quinta-feira, 2 de julho de 2009

Ficha de emprego nos EUA

EUA tem ficha politicamente correta na seleção de trabalhadores.

Olala,

Os Estados Unidos são o país mais capitalista do mundo. É o país mais liberal, onde predomina a presença da iniciativa privada em muitos setores da economia. Até as Universidades e Escolas são fortemente associadas às empresas privadas que acabam gerindo paritariamente as instituições de ensino.

Bem ou mal,esta é a forma da sociedade norte-americana se mover.
Uma coisa que chama atenção na sociedade norte-americana é a forma como muitas empresas realizam os processos seletivos de trabalhadores. Talvez pela falta de mão-de-obra, as fichas dos candidatos excluem dados sobre raça, idade, situação familiar, sexo e foto.

Quando uma empresa abre cadastro para novos empregos, ela demanda as competências e, em geral, avalia o currículo. É pela habilidade que um empregado ganha novo emprego.

O caráter politicamente correto dos currículos e das seleções no Brasil ainda está viciado com dados que servem para excluir muitos trabalhadores. Há muitos dados inúteis nas fichas de seleção ao emprego, tornando as salas de seleção de RH em espaços de discriminação.

Pense nisto, enquanto há tempo!
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RS gastou menos em educação em 2008

RS investe menos em educação pelo terceiro ano conscutivo.

Olala,
Há uma guerra de números e de percentuais no ar. Refiro-me aos índices de aplicação constitucional em áreas sociais como saúde e educação. A Constituição do Estado do Rio Grande do Sul, estabelece que nenhum Estado deve investir menos de 25% da receita de impostos em Educação.

Um levantamento do governo federal mostra que o Rio Grande do Sul investiu 18% do orçamento no ano passado em Educação. Foi o pior resultado ente os 27 Estados do país, segundo o Ministério da Educação (MEC).

Esta condição impede o governo gaúcho de fazer convênios para receber recursos da União. A secretária da Educação, Mariza Abreu, contesta o índice e afirma que o Estado investiu, em 2008, 25,57% do orçamento em Educação. Ela coloca na despesa os gastos com a folha dos inativos, que não deve ser incluída neste investimento.

A aplicação de recursos em percentuais inferiores aos previstos em lei já é pratica no governo gaúcho há três anos. Em 2006, investiu 19,78%, em 2007 investiu 17,34%.

Os dados do baixo investimento em educação revelam como Yeda está conseguindo o propalado Déficit Zero. A opção por não efetuar investimentos sociais é uma decisão política cada vez mais visível n o atual governo. Os dados começam a revelar quem são os sujeitos que estão financiando a política de enxugamento fiscal do Estado.

Não temos dúvida que a contenção de gastos em educação é proposta que visa enfraquecer a ação do Estado na Educação, precarizando ainda mais bibliotecas, laboratórios de química e de informática, e, o que é pior, precarizando as carreiras dos servidores.

Pense nisto, enquanto há tempo.

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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Piso e teto para o Magistério


Com aplicação do Piso Nacional de Salário professor teria melhoria salarial no RS.

Olala,
Me pediram para fazer uma análise sobre o reflexo do Piso nacional de Salário, proposto pelo Governo Federal e o Piso proposto por alguns Estados, inclusive o Rio Grande do Sul.

Primeiramente é preciso dizer que há uma verdadeira distorção entre o valor do piso dos trabalhadores em cada rede de ensino. A existência de carreiras diferentes faz com que, dependendo do local que o professor lecione, receba o dobro do salário de seu colega que leciona a mesma matéria em outra rede. Não há isonomia.

Para acabar com esta distorção, o Governo Federal encaminhou ao Congresso e obteve aprovação das duas casas legislativas (Câmara e Senado) de um Piso Nacional de Salário - PNS, válido para fixar o salário inicial de todos os professores que atuam no país. Assim, por 40h semanais, o trabalhador recebe o mínimo de R$ 950,00. Sobre este valor, incidem todas as demais vantagens de carreira. O Piso do Governo Federal entra em vigor em 2010.

De forma apressada, o Governo do Estado do Rio Grande do Sul correu e buscou apoio de SC, SP e MG visando contestar o valor. Encaminhou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade obtendo liminar para não aplicar a medida. E obteve o ganho do recurso, desobrigando ao pagamento do piso. A ação espera o julgamento de mérito no STF.

