domingo, 10 de janeiro de 2010

Ir. Cecchin, uma opão profética


Ir. Antonio Cecchin, opção profética voltada para organizar os pobres, no caso, os catadores e recicladores de Porto Alegre.

Olala,
Conheci o Ir. António Cecchin quando comecei a trabalhar profissionalmente em 1977, no Mundo Jovem da PUC. à época, chamava-me atenção a rebeldia do irmão marista que se rebelou contra a Congregação e fez a opção pelo trabalho dedicado aos pobrtes.

Cecchin, formado em universidades franceses sempre cultivou a simplicidade e a sabedoria da opção preferencial pelos pobres. Preso na época da ditadura e acusado de ser subversivo, não foi defendido pelos colegas de instituição, tendo optado por afastar-se do grupo e residir em sua irmã.

Inspirado na opção feita pela Igreja em Medelin, em 1967, que pede preferência pela opção voltada aos pobres, Cecchin decidiu organizar os catadores e recicladores ao redor da capital gaúcha. Como diz Leonardo Boff, "Cecchin é um agente da pequena Teologia da Libertação". Iniciou organizando os catadores da Ilha Grande dos Marinheiros que diariamente recolhem papéis e materiais descartáveis na capital e, em carroças, levam até a ilha para separar.

Ao longo do tempo, o raio de ação expandiu-se entre os catadores da capital. Ele organizou mais de 20 galpões que dão emprego e renda para centenas de pessoas.

Pode-se afirmar que nestes quase 30 anos anos, Cecchin criou a política pública que a cidade desenvolve com os catadores de lixo. Juntou-os em comunidades e tirou os catadores da marginalidade, garantindo que eles recebam um salário mínimo.

Aos 80 anos, o Irmão Cecchin mostra que a radicalidade, quando definida por princípios de fé, move montanhas.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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Lula, o presidente do povo


Presidente Lula revela simplicidade comum a pessoas do povo, ao carregar caixa de isopor durante descanso na Bahia. Esta imagem seria possível com FHC?

Olala,
O Brasil se orgulha do seu presidente. Lula está há um ano de deixar a presidência de pois de dois mandatos marcados por uma adminsitração que deixa um legado invejável.

Não se pode deixar de reconhecer que o país vive, hoje, uma expectativa positiva e nos encontramos numa escalada civilizatória que faz inveja a muitos outros países.

Nossa condição de país emergente tem muito a ver com o estilo do presidente Lula. É a primeira vez que um homem quase iletrado (Lula tem o primário completo), metalúrgico é presidente. Mostra-se, no homem simples que comanda o país que é possível repetir no cargo maior da nação as virtudes de quem malha diariamente contruíndo a riqueza do país.

Como comenta o internauta Renato Ribeiro "o presidente Lula não tem curso superior, porém a vivência e experiência acumulada ao longo dos anos, credenciando-o como uma pessoa preparada para enfrentar inúmeros desafios administrativos. A perspicácia, inteligência e principalmente o espírito empreendedor são preponderantes para alavancar o desenvolvimento humano; conhecimento e prática são fundamentais, agora ter nível superior, mesmo sendo um Presidente da República, não é um fator principal e único para o sucesso".

Até mesmo no sagrdo direito de um dia de descanso acompanhado de assessores, na Bahia, é possível ver a simplicidade do Lula carregando uma caixa de isopor sobre a cabeça. Talvez como a lembrar o tempo íngreme e árduo da vida de retirante nordestino dos tempos de infância.
Pense nisto, enquanto há tempo.
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O tempo passa para todos


Envelhecer faz parte da vida, embora alguns acreditem que esta fase nunca chega.

Olala,
Tenho percebido que muitas pessoas não aceitam a temporalidade da vida. Ocupando um espaço no universo, cada um de nós tem um tempo de existência.

