sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Mineiros chilenos e tecnologia


Mineiros foram recebidos pelo presidente Pinheira após resgate 68 dias depois.

Olala,
Foram 68 dias de angústia para 33 mineiros chilenos. Como formigas mergulhados no interior da terra, forma traídos por um desmoronamento que impediu o acesso de saída da mina.

Enclausurados no fundo da mina há meio quilômetro do solo, viviam a angústia de serem mortos pela falta de suprimento alimentar. Quem vive no fundo de uma mina não vê na atividade um risco. Quem acaba nesta profissão não pode ter medo. Muitas vezes, as pessoas não escolhem ser mineiro, mas a necessidade e a oportunidade apresenta esta alternativa.

A tecnologia do socorro foi providencial para resgatar os soterrados. Inicialmente o melhor da tecnologia chilena foi utilizada mas não logrou êxito. Foi aí que o presidente resolveu apelar ao socorro internacional. E, para o deserto de Atacama foram destinados as melhores máquinas ferfuratrizes de rocha de que o homem tem conhecimento.Foram junto técnicos num desafio de regatar as vidas soterradas.

Depois de muitos dias trabalho, um furo foi feito na rocha e uma cápsula de pouco mais de meio metro de largura por dois de comprimento foi injetada no solo alcançando o fundo da mina. Antes, corajosos e laboriosos socorristas ariscaram o trajeto para mostrar que tudo funcionava bem.

No resgate, um show de marketing com o presidente chileno na boca da mina recebendo os primeiros mineiros. O mundo estava com as lentes voltadas para a mina chilena e o fato demonstrou que quando o assunto é a vida, deve-se lutar com todos os meios. Felizmente o resultado foi positivo.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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terça-feira, 5 de outubro de 2010

PT e PMDB aumentam bancadas no Congresso


Gráficos mostram como ficaram as bancadas no Congresso Nacional

Olala,
O Congresso Nacional passa por uma nova composição de forças nestas eleições. Nas duas Casas do Legislativo cresceu a bancada de parlamentares de partidos aliados do governo Lula. A partir de 2011, serão 402 deputados federais na base de sustentação de eventual administração Dilma Rousseff (PT), segundo levantamento do Congresso em Foco. Hoje, há 380 deputados lulistas na Câmara.

O PT emerge nestas eleições como a maior bancada da Câmara dos Deputados, com 88 assentos, passando o PMDB, agora em segundo, com 79 parlamentares. Os principais partidos da oposição, PSDB e DEM, vêm em seguida, com 56 e 42 deputados eleitos, respectivamente. Juntos, tucanos e democratas perderam 34 cadeiras na próxima legislatura.

Com isso, a maioria folgada do presidente Lula na Câmara hoje seria ainda mais confortável para Dilma, se eleita. Caso o vencedor da corrida presidencial seja o tucano José Serra, o próximo presidente terá de enfrentar uma dura oposição petista.

Mudança mais radical ocorreu no Senado, casa considerada uma trincheira da oposição no segundo mandato do presidente Lula. A renovação de dois terços do Senado levou ao encolhimento da oposição. O DEM passará de 13 senadores para apenas seis, a partir de de 1º de fevereiro de 2011. Já o PSDB, que conta com 14 senadores, contará com uma bancada de 11 parlamentares.

Como na Câmara, os partidos da atual base governista foram os que mais cresceram no Senado. O PMDB continuará a ser a maior força da Casa, passando de 17 para 20 senadores. E ainda poderá ganhar ainda mais um parlamentar: Jader Barbalho (PA), que aguarda julgamento de recurso ao STF (Supremo Tribunal Federal) para reverter a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que impugnou sua candidatura com base da Lei da Ficha Limpa.

PT e PP foram as legendas com maior crescimento proporcional. Com uma bancada de oito senadores, o PT saltará para 14, tornando-se a segunda maior força política do Senado. O PP, hoje representado apenas pelo senador Francisco Dornelles (RJ), passará a contar com uma bancada de cinco parlamentares.



