domingo, 29 de março de 2009

As "noivas" da eleição de 2010 VI


Olala,
Como muitos militantes que não conseguem acompanhar todos os passos da política, tenho me esforçado em construir cenários para o quadro político de 2010 para o Estado. Não sei se você tem percebido, mas, quando se trata de opinar sobre o futuro político, tudo é mais arriscado. Poucas são as opiniões. As pessoas reservam pra si os pontos de vista. Há pouca sistematização sobre o assunto. os políticos, em geral, preferem costurar as versões reservadamente.

Os partidos não emitem opiniões. Quem o faz, publicamente, são algumas liderança partidárias ou quem pretende lograr êxito em algum cargo. Atira-se verde para colher maduro. Há muito teste. Especulações. Os jornais, nas suas páginas de política colocam impressões.

No meio disto está o leitor, tentando adivinhar o que expressa este silêncio ou estas frases de efeito ditas por nossos políticos.

Lendo um pouco disto tudo, me atrevo a continuar dando meu pitaco como fiz em comentários anteriores I, II, III, IV, V. Com toda a liberdade que me é facultada e sem a pretensão de acertar sempre, entendo que ajudo o eleitor a formar seu ponto de vista sobre o que ocorre no mundo da política.

Pois, no quadro eleitoral que se avizinha, o PDT e o PTB serão as noivas mais cobiçadas da eleição de 2010. Com Yeda sem espaço para prosperar, restarão duas candidaturas a governador representadas pelo PMDB e PT. E, será vencedor quem conseguir colocar na carruagem uma ou duas "noivas". O PDT governa com Fogaça na capital e tem pretensões futuras em Porto Alegre, mas também governa aliançado com o PT em muitas prefeituras do Estado. O PMDB prometerá ao PDT apoio à prefeitura da capital em 2012, se aliançar em 2010.
Já o PTB de Zambiasi que integra o governo Lula, Yeda e Fogaça, também ajuda a desequilibrar o pleito, embora com menor força.
Ambos os partidos (PTB e PDT) cuja raiz histórica é a mesma, vão cozinhar bem a posição antes de escolher o lado. E, com certeza, o acordo selará interesses futuros que o eleitor comum desconhecerá.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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A política é como uma nuvem


A charge ao lado mostra a imagem que o povo tem dos políticos.

Olala,
A política é curiosa. Dizem que é volátil como uma nuvem. A gente olha, está de um jeito. Aí a gente se distrai um pouco, olha de novo, e cadê? mudou de lugar e se desfez.

Pois a política é mutável, instável, oscilante, incerta, imprecisa, surpreendente.
Não sei se no tempo de Aristóteles, na Grécia antiga, era assim, mas, nos nossos tempos parece não haver certezas quanto ao futuro da política.

Entendo que quanto mais frágil é a democracia, mais instável é a política. Nossa política ainda está assentada sobre bases frágeis. Os partidos não guardam identidade ideolóigica e não primam por cumprir o que está escrito nos seus princípios. A política atual se assenta princípios individuais, de pessoas, não de organizações. Há projetos pessoais, não coletivos.

Justamente por isso é que o eleitor tem dificuldade de identificar qual é a boa e a má política. Os políticos tem planos pessoais e usam os partidos como espaço para viabilizá-los. Deveria ser o contrário: os partidos tem projetos e os políticos deveriam se enquadrar nestes projetos para viabilizar o projeto do partido.

A existência de mais de 27 partidos políticos no Brasil e outros 16 em processo de legalização mostra que fica difícil para o eleitor visualizar quais as diferenças ideológicas em tantas opções. Este embaralhamento de siglas, a maior parte de aluguel, acabam gerando, no eleitor uma confusão política que definitivamente atrapalha a democracia.

Pense nisto, enquanto há tempo!
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Um protesto unificado contra Yeda


A charge aoi lado retrata a visão dos servidores sobre o govenro Yeda.

Olala,
Dia 30 de março uma dezena de entidades programou um protesto unificado contra as ações da governadora Yeda, contra o risco dos trabalhadores terem que arcar com os custos da crise que se abateu no mundo e também no Brasil depois que os Estados Unidos entraram em recessão.

O ato tem que ser visto como um instrumento legítimo da classe trabalhadora. Protestar e reivindicar é um direito consagrado na Constituição no artigo que trata das garantias de direitos individuais de todo o cidadão.

A crise deste momento é especialmente mais nefasta para as categorias trabalhadoras porque encontram menor força de resistência em virtude do enfraquecimento geral a que estão submetidos as entidades de classe. O capital e os governos estão confortavelmente associados e não correm risco porque restaram poucas entidades combativas dos trabalhadores. A letargia e a passividade tomaram conta dos indivíduos e contagiaram as organizações dos trabalhadores nos últimos anos. Este talvez seja o maior triunfo das políticas neoliberais: convencer o trabalhador e suas entidades de que não vale mais a pena lutar.

Sou daqueles que acham indispensável a luta de classes para fazer a sociedade avançar. Estou convicto de que somente a pressão organizada garante ou amplia direitos.