Algumas pessoas se recusam a aceitar que o envelhecimento do corpo é algo real, certo e imutável. Especialmente na juventude ou na idade em que o corpo apresenta sua melhor forma, as pessoas, quando começam a avançar na idade, passam a, desesperadamente, apelar para dietas, fórmulas mágicas, academias, achando que vão parar o tempo.

Envelhecer é uma arte tão certa quanto morrer. A pessoa, em geral, não se prepara para envelhecer. Acha que vai ficar eternamente jovem.

Tenho uma amiga, a Sílvia, que me comentou certa vez, a estranheza do gesto de duas idosas que eventualmente a acompanha às compras. Disse-me que, sempre ao chegar ao súper, as duas idosoas correm para, cada uma, pegar um carrinho. Quem vê, parece que vão causar um estrago no caixa. Não. Colocam apenas dois ou três produtos cada no carrinho. Mais tarde, minha amiga percebeu que o gesto de acorrer ao carrinho, logo que entra no súper, é para girar como apoio do corpo à "bengala", a terceira perna, como escreveu Hesíodo na história de Édipo e seu famoso oráculo.

Há marcas que o tempo não apaga. As pessoas têm que se preparar para encará-las com a mesma naturalidade que enfrentam o tempo da jovialidade e do poder máximo dos sentidos. E a administrá-las.

Quem não se prepara para envelhecer, se angústia ainda mais. É preciso conceber como naturais as marcas em cada tempo. Cabe à pessoa, administrá-las. A maquilagem do corpo pode ser benéfica por algum tempo, mas não permanente.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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sábado, 9 de janeiro de 2010

Deletei-me por 15 dias


Casinha no Farol onde me recolho anualmente por uma quinzena há 15 anos.

Olala,
Deltei-me por quinze dias. Após o Natal retirei-me longe da civilização. Sem jornal, sem rádio, sem tevê, sem celular (porque onde fui o sinal da vivo não pega, embora na propaganda, dizem que cobre todo o Estado), sem notícia nenhuma. Fora de tudo. Deletei-me.

Tenho o prazer de fazer esta experiência uma vez por ano. Confesso que é um tempo rico e agradável para deixar o pensamento voar, na pura liberdade.

- Onde fui? Fui descansar num ranchinho que tenho no Farol da Solidão, em Mostardas. Um local ermo, retirado, calmo, povoado de nativos, na maioria, pescadores.

Há 15 anos realizo este "retiro". Quando iniciei, estava farto de aluguéis, contratos, caução, documentos, arras para encontrar um imóvel pra locar no verão. Ou, então, como sói acontecer a um professor, pedir favor na casa dos outros, pechinchando alguma peça por alguns dias.

Pois decidi e me dei bem. Negociei uma casa numa madeireira, montaram e levaram de caminhão até num terreno próximo ao Farol da Solidão. Fiz um poço artesiano e, para minha surpresa, há dois metros do chão encontrei água abundante. Gramei ao redor, plantei árvores e montei o rancho.

Há 5 anos chegou luz na Praia. Com ela, proliferaram os vendedores de tudo. A Luz trouxe desenvovimento, as ruas foram abertas e a Prefeitura logo demarcou os lotes passando o carnê o IPTU.

Somente eu não pago IPTU. Como outros moradores, acabamos caindo sobre uma área da Marinha do Brasil. Sei, como duas dezenas de posseiros, que estou em área irregular, mas isto pouco importa. Faz 15 anos que sou posseiro e, como cidadão do país, confesso que encontrei um lugar agradável para renovar as forças para pensar as estratégias de uma ano que será marcado por muitas decisões.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

O Natal amargo de Yeda


Imagem de Yeda durante a campanha e agora, com o desgaste do cargo de governadora.

Olala,
Tenho lido no semblante da governadora as marcas da passagem pelo palácio Piratini. Todos nós somos humanos e não desejamos a ninguém o destino trágico do cansaço e do desgaste forçado da governadora.

Tomei a liberdade de publicar aqui o retrato da governadora na sua forma mais dócil durante a campanha eleitoral e, agora, ostentando a realidade sem fotoshop e sem retoques.