O PPS voltará a ter representatividade no Senado. O ex-presidente Itamar Franco (MG) ficou com a segunda vaga no estado. Ele contou com o apoio formal do ex-governador e agora senador eleito pelo PSDB, Aécio Neves. O mesmo acontece com o PMN que, sem representatividade na Casa, passará a contar com Sergio Petecão (AC).

O PSB passará de dois para três senadores no ano que vem. O PCdoB, por sua vez, passará de um para dois. O PSOL encolheu e elegeu só José Nery (PA). O PDT, hoje com seis senadores, reduziu para quatro parlamentares. Outro que reduziu sua bancada foi o PTB, passando de sete para seis senadores. Já o PRB terá apenas um senador. O PSC manterá a representação na Casa com um senador: perdeu Mão Santa (PI) e elegeu Eduardo Amorim (SE). O PV deixa de ter representatividade no Senado uma vez que Marina Silva, candidata à Presidência da República, ficará sem mandato e o partido não elegeu ninguém.

Caciques de forte presença na mídia ficaram de fora do Congresso. Entre eles, Tasso Jereissati (PSDB-CE), Marco Maciel (DEM-PE), Artur Virgílio (PSDB-AM), Heráclito Fortes (DEM-PI), Mão Santa (PSC-PI), Efraim Moraes (DEM-PB), Cesar Borges (DEM-BA). Outras importantes figurinhas carimbadas também ficaram de fora do Senado: Heloísa Helena (PSOL-AL), Raul Jungmann (PPS-PE), César Maia (DEM-RJ), José Carlos Aleluia (DEM-BA), Gustavo Fruet (PSDB-PR) e Germano Rigotto (PMDB-RS).
A urna é soberana e mostra que é capaz de destrir sonhos e construir esperanças.
Pense nisto, enquanto há tempo.
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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Os resultados da eleição


Olala,
Numa eleição sempre há surpresas. Todos acham que chegam lá, mas a soberania da urna desfaz os sonhos de muitos. Quais as surpresas desta eleição?

A renovação de 40% dos deputados estaduais no parlamento gaúcho pode ser uma novidade. Foram 22 novos deputados, chegando novos ou destronando sete atuais deputados que não conseguiram se eleger. Foram mandados prá casa: Francisco Pinho (DEM), Leila Fetter (PP), Nedy Marques (PMDB), Nelson Härter (PMDB), Paulo Azeredo (PDT) e Paulo Brum (PSDB) e Francisco Áppio(PP).
Algumas novidades apareceram como o deputado Edegar Pretto(PT) obtendo a maior votação de uma bancada que mais cresceu.

Quem aumentou as bancadas foram: PT saltou de 10 para 14 deputados, o PTB tinha 6 e aumentou para 7 e o PSB tinha 2 aumentou para 3. Quem manteve a bancada: PDT ficou com 7, PSDB manteve 5 cadeiras, PCdoB manteve 1 vaga e PRB manteve 1 vaga. Quem perdeu foram: DEM tinha 3 e ficou com 1, PMDB tinha 10 e perdeu 2 vagas; PP tinha 7 deputados e perdeu 2 e PPS tinha 2 e perdeu 1 vaga.

A derrota mais dura foi a do PMDB, que não elegeu José Fogaça (candidato a governador), Germano Rigotto (candidato ao Senado) e Eliseu Padilha (candidato a deputado federal). Fogaça abandonou a prefeitura e, como fizera Tarso em 2006, também perdeu.

No cenário nacional a novidade é a existência do segundo turno com Dilma e Serra o que deverá atiçar a campanha, já que ambos terão o mesmo espaço na propaganda eleitoral.
Pense nisto enqunto há tempo.
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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Quem é o candidato a senador pelo PMDB?


Rigotto foi preterido e deu lugar ao segundo suplente.