Para que se tenha uma ideia da oscilação do vencimento, fizemos uma tabela que mostra o que aconteceria com o salário de um professor que possui Licenciatura Plena, trabalha 40h, em início de carreira, se fosse ou não aplicado o PNS. Atualmente este professor receberia R$ 1.126,00. Com a lei do PNS, passaria a receber R$ 1.757,00. Com a proposta sugerida por Yeda/Marisa um professor que ingressasse sob o novo Plano de Carreira receberia R$ 950,00.

É por isso que muitos professores se juntam a outros servidores para protestar e rechaçar as mudanças que a governadora pretende impor nas carreiras do funcionalismo.
Pensem nisto, enquanto há tempo!
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terça-feira, 30 de junho de 2009

A construção de um professor


Sem educador não seria possível a presença de outros profissionais e o desenvolvimento dos povos.

Olala,
Dia desses, um conhecido meu me provocou com uma pergunta intrigante.
- Você escolheu ser professor, taí na m. e não construiu nada de concreto na vida. Por que não escolheu outra profissão?

Pois, pensei bem nas palavras de meu amigo. Mas, confesso, não encontrei argumento que pudessem me demover da profissão de ser professor. Desde a infância, aprendi a valorizar o conhecimento. E o conhecimento entra na vida da gente por que teve um professor ou professora que passou pela nossa vida. Não sei como será nas gerações futuras, alicerçadas na tecnologia da internet, mas, quem chegou até aqui, vivo e esperto, foi graças ao professor.

Não tenho a pretensão de afirmar que o professor é o responsável pelo desenvolvimento das sociedades, mas a ele devem ser creditadas as descobertas, os avanços científicos da técnica e da modernidade. Achar que cada descoberta científica nasce ao acaso ou é herdada sem a presença da escola é negar a civilização. Se deixamos de ser bárbaros, primatas, e viramos inteligentes e civilizados foi graças à escola.

Por trás de cada juiz, de cada cientista, de cada engenheiro, de cada médico, enfim, por trás de cada profissional, existem os professores e professoras que construíram estas pessoas. Não se pode negar a contribuição da escola no aperfeiçoamento cultural e científico de tantos indivíduos que ajudam a construir uma nação.

Pode o professor não estar na lista dos beneficiados da sociedade, das profissões que remuneram bem, mas, com certeza, não há orgulho maior do que aquele desenvolvido por quem sabe que está cumprindo seu dever e desempenhando um papel fundamental na sociedade. Poderá ser martirizado pelo baixo salário, mas a sociedade ainda não inventou um profissional capaz de substituir o apaixonado professor que tem consciência de seu papel.

Então, se um dia você ouvir alguém rebaixar ou menosperezar a profissão de professor, esteja certo, o zombador não deve ter sido um bom aluno ou, então, pergunte ao zombador se ele poderia criticar sem ter passado pela escola.
Na verdade, há construções que são invisíveis. Somente percebidas por corações e mentes inteligentes.
Pense nisto, enquanto há tempo.
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sexta-feira, 26 de junho de 2009

É possível erradicar analfabetismo?


Podemos reduzir ou minimizar o analfabetismo, mas jamais erradicar porque em toda a sociedade há pessoas impossíveis de alfabetizar.

Olala,
As palavras guardam dentro delas significados diversos significados. Os significados não são neutros e guardam, dentro deles, conotações políticas, isto é, posições defendidas por quem pronuncia ou escreve as palavras.

A palavra Democracia, por exemplo, tem vários significados. Há os radicais que interpretam a palavra ao pé da letra, em geral, apegados aos marcos legais. Há os que aplicam o termo às relações negociadas e dialogadas entre indivíduos de forma participativa.

Mas, há uma palavra cuja aplicação me inquieta. É a palavra erradicar.

Pelo significado denotativo, do dicionário, a palavra significa exterminar, destruir, aniquilar, extirpar, eliminar.

Aprendi, na Sociologia, que não se pode usar esta palavra quando se envolve procedimentos ou relações sociais. E a palavra erradicar é incorretamente usada para afirmar, por exemplo, "erradicar o analfabetismo", "erradicar a pobreza", "erradicar a miséria".

Não é possível eliminar o analfabetismo de forma absoluta, porque sempre haverá, à luz da realidade, um indivíduo que, mesmo que se queira alfabetizar, terá deficiências para tal. Um deficiente mental, por exemplo, não terá a capacidade de alfabetização ou letramento. Logo, como não existe a sociedade perfeita, não se pode atribuir termos radicais, conclusivos.
O que se pode fazer em relação ao analfabetismo, à pobreza e miséria e reduzir, minimizar, combater, mas será impossível "erradicar".

E possível erradicar, uma doença, a erva daninha, um vírus, mas jamais um não-conhecimento.

