sexta-feira, 24 de julho de 2015

Recalls

Recalls são arma das montadoras para atrair consumidores.

Olala,
Não sei se você percebe, mas as montadoras de veículos tem usado uma técnica publicitária muito sutil para trazer os consumidores de volta às revendas. Vez por outra, anunciam um recall nos veículos vendidos, obrigando os consumidores a retornar aos locais de compra ou a oficinas autorizadas para trocar insignificantes componentes dos veículos.
O curioso é que os recalls acontecem somente com veículos de alto padrão, nunca atingindo a frota básica das montadoras.

Tenho desconfiança que o fato de chamar os donos dos veículos de volta às oficinas para trocar uma borracha, um parafuso ou uma porca seja um bem elaborado golpe publicitário e uma estratégia de mercado para atrair as revisões dos veículos às oficinas. Um amigo meu me disse que quando chegou com sua Landroover para t rocar a borracha do teto móvel, como mandava o recall, os mecânicos constataram a necessidade de melhorias como a troca de pneus e do óleo. O que deveria ser uma simples inspeção de um carro novo, tornou-se uma revisão forçada que levou a custos não programados para o dono.

Defendo que toda a montadora que produz veículos seja punida por colocar no mercado produtos que geram defeitos em série. Ou seja, para uma revenda chamar um recall deveria ser punida por ter permitido jogar no mercado um carro com defeito. Afinal, o consumidor merece respeito e, em nome do lucro, a indústria automobilística não pode agir deliberadamente atormentando os consumidores que de boa fé compraram um produto acabado e completo.

O recall é um atestado de incompetência, ainda que ele seja invocado para sinalizar maior segurança para condutores e usuários do bem.
Pense nisto, enquanto há t empo!
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Dogs e Cats

Cães e gatos têm coleira e selo de identificação do dono.

Olala,
Em minha andança pelo Reino Unido tenho percebido a forte relação que os ingleses têm com animais. Especialmente com cães e gatos. Andando pelas ruas e praças das cidades encontra-se muitas pessoas transitando com seu anima de estimação.

Um cão ou um gato faz o papel de conselheiro tranquilizando seu dono (ou dona) e tornando mais tranquila a rotina. Especialmente pessoas solitárias, as vezes idosas, buscam no animal de estimação um amigo fiel e companheiro capaz de preencher os momentos de tédio e de rotina intensa da vida urbana.
Mas, o que mais percebi no comportamento entre animais e pessoas é que os bichinhos são tratados com atenção especial. Não vi nenhum cachorro solto perambulando pelas ruas como se encontra em nossas cidades brasileiras. Na Escócia cada cão é identificado com coleira e um selo que indica o endereço do dono. Se por algum motivo o animal é extraviado os agentes públicos são acionados para devolvê-lo ao dono.

Não percebi também fezes lançadas ao longo das praças porque todo o dono de animal em trânsito nos espaços públicos se faz acompanhar de sacolas para recolher as fezes do animal. O abandono frequente de cães leva a notificações dos proprietários e a multas severas.

Imagino que a relação das pessoas com animais de estimação se torna diferente de país para país. Há culturas, como a chinesa, que se serve de cães e gatos para o preparo de pratos típicos. E, em muitas cidades brasileiras, o cão acompanha moradores de rua para aquecer os donos em noites frias.
São sinais visíveis que manifestam estágios que sinalizam a barbárie ou a civilização.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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O bituqueiro

Servidor designado a juntar baganas jogadas por turistas.

Olala,
Tive a oportunidade de conviver por alguns dias com o povo da Escócia. mais propriamente com a população de Edimburgo, a capital. A Escócia é um dos países vinculados ao Reino Unido e integrante da União Europeia que abriga uma população de 5 milhões de pessoas.

Na última década, o país passou a ser buscado como referência para trabalho e oportunidade de vida.

Andando pelas ruas da capital percebe-se que se está num país de costumes muito diferentes dos cultivados no Brasil.

