domingo, 19 de julho de 2009

A Faced e a formação continuada


Faculdade da universidade federal oferece formação continuada, mas só se houver vagas remanescentes nos cursos regulares.

Olala,
Alguns pré-reqisitos utilizados pelas universidades públicas para fazer avançar o ensino no país merecem atenção. No último dia 17 de julho, a Faced, da UFRGS, abriu inscrição para que professores de várias redes pudessem frequentar aulas na modalidade de "formação continuada" em serviço.

O edital da UFRGS informava no 1º parágrafo que o candidato deveria se inscrever em apenas uma disciplina dentre as que compõem a grade curricular semestral da universidade.
Uma vez aprovado, o aluno pagaria a matrícula no valor de R$ 150,00 e frequentaria o curso. Mas, o mesmo edital avisa que somente serão aceitas vagas que excederem às dos alunos regularmente matriculados nos cursos de mestrado e doutorado.

É inconcebível que a maior universidade pública federal da Região Sul não tenha percebido ainda a necessidade de abrir cursos de aperfeiçoamento docente nas múltiplas licenciaturas. A responsabilidade pela melhoria na qualidade da educação passa pelo compromisso das instituições federais de ensino em ofertar cursos completos voltados para a atualização docente nas redes de ensino.

Atualmente, se um professor deseja atualizar seus estudos, ele terá dificuldades de ingresso, dificuldade na frequência pois terá que fazê-la em serviço, e dificuldades de financiar a formação.

É motivados por esta deficiência que mitos educadores que participaram das etapas municipais da CONAE 2010 querem incluir no Plano Nacional de Educação obrigações do Estado no financiamento de programas e cursos que levem a formação continuada dos educadores.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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Emenda para qualificar a formação


Conferências estaduais têm que contemplar emenda sobre formação continuada.

Olala,
A política de formação continuada dos educadores brasileiros é feita de forma equivocada. Já abordei esta questão aqui neste espaço e quero retornar ao assunto.

Tenho ouvido muitas reclamações que os professores têm dificuldade de se atualizar porque os planos de carreira e as redes de ensino não permitem que o professor possa fazer uma atualização docente qualificada. Não se pode conceber que com a velocidade das novas formas de ensinar e aprender, com a entrada em cena de infindáveis recursos tecnológicos que permitem assimilar o conhecimento, não se permita ou estimule o educador a que ele esteja aggiornado na sala de aula.

Há dias venho insistindo que precisamos garantir que as mantenedoras reconheçam a importância da formação continuada, não em serviço, mas exclusiva para o educador poder se dedicar a aprender as novas técnicas e didáticas docentes. Isto deve ser feito através de cursos gratuitos, de duração de seis meses a um ano, nas universidades preferencialmente públicas e/ou nas privadas com financiamento público e sem perda dos direitos de carreira do educador. Um sistema que valorize seus trabalhadores não pode prescindir deste importante espaço de atualização docente.

No sistema francês de ensino, depois de oito anos de escola, o professor é remetido para atualização em universidades específicas sediadas em todo o país, onde o professor estuda por um período de seis meses a dois anos, retornando, após, à escola, com novos métodos de ensino.

Incluímos o mérito desta ação em emendas nas conferencias municipais de educação e, pretendemos que a emenda seja aceita pela etapa estadual da Conae 2010, em novembro próximo. E, se a emenda lograr êxito em cinco conferências estaduais, poderá traçar um novo rumo para a formação continuada dos educadores brasileiros.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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Conae 2010 no interior


Municípios do interior se envolveram na Conae 2010.

Olala,
Tive a oportunidade de participar da organização de duas Conferências Nacionais de Educação - Conae 2010, em Constantina e em Jaboticaba. Em etapas intermunicipais, em Contantina estavam presentes professores de nove municípios e em Jaboticaba de outros seis.

Foi agradável ver os educadores interessados em participar da construção dos princípios e diretrizes que vão orientar a educação brasileira no próximo decênio. Houve também a participação de pais, estudantes e gestores.

