agora, na entrega de outra fatia do Estado. O projeto tramita na Assembléia e com uma base de deputados fiéis, Yeda terá aval para o negócio.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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Face do Fascismo


Mussolini se uniu a Hitler para implantar o totalitarismo na Europa. Fracassaram.

Olala,
Quero falar hoje de um termo eventualmente utilizado por alguns ideólogos: o fascismo.
Esta expressão cunhada e pronunciada toda a vez que alguém quer implantar uma ditadura de Estado, com censura à imprensa, corporativismo e nacionalismo exacerbado.

O termo provém de uma prática corrente no tempo dos romanos. O Império Romano dos primeiros tempos e do auge das expansões territoriais podia tudo. Era a lei. O Estado determinava e o oficial de justiça, chamado de litor, seguia para mandar cumprir a ordem. Os oficiais tinham poder de polícia e, para cumprir os mandados, se utilizavam de instrumentos rudes como o fascio, uma espécie de machadinho feito com varas que bambu amarradas. Quem ousasse rejeitar a decisão dos magistrados era pressionado, coagido e não raras vezes executado ali mesmo pelo agente da lei.

Este instrumento inspirou Benito Mussolini, um agricultor que virou político na Itália do pós-primeira guerra mundial. Alimentado por uma depressão econômica, o duce tornou-se a expressão máxima do Fascismo na Itália. Sua ideologia pregava; "Tudo no Estado, nada fora do Estado, nada contra o Estado". Para ele, por exemplo, não poderiam existir entidades de representação dos trabalhadores se não fossem estritamente ligadas ao Estado. A imprensa deveria ser oficial. Tudo deveria ser subordinado ao Estado. Indivíduos e grupos não existem.

Esta posição dura ajudou a erguer a Itália num primeiro momento, mas, depois que o duce se uniu ao nazismo de Hitler, perdeu o crédito do povo e acabou executado em praça pública.

Fico imaginando que, modernamente, vez por outra as idéias fascistas também se misturam aos ideários dos democratas. Quando, por exemplo, a força pública avança impiedosamente sobre uma ocupação de sem-terras, atirando e matando, está aí presente o germe fascista. Ou, quando, em investidas nas vilas, nossos agentes de polícia atiram primeiro antes de negociar, está aí o germe fascista. Ou quando os metalúrgicos de Caxias são violentados em seu protesto diante de uma empresa, aí está viva a índole fascista.

Pense nisto, enquanto há tempo!
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domingo, 7 de março de 2010

Leonardo


Leonardo foi um compositor que soube captar o sentimento da cultura gaúcha.

Olala,
A natureza leva mais um homem bom que soube dar sentido a sua existência. Através da arte musical e de suas palavras no rádio - na Guaíba todos os domingos - milhares de gaúchos e brasileiros aprenderam a valorizar as tradições tão vilipendiadas por estridentes e cibernéticos sons importados.

Ele usou a força da palavra toada pausada para encantar multidões com força na mensagem. As letras de suas músicas revelam uma reflexão inconstestável sobre a realidade. Quando ele se deparou com a injustiça de uma cultura que dá pouco espaço às mulheres e as submete a um lugar inferior aos homens, ele disparou a canção "Morocha, não".

Leonardo entrou na minha vida quando aprendi a cantarolar uma de suas primeiras músicas, talvez a mais conhecida "Céu, Sol, Sul, Terra e Cor", usada como jingle de programa televisivo nos anos 80. E foi especialmente em eventos e manifestações políticas que conheci este grande intérprete e compositor das canções de nossa terra. Profissional engajado e militante, unia a arte e política. São de sua autoria também sucessos como "Tertúlia"; "Viva Bombacha"; "Batismo de Sal", entre outras.

Leonardo era destas pessoas que cumprem a missão terrena sem muito alarde. Alguém que soube reger a existência com arte.