Tenho certeza que depois da derrota sofrida no último dia 22 de dezembro, o semblante da governadora deve ter ficado ainda miassisudo. Sua cartada final, visando convencer os deptuados a aprovarem o fim das carreiras não logrou êxito. Perante o Banco Mundial ficou o esforço de Yeda que certamente terá a benese da concessão da segunda parte do empréstimo sem embargos. Afinal, o crédito não é gratuito, mas somará à dívida que os futuros governantes terão que pagar. E Yeda continuará enganando os gaúchos com a falácia do Déficit Zero, tentando mostrar aoxs gaúchos que o Estado não possui dívidas.

Todos sabemos que o Estado precisa de ajustes para ser governável. Mas, os ajustes têm que ser feitos com o diálogo entre as partes. E não de forma verticalizada como escolheu Yeda.

Yeda colhe o que semeou.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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Yeda derrotada pela terceira vez


Pressão dos servidores foi fundamental para fazer o governo Yeda recuar.

Olala,
A governadora Yeda sofreu sua terceira derrota no Parlamento. É incrível, mas a governadora que se elegeu com o apoio de um leque amplo de partidos se vê, agora abandonada à própria sorte.

Até mesmo o líder de governo, deputado José Westphalen, subiu na tribuna para defender o voto contrário aos projetos, liberarndo o voto das bancadas.

Mas, era preciso mostrar à governadora que sua base continuava frágil no Parlamento. Ela havia sido derrotada em Dezembro de 2006, antes mesmo de assumir, quando se aproveitou de um restinho de mandato de Rigotto e tentou fazer passar um realinhamento de impostos. Foi derrotada. Em 2007, recolocou os projetos e novamente foi derrotada. Em 2008, silenciou. Em 2009 estava de volta com projetos que visavam atender às demandas do Banco Mundial que exigiam o fim das carreiras de Estado.

A derrota foi acachapante. Todos os 51 deputados votaram contra. Diante da derrota, Yeda mandou o líder de governo recolher os outros projetos,incluindo os do magistério que estavam tramitando, alguns em regime de urgência.

Quem perde é Yeda e seu jeito de governar. Quem ganha são os servidores que resistiram coletivamente e, entre eles, o Cpers que puxou a frente de resistência aos projetos. A greve, curta, foi necessária para mostrar à toda a categoria que somente com luta os direitos são mantidos. Uma lição que só pessoas sábias podem reconhecer.
Pense nisto, enquanto há tempo.
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

As 42 agulhas do menino de Ibotirama



Olala,
O caso das 42 agulhas espetadas num menino de dois anos na pacata cidade de Ibotirama, na Bahia.

O caso merece uma reflexão mais detalhada do caso. A Bahia, um dos estados com o maior índice de pobreza do país, revela, neste caso, o resultado da falta de instrução de pessoas como a do padrasto Roberto, autor das atrocidades.

Enciumado por ter desfeito um casamento e inebriado pela vontade da amante, procurou uma mãe de santo para executar o ritual de tortura no filho de dois anos. A atitude conforme apurou a polícia, acontecia mais ou menos assim: Roberto Magalhães (pai)comprava as agulhas e as levava para Angelina (curandeira), que entregava para Maria Nascimento (mãe de santo), para benzê-las. Depois disso, as agulhas eram levadas de volta para a casa de Angelina, que dava a ordem para Roberto colocar as agulhas na criança. O ritual acontecia há cerca de um mês.

Depois de passar por uma consulta médica, a criança passou por radiografia e apareceu a cena cruel. A criança deverá passar por uma delicada cirurgia de retirada das agulhas. Algumas atingem o ventrículo esquerdo do coração e, pelo menos, duas agulhas estão localizadas dentro do canal da medula, na coluna cervical da criança.

São estas cenas que provam que nosso país ainda está em vias de desenvolvimento.
Pene nisto, enquanto há tempo!
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