Olala,
É curioso perceber nesta eleição como há campanhas sintonizadas e outras em descompasso. Uma campanha sem compasso é a do senador Rigotto. E, tenho certeza, levará o candidato a ser derrotado nesta eleição.

Sempre disseram que é o PT o partido das correntes. Mas, vendo a campanha que o PMDB faz, fico imaginando como devem ser as reuniões da Exectiva deste partido que governou o Estado e que já teve dois senadores.

Pois, o Rigotto faz parte de uma corrente que não afina com o grupo do deputado Padilha. Então, é patético perceber que o deputado Padilha se recusa a carregar o candidato Rigotto. E, para evitar a deslealdade, confunde o eleitor colocando na sua propaganda a imagem do segundo suplente. Quem diria: o segundo suplente, Antonio Hohlfeldt, em destaque no lugar do senador que o partido gostaria de eleger.

Fosse no PT, o caso iria direto para a Comissão de Ética. Mas, como ocorre num partido que nem ta aí para o programa partidário, que sempre aproveita a combuca independente de quem está no poder, tudo vale. Até enganar o eleitor vendendo o suplente como se fosse o candidato a senador.

É bem verdade que a lei eleitoral aceita esta situação, mas, convenhamos, fica dificil achar normal que um partido do porte e da história do PMDB acabe desafinado na propaganda eleitoral.

Pense nisto, enquanto há tempo.
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Jornal francês destaca Lula


Lula destacado por jornal francês.

Olala,
Agora é o jornal Francês La Liberation que destaca o presidente Lula e os avanços que levaram o país a transformações. Antes do jornal francês, outra publicação de renome, o El País da Espanha, havia publicado longa reportagem sobre os avanços obtidos por Lula ao longo de dois mandatos.

A imagem obtida por Lula no cenário internacional foi construída a partir das posições soberanas do presidente e do governo Lula. O Brasil emerge para uma posição de liderança não apenas política, mas também econômica. Caminhamos para ser a quinta potência do mundo até o final da próxima década. Temos à vista eventos de forte visibilidade internacional como a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

Há significativos avanços internos no campo social com distribuição de renda operado por políticas como o Bolsa Família, o Prouni, e pesados investimentos em infra-estrutura via PACs que tem impulsionado a economia, gerado emprego e as condições para o país alavancar no desenvolvimento.

Não há dúvida que a situação do país que dá estabilidade aos investidores estrangeiros contribui para elevar o conceito de Lula lá fora. As posições assumidas pelo Brasil no cenário internacional que rechaçou a ALCA, prestou solidariedade no Haiti, envia ajuda ao Timor Leste, criticou a OMC nas políticas de subsídios, abriu linha de diálogo com o Irã, articulou o G20 e formou o BRIC, são ações de forte visibilidade que ajudam a elevar o conceito do presidente.

Não temos dúvida que Dilma irá continuar esta escalada operada por Lula.
Pense nisto, enquanto há tempo.
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A Meibe se foi, seu sonho continua


Meibe, uma batalhadora que parte mas nos deixou na luta por seu sonho.

Olala,
Recebo a notícia de que faleceu, nesta madrugada, a companheira Meibe Ribeiro, diretora do Cpers-Sindicato.

A Meibe, natural de Passo Fundo, professora, sempre foi uma defensora de grandes causas. Sua batalha por um mundo melhor esteve presente desde jovem nas pastorais da igreja e no movimento estudantil. Educadora preocupada com a inclusão social, tornou-se referência quando foi escolhida como coordenadora educacional da CRE de Passo Fundo. Lembro da clareza de suas intervenções nas reuniões das CREs na capital quando expressava com objetividade seus pontos de vista. Num deles, que marca minha memória, a Meibe chamava atenção para a necessidade de adequar o nome das "Delegacias de Edcuação" que deveriam se adequar à democracia. Passaram as ser denominadas "Coordenadorias de Educação".