Jader Moreci Teixeira residia em Viamão. Na última segunda-feira (1.3) sentiu-se mal, baixou para exames no Hospital de Viamão, ficou internado, teve problemas renais, sofreu paradas cardíacas e não resistiu. Aos 71 anos, se foi, deixando-nos nós cultivando a saudade.

Pense nisto, enquanto há tempo!
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sexta-feira, 5 de março de 2010

Sobretaxa sobre calçados da China



Calçados chineses têm sobretaxa para entrar no Brasil.

Olala,
Tenho acompanhado de perto a preocupação especial dos trabalhadores temerosos com o crescimento da economia chinesa. Como se sabe, em 2009, a China foi o país que mais cresceu no ano passado, em torno de 9%.

O tigre asiático caminha para ser o contraponto econômico dos Estados Unidos, hoje a maior economia do Planeta. Em 2008, o PIB dos EUA foi de US$ 14,2 trilhões e o da China US$ 7,9 trilhões.

Em que condições se firma este crescimento? Boa parte no potencial da mão-de-obra barata e abundante. Muitas empresas brasileiras, especialmente na área do aço, alimentação, mas também têxteis e de brinquedos, estão mudando para a China pois encontram melhores condições de competitividade. A Grendene, de Farroupilha, que empregava mais de 4 mil trabalhadores nesta cidade, por conta de incentivos fiscais, mudou primeiro para Sobral, no Ceará e agora está com uma unidade na Bahia, preferindo evitar a ida a China. Na área do calçado, grandes empresas com marcas famosas como a Nike e a Adidas produzem tênis que exportam para vários países, incluisve o Brasil. As empresas que buscam a China têm os custos de produção diminuídos. La paga-se um terço do custo da jornada de trabalho que se paga no Brasil. Mas, esta realidade gera distorções. Enquanto a empresa ganha, os trabalhadores perdem. Expostos a jornadas estafantes e sem direitos, os trabalhadores chineses acabam explorados e mal pagos.

O governo brasileiro, ciente desta realidade criou, em setembro de 2009, uma sobretaxa com valor de US$ 12,47 para cada par de calçados importado da China. E esta taxa foi aumentada pelo Governo para US$ 13,87, no dia de ontem. Vale para os próximos cinco anos. Uma medida que protege as empresas e os trabalhadores da cadeia calçadista em nosso país.
Pense nisto, enquanto há tempo!

Pesquisa tendenciosa na BM



Servidores da base da BM recusam consulta constrangedora encomendada por Yeda

Olala,
Tenho percebido que o governo Yeda tem mostrado coerência. Uma coerência ímpar na produção de medidas antipopulares e desagregadoras.

Refiro-me a reincidência de uma medida adotada pelo gestor público para saber o que pensam os subordinados.

Todos sabem que todo o servidor, a cada ano, necessita ter seu salário reajustado. Ter a reposição da inflação reposto e, se possível, algo mais correspondendo às perdas do período.

Pois bem, durante os três anos do governo Yeda, os servidores não receberam nenhum centavo de reajuste, embora tenha havido inflação.

Agora, para evitar que um movimento em bloco para obter um reajuste maior, o governo apela para táticas e procedimentos autoritários e desagregadores. Yeda mandou os comandos da BM consultar os praças. Uma pesquisa viciada e constrangedora. Já havíamos denunciado procediemnto semelhante quando Yeda mandou Marisa Abreu acionar os diretores de escola para pesquisa com professores.

Imagine só a cena: um comandante reúne atropa, faz o discurso e, após, manda os subordinados opinarem. Que bela isenção!

Neste caso, a pesquisa virou problema e as entidades dos praças se revoltaram com a medida que visa deturpar o sentimento da categoria que deseja a linearidade nos reajustes. Afinal, seria justo que praças e oficiais tivessem o mesmo reajuste. Mas, a pressa, ao que parece, visa privilegiar os homens do comando em detrimento dos vencimentos da grande maioria dos servidores que está na base.

Pense nisto, enquanto há tempo!
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