A temática abordada nos seis eixos é extremamente vasta e mostra a necessidade de aprofundamento permanente de todos os que estão diretamente envolvidos na educação.
Nas conferências ficou visível o descontentamento dos participantes com a ausência do Governo do Estado no debate. A Secretaria de Estado da Educação não participa da Conae 2010. Esta decisão acaba deixando de fora do debate uma parte importante da sociedade gaúcha que é a rede estadual. Embora boa parte dos professores - servidores de Estado e não de Governo - tenham participado, é inconcebível que a Secretaria de Educação não tenha se juntado a este debate nacional.

A meta da Conferência é construir articuladamente as competências das redes de ensino em vistas a uma ação articulada que leve à qualidade da educação em todo o país. E, se uma parte se omite de participar, acaba, nestes estados, enfraquecendo as ações do sistema nacional de educação.

Até o final de julho, serão conhecidas as contribuições das conferências municipais e intermunicipais que vão a debate na conferência estadual prevista para novembro próximo. É o esforço dos gaúchos visando qualificar a educação.
Pensem nisto, enquanto há tempo!
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segunda-feira, 6 de julho de 2009

O funeral do pop star Michael


Michael soube ser diferente e foi lembrado por milhões.

Olala,
Aprendemos que na morte todos somos iguais. Todos acabamos no mesmo lugar. Sob quatro palmos de terra. Viramos cinza.

Com Michael Jackson foi diferente. O menino prodígio da família pobre tornou-se astro pop da dança e da música. Fascinou mentes de todas as idades e enfeitiçou a geração atual com seu sapateado e ginga no palco. Um fenômeno bem gerenciado pela mídia e pelo interesse das gravadoras.

Mas, como todo o ser humano que sobe de forma meteórica, Michael carregou consigo uma vida tumultuada. Exposto excessivamente na mídia, tornou-se celebridade e perdeu a privacidade. Perseguido pelos papparazzi optou por isolar-se em mansões longe do público. Deixou de ser adolescente comum e virou um ser cibernético, moldado conforme a sociedade de consumo.

Sua cor foi alterada, o rosto refeito várias vezes e a verdadeira identidade do jovem negro ficou perdida no passado. Michael tornou-se subproduto da indústria fonográfica sempre sedenta por sucesso e dinheiro.

Endividou-se, contraiu relacionamentos de fachada, adquiriu filhos e brigou com a família. Fez da vida um espetáculo.

Sua morte, aos 50 anos, continua a inquietar os tietes e fãs mundo afora. Ninguém sabe, ao certo qual a doença que vitimou o astro. Seus tutores aproveitaram o enterro para ganhar com sua morte. Embalsamaram e mantiveram o corpo de Michael por dez dias num caixão forrado com lâmina de ouro.

Foi o velório mais longo da história. Nem reis ou papas foram velados por tanto tempo. E uma curiosidade: para ter acesso ao ginásio onde acontece o velório foram vendidos ingressos por meio eletrônico. Mais de 1,6 milhão se inscreveram para assistir o funeral.

E, como outros ídolos, também Michael repousará para a eternidade, como tantos outros que passaram e são lembrados porque se tornaram diferentes na arte de viver.
Pensemos nisto, enquanto há tempo!
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quinta-feira, 2 de julho de 2009

Ficha de emprego nos EUA

EUA tem ficha politicamente correta na seleção de trabalhadores.

Olala,

Os Estados Unidos são o país mais capitalista do mundo. É o país mais liberal, onde predomina a presença da iniciativa privada em muitos setores da economia. Até as Universidades e Escolas são fortemente associadas às empresas privadas que acabam gerindo paritariamente as instituições de ensino.

Bem ou mal,esta é a forma da sociedade norte-americana se mover.
Uma coisa que chama atenção na sociedade norte-americana é a forma como muitas empresas realizam os processos seletivos de trabalhadores. Talvez pela falta de mão-de-obra, as fichas dos candidatos excluem dados sobre raça, idade, situação familiar, sexo e foto.

Quando uma empresa abre cadastro para novos empregos, ela demanda as competências e, em geral, avalia o currículo. É pela habilidade que um empregado ganha novo emprego.