A Meibe sindicalista sempre foi companheira e leal nos princípios. Acatava o que era acordado e lutava por sua execução. No campo dirigente do Cpers que integrava, tornou-se referência de comando e desempenhou, com responsabilidade, as as funções de dirigente ativa. Altruísticamente, deixou Passo Fundo onde era a base de sua família, para migrar toda a semana para Porto Alegre para ajudar na direção da entidade que integrava como dirigente.

Descobriu há um ano que tinha câncer, esta doença temida que não escolhe idades, Meibe lutou bravamente e resistiu. Quem a conheceu com a doença, nem notava que estava convalescente.Uma guerrira. Fez os tratamentos que a medicina colocou à disposição mas, há dias baixou o hospital e não resistiu.

Nós, que permenecemos na lida perdemos uma companheira e amiga. E temos que buscar consolo para continuar a existência, inpirados na coragem e determinação de quem parte tendo deixado um legado inspirador. A amiga Meibe se foi mas não foi o sonho da continuidade pela construção de um mundo melhor e mais justo para todos.
Pense nisto, enquanto há tempo.
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domingo, 26 de setembro de 2010

Candidatos da Mídia


Eleitor tem que tomar cuidado com candidatos fabricados pela Mídia.

Olala,
Tenho observado e escrito sobre a influência do quarto poder, a Mídia, na democracia. Acredito que a Mídia tem mais poder político que os outros três poderes de Estado (Executivo, Legislativo e Judiciário). Desde que se propagou com o rádio, a tevê e agora as mídias associadas à internet, a Mídia tem provocado uma mudança nos métodos e estratégias de quem pretende servir à democracia.

É, talvez, por isto, que muitos políticos, através de suas famílias, têm obtido concessões de canais de rádio ou tevê, tendo aí, um poderoso espaço para semear idéias.

A Mídia no Brasil sempre esteve associada aos interesses das elites, lucrou e fez da atividade uma forma de obter dinheiro como qualquer outra mercadoria. Aqui, diferentemente das demais democracias, a Mídia tem sido espaço para enriquecer e não para prestar serviço gratuito. É por isso que o liberalismo econômico associado ao governo central concentrou os canais em poucos grupos que ganham dinheiro explorando o serviço.

Por trás dos grandes grupos estão pessoas, estão políticos. Vez por outra surgem os surpreendentes candiatos como novidade produzida pela mídia. E obtém sucesso.

No Rio Grande do Sul, temos os fenômenos produzidos pela mídia. Em geral, duram apenas um ou dois mandatos porque não resistem à dinâmica imposta pelas relações estabelecidas pelo parlamento. Entram facilmente, mas perdendo o canal, acabam desistindo de concorrer.

Lembram da Maria do Carmo (PP), do Sérgio Jokymann(PDT), do Adroaldo Streck(PP? O Blog do jornalista Weissheimer cita outros: Cândido Norberto (Ex-PL), Paulo Santana (Ex-ARENA e PDT), Mendes Ribeiro (Ex-PMDB), Daudt (Ex-PMDB), Ruy Carlos Ostermann (Ex-PMDB), Roberto Brauner (ex-PTB, PMDB), Paulo Borges (DEM), Sérgio Zambiasi (PTB), Todos, todos eles, utilizaram-se do espaço de uma concessão pública para fazer proselitismo político/partidário.

Agora a novidade produzida pela Mídia chama-se Ana Amélia. O estrago que candidatos fabricados pela mídia fazem é enorme. Escrevo hoje para alertar: não se surpreendam se, uma vez eleita, daqui a oito anos, esta senhora não aparecer em público para dizer que política não é seu chão, a exemplo do que afirmou, o outro senador que os gaúchos colocaram em Brasília há oito anos e que, findo o mandato, pindurou as chuteiras dizendo que se decepcionou com a política.
Pense nisto, enquanto há tempo.
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