sábado, 31 de janeiro de 2009

2010 já começou IV (PDT)


Olala,
Depois que morreu o legendário Leonel Brizola, em 2004, o Partido Democrático Trabalhista sofreu um revés ideológico. Brizola funcionava como uma biruta determinando o caminho para uma infinidade de patrícios estância afora.

Hoje o PDT tem governadores, está junto com Lula na Presidência onde tem ministros, administra uma infinidade de prefeituras, mas no berço do trabalhismo, o Rio Grande do Sul, não gerou, no momento, nenhum nome forte com densidade para aspirar o Piratini.

O PDT, faz hoje a conveniência adesista que sempre foi feita pelo PMDB. Donde hay gobierno la estoy jo! Assim, o partido, na sua ideologia moderna, pode compor com Yeda como compõe com Lula. É poder de barganha visando acomodar cargos. Como, aliás, sempre foi prática da política.

Então, o que fará o PDT no pleito de outubro do ano que vem?
Há um jogo em disputa. Um grupo do partido, especialmente identificado com os prefeitos e alguns deputados entende que o partido deve se manter mais à esquerda, embarcando numa chapa com o PT na eleição de 2010. Nomes não faltam para esta composição Dipp, Bacci, Cherini...

Outro grupo, capitaneado pelo vice de Fogaça, Fortunatti (ex-PT), defende a consolidação da aliança com o PMDB. Para isso apoia Fogaça como candidato a governador. Se este movimento for vitorioso, o PDT poderá ser premiado com Fortunatti governando dois anos a capital.

Para onde vai o PDT, ao meu ver, vai a eleição. O partido desequilibra a disputa. Mas para isso tem que estar unido. Brizola costurava bem estas alianças.
Pense nisto, enquanto há tempo!
.

2010 já começou III (PDSB)


Olala,
A paulista Yeda Crusius conquistou o Palácio Piratini arregimentando uma leva de partidos que lhe emprestaram apoio, especialmente no segundo turno de 2006. Lembram-se todos de que, na época, o candidato preferido - nas pesquisas - era o então governador Rigotto. Yeda largou com índices de pesquisa abaixo de 10% e chegou. Era a novidade no pleito.

Mas, analisando o andar da carrçoça nota-se que as abóboras não se ajeitaram e muitas se perderam pelo caminho. Primeiro foi a tentativa de empurrar um pacote de impostos, antes mesmo de ser empossada. Queria que o pacote caísse sobre as costas do governador que saía. Não deu certo. Depois, outra tentativa fez com que o mesmo pacote retornasse à Assembléia e nova derrota. Depois do conflito com o vice Feijó, da corrupção no Detran, do escândalo do Busatto, do episódio Bacci, da ação do Coronel Mendes, da tentativa de decretar uma renovação dos pedágios, da penalização dos professores com descontos pela greve, do marido demitido..., tudo isso ajudou a mostrar que Yeda não somou no governo.

Em dois anos de governo é possível afirmar que Yeda, entronada em sua cadeira, pensa sim em ser novamente candiata, mas faltam-lhe as bases para que seja vitoriosa. Acho que, para não derrotar as ações de seu governo, ela será candidata, mas não vejo chances reais de que possa vencer. Só há uma chance: o PMDB não tendo candidato. Diferente do que fez o PT, Yeda não cometerá o erro de renegar a candidatura a reeleição. Seria assinar o próprio atestado de ineficiência adminsitrativa.

Acho que o PSDB comYeda passa a ser moeda de troca para permitir que outros partidos mais alinhados com o campo neoliberal cheguem ao poder. Isso se daria na manutenção da candidatura de Yeda no primeiro turno para depois desovar o apoio na base mais conveniente no Segundo Turno das eleições de outubro do ano que vem.
Pense nisso, enquanto há tempo!
.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Paineis para ETs no Palácio da Justiça


Olala,
Perguntei a dez pessoas que circulavam pela Praça da Matriz se já viram o painel do arquiteto Fayet retratando as 100 mais destacadas pesonalidades gaúchas. Todos, a unanimidade dos entrevistados, disseram-me que não tinham visto tal painel.

Pudera, o painel pago com recursos públicos não foi mesmo feito para humanos ver, mas para seres extra-terrestres. É isso mesmo: um arquiteto teve a anuência da direção do Tribunal de Justiça para instalar dois enormes painéis de 20 m2 cada a uma altura de 30 metros do solo, ladeando o prédio do Palácio da Justiça, localizado na Praça da Matriz, em Porto Alegre.

Todos os transeúntes (vai ou não acento com a nova regra!) que passam pela calçada jamais vão poder mirar os painéis que até ganham spots de iluminação à noite. Mas, a polêmica não está apenas na localização dos paineis (sem acento, com certeza!) e sim no conteúdo que eles expressam.

O criador, arquiteto Carlos Maximiliano Faiet, falecido em 2007, foi acadêmico no Instituto de Artes da UFRGS, tento como professor o arquiteto Luiz Fernando Corona, justamente quem no ano de 1955 construiu a obra modernista do Tribunal. Como Fayet acompanhou a obra de Cardona, o Tribunal lhe conferiu o direito de prosseguir com reformas. São dele as "caixas de abelha" já citadas neste blog.