As pessoas são mais frias, distantes e reservadas. Todos bem vestidos, refletem o semblante de gente que não é castigada pelas agruras de um sol tropical. A população possui estatura alta, cabelos loiros e olhos verdes.

Meu filho, que acaba de  se formar contador, depois de cinco anos no país, conta que as pessoas estranham o tão frequente contato afetivo com beijos, abraços e aperto de mão característicos da população latina.

Nos parques e vias públicas, muitos estrangeiros. Imigrantes ou turistas. Hoje a Escócia possui metade da população jovem formada por asiáticos de países do Sul ou do Leste, muitos evadidos de seus países em decorrência de guerras ou de crises econômicas.

No centro da cidade, nota-se a limpeza ímpar das ruas. Mas, para conservá-las devido aos maus hábitos dos turistas de jogar lixo na rua, existem os "bituqueiros" sempre a postos para recolher as baganas de cigarro jogadas ao longo das vias. Nestes detalhes, nota-se o conceito civilizatório de um povo.
Pense nisto, enquanto há  tempo.
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segunda-feira, 29 de junho de 2015

As asas de um filho


O voo do filho Fernando.

Olala,
Não sei como um filho se sente ao concluir um curso superior. Eu tive este raro momento comemorado por três vezes. Dois bacharelados e uma licenciatura. Uma situação rara em meu país e um privilégio.

Cheguei à formatura não por força própria, mas pela ajuda de tantas pessoas que contribuíram para que eu chegasse lá. Com certeza, nem de longe pude agradecer a todos os que me ajudaram a conhecer mais, aprender mais para mais servir durante minha vida ativa.

Hoje, às vésperas da aposentadoria, sinto como foi importante ter apostado no aprendizado escolar como forma de ser alguém mais útil à sociedade. Confesso que o impulso primeiro veio na construção de minha personalidade possibilitado pela convivência familiar e com os amigos mais próximos. A sociedade e o poder público possibilitou que eu pudesse praticar aquilo que aprendi. E. no local onde atuei, senti que fui útil.

Agora, no próximo dia 10 de julho, vou festejar a formatura de um dos meus filhos, o Fernando. Ele fez o caminho de volta do tataravô Francesco, cruzou o Atlântico e foi parar em Edinburgo, na distante Escócia. É no velho continente que ele foi parar em busca de melhores condições de vida e de trabalho. Mas encontrou uma Europa em crise, como tantos outros países. Gradua-se em administração e finanças.

Vou marcar presença na condição de pai porque um pai sempre tem que acompanhar os passos dos filhos. Não para criar barreiras, mas para apoiar e partilhar o voo de quem consegue criar asas e voar. Todo o pai fica feliz quando vê seu filho subindo mais um degrau na vida. Valeu, Fernando, bom voo.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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sexta-feira, 26 de junho de 2015

Civilização e barbárie


Olala,
Delinquência é produzida socialmente.
Ouvindo hoje os comentaristas políticos da Rádio Gaúcha, percebi que carregaram na crítica à família e à escola, como dois entes sociais responsáveis pela conduta deformada de milhares de pessoas que agem na delinquência.

Comentavam o fato de que no último ano, no RS, a Brigada Militar efetuou mais de 5 mil detenções que levaram os indivíduos à prisão. Alguns indivíduos levados a múltiplas reincidências o que demonstra falhas no sistema penal e carcerário.

Mas, o que me indignou e me motivou a responder - inclusive aos comentaristas por whattapp - foi o fato de que as considerações sobre a violência recaem unicamente sobre a família e a escola.

Defendo que um indivíduo não nasce delinquente, mas se torna delinquente pelo meio social em que vive.

O binômio família/escola não é o único responsável pela degradação dos indivíduos. Devem ser agregados outros dois fatores na responsabilização desta situação: a sociedade e o poder público.

