segunda-feira, 14 de março de 2016

As vozes da rua

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Olala,

No último domingo, 13 de março, maciçamente a população brasileira se vestiu de verde e amarelo e foi para a rua. A população foi estimulada pelo chamado de lideranças políticas e sociais que utilizaram basicamente a força da mídia para convocar os atos.
O Brasil não via tamanha manifestação desde o movimento das Diretas Já que sacudiu o país nos idos da década de 80.

Os protestos tinham como alvo o combate à corrupção, o PT, o governo Dilma e Lula.
O país vive um momento político e econômico difícil. Com a política deteriorada e desacreditada, piora o cenário de confiança e a economia toma o rumo da ladeira abaixo.

A presidente Dilma firmou um governo na frágil consert6ação política que tem aliados flutuantes. O pragmatismo, isto é, a governabilidade alicerçada no toma-lá-dá-cá da base aliada não se traduz em unidade no governo e faz com que a presidenta seja abandonada. Dilma resiste às investidas da oposição que busca reanimar-se depois da derrota. Boa parte dos que engrossaram as marchas no último domingo são egressos das alas derrotadas que queriam Aécio e seu partido no poder.

Mas, perigosamente a maioria do povo que estava na rua ontem é formada por pessoas que flutuam politicamente. São indivíduos que sonham com um país ideal, livre da corrupção e dos políticos. Que credita a salvação a membros do Judiciário, como o juiz Moro.

Esta massa é perigosa porque é flutuante em seu voto. Confesso que está aberta a porta para a vitória de um "político" messiânico rumo à presidência. Na fúria das ruas, se aparecer um candidato que diga não ter partido, não seja político tradicional e tenha o verde e amarelo como cor, terá chance de ser vitorioso. Não precisa nem ter programa. Se prometer acabar com a corrupção já estará agradando.

Este formato me lembra a euforia que levou Collor ao poder. Um barulho sem consistência que deu no que deu. Quando o projeto não é programático mas pragmático, o povo pobre sobre mais.
Pense nisto, enquanto há tempo.

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