O ponto polêmico no painel espacial é o fato de Fayet ter retratado cem personalidades gaúchas sem que sobre elas tenha sido feita uma ampla escolha. Tudo saiu de sua cabeça. O mais grave é ter colocado a figura dos presidentes Costa e Silva, Geisel e Medici, lado-a-lado do arquiteto Cardona que foi cassado como professor e perseguido pelo regime militar, morrendo aos 52 anos, em 1977. Na visão de Fayet torturador e torturado acabaram juntos. A filha de Cardona, Marilice, escreveu artigo comentando este disparate. No mesmo painel, estão a apresentadora Xuxa, Borguetinho...

Como disse, a arte é mesmo subjetiva. Mas não precisava ser tanto.
Pense nisto enquento há tempo!
.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Carta de um professor


Recebi uma mensagem da professora Claudete Scherer, de Carazinho, reproduzindo artigo que recebeu do professor José Celmar Roir da Silva, avaliando a educação atual no RS. Eis o texto:
"Quando os gaúchos elegeram o atual governo, votaram num projeto de políticas de resultados que se apresentava como sendo um novo jeito de governar. Resultados na economia, está aí o propalado déficit zero, com um custo social altíssimo.

Quero falar de uma área que eu conheço mais, por ser professor no Estado há 23 anos, para não parecer que estou inventando ou que estou falando pelos outros, em áreas como segurança e saúde, nas quais o descaso e a irresponsabilidade deste governo são também muito grandes.

O que está acontecendo nas escolas públicas estaduais atualmente é um processo de desmoralização, de desmotivação, de cinismo e de crueldade jamais visto. Nesses 23 anos, só teve algo parecido com o quadro de pessoal por escola (QPE), do governo Simon, ou o calendário rotativo, do governo Collares. Mas o que estamos assistindo hoje é muito mais cruel e desanimador do que esses episódios passados. Nós estamos há dois anos sofrendo um dos maiores arrochos salariais dos últimos tempos. Com o agravante de termos turmas com cada vez mais alunos, com bibliotecas fechadas, com laboratórios fechados, por falta de profissionais.

Ainda tenho que ouvir opiniões de profissionais da imprensa, formadores de opinião, defendendo essas e outras medidas deste governo, dizendo que já trabalharam com turmas de 60, 80 e cem alunos e que isso não tem problema nenhum, que os professores reclamam de barriga cheia. Qual o profissional que elabora e corrige avaliações fora do seu horário de trabalho? Imagina ter que corrigir 300 ou 400 avaliações, porque nós somos obrigados a ter 10, 15 ou 20 turmas para ter um mínimo para sobreviver e ainda dar uma atenção maior para os alunos com mais dificuldades, com turmas de 40 ou 50 alunos! No meu caso, a maioria adolescentes, que estão cada vez mais terríveis! Este governo se diz moderno, então por que não institui o um terço de preparação de aulas, por que não adota o cartão-ponto e paga as horas extras das reuniões, dos conselhos de classe, das entregas de boletins?

A política educacional do atual governo é também de resultados. Como se a escola fosse uma empresa qualquer. Tanto é, que realizou o corte de salários dos professores grevistas como se eles não tivessem que recuperar as aulas perdidas. Então, o ano letivo não precisa de 200 dias para ser validado? Para completar a crueldade, agora quer implementar a tal da meritocracia, com a premiação aos professores que tiverem o melhor desempenho. Quem vai avaliar? O que é ter melhor desempenho? Será aprovar todo mundo? E os professores aposentados como ficam? E ainda quer destruir o nosso plano de carreira, que os governos Collares e Brito já tinham desativado. O governo Olívio reativou nosso plano, realizando concurso e retomando as promoções. A única promoção que eu tive foi no governo Olívio.

Penso que a maioria dos eleitores, incluindo aí grande parte dos professores, que escolheram este governo, não tinha a real noção de em que projeto estavam votando. Mas os empresários da mídia têm a obrigação moral de informar o que realmente está acontecendo. Qual é realmente a proposta deste governo e qual o custo social dessas políticas? Os prós e os contras."
.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

As "caixas de abelha" do Palácio da Justiça


Olala,
A arte é algo muito estranho, sempre difícil de explicar. Sempre tive dificuldade de entender certas obras contruídas ao longo de vias e praças das cidades. Quando são abstratas demais, fica a polêmica: o que realmente significam?

Talvez sejam feitas exatamente para causar polêmica. Talvez prevaleça a tese de que a arte é algo totalmente subjetivo, portanto, permite várias interpretações e nenhuma deve ser absolutamente certa.

Há seguramente cinco anos, uma obra de arte me indignou. Trata-se da construção de mais de 130 caixotes, tipo "caixas de abelha", colocados ao lado do prédio do Palácio da Justiça do Rio Grande do Sul.