Pois bem, se um indivíduo nasce bom, vai para a escola acumular conhecimento, porque só estes dois ambientes o tornam delinquente. Não. Há que ser responsabilizada a sociedade com suas organizações, que não percebe o crescimento do jovem/adulto como força produtiva para o bem. E, grande parte da delinquência é gerada pelas empresas que não empregam e pela falta de políticas públicas, dos governos nos três níveis, que não geram espaços de inserção qualificada dos cidadãos.

O dia que a família/escola/empresas/governos assumirem pra valer o investimento na criança e no jovem começaremos a colher um aumento da segurança social.

Pedir mais policiais e mais cadeias é um sinal de que a sociedade avança mais no rumo da barbárie e menos na civilização. Pense nisto enquanto há tempo!
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Inovações

Moto faz 500 km com água e ar, diz notícia.

Olala,
Depois de muito tempo, encontrei o amigo e advogado João Maglia. Ele esteve um tempo na burocracia em Brasília e atualmente me contou está com um projeto inovador. Dizendo ser de uma leva de cientistas modernos, mostrou-me uma pasta com seus inventos voltados para a energia de motores.

Inicialmente me confidenciou que no Brasil, ser cientista, é habitar um círculo marginal, onde "poucas autoridades acreditam na gente".
Contou que tem inventado máquinas capazes de gerar motores com um décimo do gasto dos sistemas convencionais que tem os derivados do petróleo como base de combustão. Disse-me que seus inventos já foram patenteados em outros países.

Ele me apresentou um sistema utilizado em fazendas do Centro Oeste onde os silos de secagem de grãos estão sendo movidos a motores que utilizam como base o ar e a água. "O governador Blairo Maggi tem uma fazenda que é toda movida com esta revolucionária energia. Inclusive seus tratores", confidenciou.

Dias atrás, a mídia noticiou que um paulista de Itu também inventou um sistema que permite que uma moto faça até 500 km somente com o uso de combustão a partir da água e do ar.

Lembro que notícia semelhante foi veiculada há três décadas por uma descoberta feita por um "cientista" do interior do RS que inventou um motor de carro movido a água. Sem falar nos anúncios mundiais de uso da energia elétrica na produção de carros que nunca chegam ao Brasil.

Por estas informações cumulativas ao longo de minha vida, chego à conclusão que há poderosos interesses econômicos impedindo que o desenvolvimento chegue mais rápido e barato para todos.
Pense nisto enquanto há tempo!
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segunda-feira, 22 de junho de 2015

Eles por Elas

Símbolo da campanha da ONU.

Olala,
Em setembro de 2014, o Conselho das Nações Unidas lançou uma campanha que visa conscientizar os homens sobre o problema que afeta milhares de mulheres. Chamado de Heforshe, a campanha não chega a ser novidade no Sul do Brasil onde o deputado Edegar Pretto em seu primeiro mandato em 2013 criou a Frente Parlamentar de Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

A campanha do deputado teve apoio de lideranças políticas, sindicais, dos movimentos sociais, ídolos do esporte e movimentos sociais. Um livro aprofundando a temática e relatando casos, denominado Relatório Lilás é anualmente editado pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do RS.

No cenário brasileiro, onde a democracia só consagrou o direito de voto às mulheres em 1934, vemos a força feminina lentamente ganhando espaço na sociedade. O machismo institucionalizado prevalece e as mulheres ainda são vítimas da segregação em espaços da vida política, jurídica e nas organizações sociais.

Mas, é seguramente no espaço doméstico, familiar, que a mulher sofre os maiores dissabores. A violência que atinge as mulheres faz uma vítima a dada dois minutos no Brasil e, em Estados como o Rio Grande do Sul, que possuem estatísticas registrando os casos, há uma agressão à mulher a cada 22 minutos. A grande maioria dos casos de violência que atingem as mulheres tem como causadores familiares e pessoas próximas das vítimas.

Pensar no avanço civilizatório é também pensar na igualdade de gênero e no respeito entre as pessoas, independente do sexo. E, mais do que tudo, na criação de oportunidades iguais para homens e mulheres.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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