O caráter politicamente correto dos currículos e das seleções no Brasil ainda está viciado com dados que servem para excluir muitos trabalhadores. Há muitos dados inúteis nas fichas de seleção ao emprego, tornando as salas de seleção de RH em espaços de discriminação.

Pense nisto, enquanto há tempo!
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RS gastou menos em educação em 2008

RS investe menos em educação pelo terceiro ano conscutivo.

Olala,
Há uma guerra de números e de percentuais no ar. Refiro-me aos índices de aplicação constitucional em áreas sociais como saúde e educação. A Constituição do Estado do Rio Grande do Sul, estabelece que nenhum Estado deve investir menos de 25% da receita de impostos em Educação.

Um levantamento do governo federal mostra que o Rio Grande do Sul investiu 18% do orçamento no ano passado em Educação. Foi o pior resultado ente os 27 Estados do país, segundo o Ministério da Educação (MEC).

Esta condição impede o governo gaúcho de fazer convênios para receber recursos da União. A secretária da Educação, Mariza Abreu, contesta o índice e afirma que o Estado investiu, em 2008, 25,57% do orçamento em Educação. Ela coloca na despesa os gastos com a folha dos inativos, que não deve ser incluída neste investimento.

A aplicação de recursos em percentuais inferiores aos previstos em lei já é pratica no governo gaúcho há três anos. Em 2006, investiu 19,78%, em 2007 investiu 17,34%.

Os dados do baixo investimento em educação revelam como Yeda está conseguindo o propalado Déficit Zero. A opção por não efetuar investimentos sociais é uma decisão política cada vez mais visível n o atual governo. Os dados começam a revelar quem são os sujeitos que estão financiando a política de enxugamento fiscal do Estado.

Não temos dúvida que a contenção de gastos em educação é proposta que visa enfraquecer a ação do Estado na Educação, precarizando ainda mais bibliotecas, laboratórios de química e de informática, e, o que é pior, precarizando as carreiras dos servidores.

Pense nisto, enquanto há tempo.

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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Piso e teto para o Magistério


Com aplicação do Piso Nacional de Salário professor teria melhoria salarial no RS.

Olala,
Me pediram para fazer uma análise sobre o reflexo do Piso nacional de Salário, proposto pelo Governo Federal e o Piso proposto por alguns Estados, inclusive o Rio Grande do Sul.

Primeiramente é preciso dizer que há uma verdadeira distorção entre o valor do piso dos trabalhadores em cada rede de ensino. A existência de carreiras diferentes faz com que, dependendo do local que o professor lecione, receba o dobro do salário de seu colega que leciona a mesma matéria em outra rede. Não há isonomia.

Para acabar com esta distorção, o Governo Federal encaminhou ao Congresso e obteve aprovação das duas casas legislativas (Câmara e Senado) de um Piso Nacional de Salário - PNS, válido para fixar o salário inicial de todos os professores que atuam no país. Assim, por 40h semanais, o trabalhador recebe o mínimo de R$ 950,00. Sobre este valor, incidem todas as demais vantagens de carreira. O Piso do Governo Federal entra em vigor em 2010.

De forma apressada, o Governo do Estado do Rio Grande do Sul correu e buscou apoio de SC, SP e MG visando contestar o valor. Encaminhou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade obtendo liminar para não aplicar a medida. E obteve o ganho do recurso, desobrigando ao pagamento do piso. A ação espera o julgamento de mérito no STF.

Para que se tenha uma ideia da oscilação do vencimento, fizemos uma tabela que mostra o que aconteceria com o salário de um professor que possui Licenciatura Plena, trabalha 40h, em início de carreira, se fosse ou não aplicado o PNS. Atualmente este professor receberia R$ 1.126,00. Com a lei do PNS, passaria a receber R$ 1.757,00. Com a proposta sugerida por Yeda/Marisa um professor que ingressasse sob o novo Plano de Carreira receberia R$ 950,00.

É por isso que muitos professores se juntam a outros servidores para protestar e rechaçar as mudanças que a governadora pretende impor nas carreiras do funcionalismo.
Pensem nisto, enquanto há tempo!
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