O prédio de cinco altos pisos e sustentado por grossas colunas tem a peculiaridade de ser ladeado por 13o "caixas de abelha" que, durante cinco anos não serviram absolutamente para nada. Dizem que o artista que idealizou a obra que custou quase meio milhão de reais queria montar no local um jardim suspenso. Ora, como aceitar que um maluco destes não seja contido na intenção de colocar vegetação num local exposto ao inclemente sol de até 40 graus no verão! Não me passa pela cabeça que um arquiteto formado pela Academia seja capaz de cometer tal disparate. Também acho estranho que os edis desembargadores, ao conhecerem o projeto, não o tenham recusado a obra.

Está lá para todos verem (pelo menos até não ser retirado ou reformado!). É incível, mas toda a vez que você passar pelo centro da capital gaúcha encontrará na Praça da Matriz esta decoração no prédio onde por muito tempo funcionou a suprema corte do Estado.

Confesso que fiquei indignado, dia destes, ao retornar ao centro da cidade e perceber que as "caixas de abelha" ainda estão lá, quase intactas como foram colocadas pelo seu idealizador. E, algumas mais baixas, servem até pára colocar pertences de mendigos e flanelinhas que atuam no entorno do prédio.
Não é espetacular que isto ocorra.
Pense nisso, enquanto há tempo!
.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Águias adestradas


Olala,
Diz a Bíblia: “... dominai os seres...”. O homem é o ser humano que maior inteligência concentra em seu cérebro. No reino animal, não é superado por nenhum outro ser. A faculdade de pensar o destino só é possível para quem é dotado de razão, da capacidade pensante.

Muito embora, quando se olha para as guerras, para a fome e a miséria, para a desigualdade e para a violência, também se chega à conclusão que o homem é o ser mais perturbador e polêmico entre as espécies.

Hoje somos cerca de 6,7 trilhões de pessoas habitando o Planeta. A cada novo século, as mudanças no ambiente desafiam cada vez mais o inteligente homem. As últimas novidades dão conta que estamos degradando o planeta com os gases poluentes e causando um aquecimento do planeta. Catástrofes como as enxurradas, furacões e vendavais já não tem lugar restrito mas avançam sobre zonas antes mantidas intactas pela natureza. As geleiras glaciais estão encurtando e as águas dos mares avançam sobre as zonas ribeirinhas em todos os continentes.

Li esta semana, uma notícia que mostra como o homem busca amparo na natureza. Veio do distante e desconhecido Cazaquistão. Em determinado cantão daquele país, há séculos, o homem convive pacificamente com o ambiente. Numa terra quase árida, gélida, as pessoas se servem da caça como alimento e como pele para fazer vestimentas. Raposas, lebres, são caçados por águias adestradas. Aave domesticadas atende a vontade do dono, decolando de seu braço, indo até o campo em busca de presas. Uma vez capturada, a presa é trazida até próximo ao dono. Depois vira gorro ou alimento. Esta é uma tradição que passa de pai para filho. Nesta terra distante, o legendário e temível Gengis Kan advertia os viajantes do ocidente sobre o disco de serem surpreendidos pelo exército de águias adestradas.

Fico pensando no sacrifício que o caçador tem para chegar até o adestramento da ave que coloca trabalhando para ele. Uma tarefa digna do ensinamento bíblico que recomenda dominar os outros seres.

Entre os seres humanos a capacidade de adestrar ou treinar não é bem vinda. Desumaniza e reduz a capacidade criativa do ser humano. Pode até ser útil para gerar lucro nas linhas de produção em série, mas, torna o ser humano um objeto a serviço de outrem. E, por incrível que pareça, a sociedade de consumo insiste em amontoar águas nos braço de poucos donos.
Pense nisto, enquanto há tempo!
.

2010 já começou II (PMDB)


Olala,
O Rio Grandedo Sul sempre foi pioneiro em criar situações próprias para a política. Aqui fizemos a Revolução Farroupilha e depois fomos convencidos a permanecer integrando a federação.

Daqui sairam vários presidentes e continuaremos produzindo quadros de peso para a política nacional.

Já abordei, abaixo (2010 já começou I) as perspectivas do PT para a próxima eleição. Vamos aqui citar as alternativas do PMDB.

O partido tem forte base política no Estado e, embora integre a base de aliança do Presidente Lula, fará de tudo para, no RS, ter candiatura própria a governador. Embora lideranças petistas trabalhem numa aliança com os pemedebistas, não encontra eco no eleitorado a idéia de uma aliança entrte os dois partidos no mesmo palanque.

O cenário mostra hoje que o PMDB fará uma frente capitaneada pelo prefeito Fogaça ou pelo ex-governador Rigotto. Pedro Simon, estrela do partido, já não teria idade para suportar a campanha.

O partido investirá numa aliança que tenha no mesmo palanque o PDT que já está junto na capital e o PDT, partidos que integram a aliança com Lula, em nível nacional.
Pelo menos, publicamente, os caciques do partido descartam uma aliança com Yeda, no priemiro turno.

Nos últimos 20 anos, o PMDB tem sido parceiro na composição de vários governos. No Estadual integra o governo Yeda e no Federal sempre esteve presente, seja quem for o presidente. Fisiológico, faz um jogo que, dependendo dos movimentos, pode reconquistar o Piratini na eleição de 2010.
Pense nisso, enquanto há tempo!
.