quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Dilma, Marina e Aécio

Dilma realista, Marina sonhadora e Aécio idealista. 
Olala,
Pediram-me para desenhar uma imagem que retrate o cenário eleitoral nacional há um mês da eleição de 5 de outubro.
Lá vai. O desenho ao lado mostra como vejo o pleito eleitoral no momento.
Dilma está assentada sobre bases sólidas construídas ao longo de três mandatos. Com eleitorado consolidado precisa crescer se quiser ganhar no primeiro turno.
Como adversária principal está Marina, a sobrevivente de uma chapa que perdeu Eduardo Campos no dia 13 de agosto. Ela e o  vice, Beto Albuquerque, navegam sobre o emocionalismo da morte de Campos. Como ex-integrante da base do presidente Lula, Marina é cria do próprio PT e se credenciou a ir longe depois que foi Ministra do Meio Ambiente, desertou e tornou-se candidata do PV a presidente, fez 20 milhões de votos e agora retorna com força identificada com a causa da sustentabilidade.
Como o eleitor brasileiro não é um sujeito  intelectual mas um ser passível de influências emocionais, Marina torna-se uma potencial alternativa, aparentemente despida de desgastes políticos e com pouca rejeição.
Aécio Neves, com seu discurso vago e sem precisar suas propostas, deve continuar naufragando até atracar nos limites históricos dos filiados ao PSDB de colégios fortes como São Paulo onde tem chance real de fazer o governador. Aliás, é visível notar que o PT, devido ao episódio do Mensalão, tem dificuldade de avançar com Dilma em SP, estado base dos mensaleiros.
O pastor Everaldo, como Emayel, esá sepulto no radicalismo de teses religiosas. Sobrevive em índices próximo ao chão. Aproveita para fazer pregação religiosa no programa eleitoral achando que o Estado deve deixar de ser laico.
É visível que viveremos dias futuros de dificuldade econômica gerados pela crise mundial. Com um PIB rebaixado precisamos de pulso forte no governo pra conduzir a travessia. E não será apostando numa presidente sem partido e, portanto, sem base de apoio, que garantiremos os avanços obtidos na última década. É meu desenho da situação.
Pense nisto enquanto há tempo!
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