Os atos no RS iniciam simbolicamente diante da Gerdau simbolizando a preocupação dos trabalhadores com o emprego, seguem em caminhada até a rua Sete de Setembro onde se localizam as agências dos principais bancos, imunes e também beneficiados no momento de crise. A caminhada culmina no Palácio Piratini onde protestam contra a violência, a corrupção e o autoritarismo de uma gestão estadual que está ameaçando destruir direitos dos trabalhadores, atacando suas organizações sindicais.

Protestar é preciso, especialmente quando milhares de trabalhadores têm seu emprego ameaçado. É neste momento que se verifica a real vocação social das empresas.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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terça-feira, 24 de março de 2009

Formação continuada de professores em serviço


Olala,
Quero abordar aqui o tema da formação que, a meu ver, tem ligação direta com a qualidade da educação no Brasil. Vivemos num mundo em constante evolução e a atualização docente é uma obrigatoriedade de todo o gestor público.

A formação continuada em serviço praticamente não existe. No RS, a mantenedora chama de formação continuada a realização de duas ou três jornadas anuais onde os professores se reúnem aos sábados para ouvir palestras de gestores educacionais.
Quero aqui recolocar o que outras redes de ensino, como a França, consideram como formação continuada em serviço. Lá, a cada oito anos de magistério, o professor, deixa a sala de aula e retorna a uma Universidade para realizar dois anos de atualização docente. Os Instituts Universitaires de Formation des Maîtres são universidades públicas que atualizam o conhecimento e as didáticas utilizadas pelo professor na sala de aula. Tudo pago pelo estado nacional, com certificação e sem perda das vantagens de carreira para o professor. Naquele sistema, ao logo de uma vida, um professor que leciona 30 anos, terá tido três etapas de formação continuada na sua disciplina específica.

A geração atual de professores se formou sob a égide da mudança tecnológica. Vivemos a revolução da informática. Os professores dos atuais professores nunca ouviram falar de computador e nós temos que educar a geração que usa a informática como elemento vital para a inserção no marcado de trabalho. É, pois, imprescindível que a geração dos atuais professores passem por um aggiornamento tecnológico qualificado. Não se pode admitir que "palestras" eventuais supram esta lacuna gerada pelo desenvolvimento.

Quando se fala em qualidade na educação, é preciso ter presente que não se confere qualidade à escola pública sem ter professores motivados, atualizados e bem pagos. Os países que alcançam altos índices de desenvolvimento chegaram lá porque investiram na educação. Não dá para ter qualidade aplicando somente 3,8% do PIB nacional em educação. Nem mesmo a obrigação constitucional dos Estados, de aplicar 35% na educação está sendo cumprida.

Sou professor de uma escola pública que tem mais de 130 professores. A escola, que é tida como referência, não possui sequer um computador à disposição dos professores para elaborar provas ou imprimir trabalhos. O xerox tem sua disponibilidade limitada à realização das provas semestrais. A biblioteca tem carência de livros novos. Os laboratórios de informática precarizados, sem manutenção e sem monitoria.

Este é o espaço onde pretendemos construir as gerações do futuro.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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domingo, 22 de março de 2009

Polícia e Justiça contra a Brasil Telecom


O desafio hoje é aderir à tecnologia sem ser escravizado por ela. Aprendemos que o domínio tecnológico é imprescindível para os dias atuais. Quem não domina o computador ou não tem o domínio do inglês pode se declarar maio fora do mercado de trabalho.

As gerações novas tem a obrigação de aprender as novas tecnologias. Cada vez menos vai-se ao banco, ao correio, ao cinema, às compras, ao passeio... Tudo pode ser feito sentado em casa diante de um lap top, no screen de um celular ou na frente do PC. Se a vida ficou mais fácil, também ficou mais chata.

Pedir uma pizza por e-mail, programando a hora de chegada, perde a graça. Fico imaginando quantas pessoas perderam o emprego nos correios depois que surgiu o correio eletrônico. E as casas de discos e CDs, locadoras de vídeo, laboratórios fotográficos, tudo com os dias contados! A Internet resolve tudo. Uma máquina digital detonou os filmes de 12-24 e 36 poses. Lembra?

Mas, tudo isso tem seu preço. Se assusta pelo número de desempregados que gera, há também uma infinidade de oportuniades novas que suscita. Quem se prepara pra os novos tempos, tenta sobreviver.

Nisso tudo há também a ganância das operadoras da nova tecnologia. No RS, a telefonia iniciou o desenvlvimento com a ATT, depois virou CRT, foi privatizada e virou Telefônica até ser comprada pela Brasil Telecom que é agora repassada à Oi. Nesta dança da gestão, o deterioramento dos serviços.