Se quisermos mostrar o caminho real de nossas palavras temos que adequar os significados à sua real expressão.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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terça-feira, 23 de junho de 2009

Consulta tendenciosa na Educação

Professores foram convidados a responder pesquisa encomendada, aplicada e tabulada pela SEC.

Olala,

Todos ouvimos falar que o Governo do Estado, atendendo a requisitos feitos pelo Banco Mundial, para garantir o empréstimo de R$ 1,1 bilhão, quer que a governadora opere mudanças estruturais no governo.

Uma das mudanças, já anunciada, é a reestruturação de carreiras. A carreira do magistério é a mais visada pois inclui o maior número de servidores. Seriam cerca de 130 mil entre ativos e inativos.

Para operar as mudanças, a governadora utiliza várias táticas. Uma delas é sensibilizar a sociedade da necessidade da mudança. E faz isto através do anúncio de uma consulta aos professores.

Pois bem, na última segunda-feira cheguei na escola para cumprir mais um turno de trabalho. Ao chegar, fui informado pela vice-diretora que haveria uma "pesquisa" para responder. Entrei na sala dos professores e conversei com os demais colegas sobre o assunto. Os que lá estavam, disseram que alguns deles já haviam sido intimados a responder a pesquisa no turno da tarde.

Dez minutos antes de começar a aula, chegam duas emissárias da SEC, com crachá no peito, acompanhadas da diretora da escola. Ao chegar, questionadas sobre a imparcialidade da pesquisa, informaram que foram incumbidas de repassar aos professores os questionários elaborados pela Faurgs.

Assim, sob o olhar das representantes da mantenedora, muitos professores responderam o questionário.

Me abstive da consulta. Primeiro, porque percebi o primarismo da pesquisa que não observou o caráter científico da escolha dos entrevistados. Mais furioso fiquei porque selecionaram minha escola para decidir em nome de professores de outras sete grandes escolas da capital. Como não tive a delegação dos colegas para tal, achei antiético responder a pesquisa. Ademais, entendo que a consulta é viciada pois quem encomenda, no caso a SEC, é quem aplica a pesquisa. Nesta condição não há isenção nos dados levantados.

Por fim, quero fazer uma aposta: a SEC terá duas táticas na divulgação do resultado. Uma delas é mostrar a real insatisfação dos professores em relação à escola. A secretária usará o resultado para atestar que é preciso fazer avançar as mudanças que propõe. É o uso da pesquisa para atestar o clima de terra arrasada. Com isso seria mais fácil abrir a privatização das escolas!

Ou, noutra tática, maquiar a pesquisa e divulgar um resultado favorável às mudanças. Como quem encomendou, quem aplicou e quem tabulou os resultados é a mesma SEC, fica claro que a pesquisa não merece crédito. É ver para crer.

Pensem nisto, enquanto há tempo!
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segunda-feira, 15 de junho de 2009

O preço da crise

Trabalhadores são a parte mais vulnerável em momentos de crise

Olala,
Uma crise sempre deixa sequelas. Seja curta ou prolongada.

Quando se trata de um crise econômica como a que se abate sobre as principais economias capitalistas, é previsível que alguns países vão sofrer mais do que outros. A crise tem seu epicentro no principal país capitalista do mundo, os Estados Unidos, e, inevitavelmente se espraia para outras nações de economia menos estável. Como um efeito dominó, as empresas são o lado mais sensível e acabam-se, levando ladeira abaixo milhares de empregos.

Mas, com certeza, são os trabalhadores os que mais sofrem com a crise. Muitos empresários poderão fechar as portas, mas seus bens estarão preservados, porque bem antes da crise chegar, terão colocado a salvo seus investimentos.

Quem não tem como se proteger é o trabalhador. Este, ao ver a empresa em que trabalha fechando as portas, ficará fragilizado vendo o precioso emprego fugindo de suas mãos. Não é fácil para encontrar nova colocação no mercado já retraído da crise.

As massas de desempregados já se avolumam em países tidos como desenvolvidos. Na Espanha, um em cada seis trabalhadores está desempregado. Na França os desempregados realizam manifestações contra a crise. No Brasil, 14% da população economicamente ativa está sem emprego.

A falta de trabalho deixa vulnerável a vida de milhares de famílias que ficam privadas de alimento, vestuário, transporte, cuidados com a saúde, previdência, lazer, enfim, cai a qualidade de vida da família.

Ninguém espera que uma crise tenha vida longa. Mas, quando suas causas estão distantes, longe da gente, tem-se a impressão de que o sofrimento é maior.

Pense nisto, enquanto há tempo!
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