Depois de pagar caro pelo serviço ADSL, mudei o plano da Brasil Telecom para outra operadora. Isso aconteceu em 3 de outubro passado. Pois, embora tenha suspenso e cancelado o serviço, as faturas continuam chegando mês-a-mês. O incrível é que liguei várias vezes para o call center e não consegui suspender as contas mensais. Seis meses após, protocolei uma carta à empresa para cancelar definitivamente os serviços da Brasil Telecom. Como continuaram mandando as contas, fiz registro na Polícia e ajuizei ação na Justiça. Vou ver no que vai dar.

Sem alternativas, saltei para a Net. Espero ser melhor tratado. Vamos ver.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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Yeda e o Estado mínimo



Escola estadual situada ao lado do Palácio Piratini ostenta, no portão de entrada, uma faixa de empresa privada que comercializa a educação, oferecendo, inclusive seu número de telefone para contato. Imagem denuncia o descaso com a educação pública no RS.

Olala,
O Brasil da Primeira República, até 1930, teve a educação fortemente influenciada pelas escolas particulares. O Estado estava ausente e a tarefa de educar era tarefa do ensino privado, em geral com forte influência confessional.

Na década de 30, com a Queda da Bolsa de Nova Iorque, as oligarquias paulistas que dominavam tiveram uma baixa na exportação de café tendo que recorrer a outras alternativas de desenvolvimento. Foi aí que chamaram Anísio Teixeira que passou a esboçar diretrizes para a educação no país.

No momento de crise, era preciso apelar ao Estado para que entrasse na área da educação, visando organizá-la e normatizá-la.Até então, a escola privada dominava a educação.

Nos 80 anos seguintes, surgiram escolas públicas em vários níveis e modalidades. A educação passou a ser um direito do cidadão e dever do Estado.

Vez por outra, alguns governos esquecem este dever e fazem o movimento contrário. De certa forma é o que acontece atualmente no Rio Grande do Sul. O Estado está deixando de investir na Educação. No ano passado, somente 26% do orçamento público foi investido em Educação. Isto representa mais de R$ 300 milhões a menos para investir na melhoria do ensino estadual.

Esta economia leva a um brutal arrocho salarial no magistério e a um sucateamento das escolas, onde os recursos de manutenção são quase nulos, bibliotecas, laboratórios, segurança estão carentes de pessoal qualificado e fechados.

Mas, para a felicidade geral da gestora, o Estado ostenta um Superávit nas contas, cantado e efusivamente publicizado.

Só não disse a governadora que este superávit e o arrocho salarial visa atender às exigências do Fundo Monetário Nacional que só libera os U$ 1,1 milhão solicitados se houver uma redução de investimentos no serviço público. É por isso que Yeda fecha escolas e repassa alunos para os municípios, paga mal seus servidores, sucateia a segurança, privatiza presídios, enfim, aplica, na prática, a tese do estado mínimo.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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terça-feira, 17 de março de 2009

Um ladrão ao lado do Palácio


Ao lado, imagem do "ladrão", e as campanhas de preservação de água feitas por órgãos da Prefeitura da capital e do Estado

Olala,
Vão dizer que estou no pé da governadora. Não é verdade. É muito provável que ela nem chegue a ler o que escrevo neste texto.

Há dois meses, passando pela rua General Auto, 122, que ladeia o Palácio Piratini, constatei que um cano de cerca de 15cm de diâmetro jorrava água limpa e potável para a rua. Pensei que o "ladrão" jorrava água temporariamente de algum conserto no palácio. Achei normal.

Dois meses após, voltei a cruzar na rua e, qual minha surpresa: lá estava o "ladrão" jorrando água límpida e abundante. Como meu carro estava meio sujo e eu sou meio gringo, pensei e estacionar e dar uma lavada. Mas, segui adiante.

Ocorre que o tal do "ladão" fica também ao lado da escola estadual Paula Soares que tem o privilégio de dividir com o palácio o terreno. Na escola, ninguém percebeu o ladrão, embora jorre há poucos metros do portão de acesso. Quero crer que a tal da água que jorra livre não emana de uma fonte natural sediada no topo do Palácio. Ainda assim, tal água mereceria não poderia acabar no desperdício.

Fico imaginando quanta água perdida em dois ou mais meses de desperdício. Toneladas de água pelo ralo. Aí entro no site da Corsan e DMAE percebo campanhas de conscientização visando preservar água tratada. Que contradição!

Imagine: você cidadão comum, deixaria um cano jorrando na porta de casa por meses? Ficaria insensível a isso? Pois, na casa de trabalho da governadora um "ladrão" se encarrega de levar para o ralo muito dinheiro.

Indignado, liguei para a Corsan (3215.5600) e me disseram que o problema é com o DMAE. Liguei para o DMAE (115), anotaram minha reclamação mas nada foi feito. A escola lavou às mãos e, convenhamos, não iria protocolar uma reclamação contra a governadora.

Resta-me este desabafo, na espera que este fato caia na rede de alguém de sensibilidade capaz de por fim a este "ladrão" que convive nas cercanias do Piratini.

Espero não ter que convidar vocês para "comemorar" o próximo dia 22 de março - Dia internacional da água - com um bolo de aniversário no local.

Pense nisto, enquanto há tempo.
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