domingo, 20 de setembro de 2009

Quiosque de Yeda na Praça da Matriz

Para evitar manifstações do movimento social, Yeda manda instalar um quiosque permanente na Praça da Matriz.


Olala,

O respeito às leis e dever de todo o cidadão, independente do poder que exerça na sociedade. Pois, dia destes, andando pelo centro da capital, mais propriamente no coração de Porto Alegre, deparei-me com uma cena inusitada.

Todos sabem que a Praça da Matriz, ou Praça Marechal Deodoro, sedia, nas laterais os poderes de Estado. Lá estão, o Executivo com o palácio Piratini, o Legislativo com o Palácio Farroupilha, o Judiciário (ou parte dele) com o palácio da Justiça e a Igreja, com a Catedral Metropolitana.

Por ser uma área estratégica do ponto de vista político, é local de manifestação constante de entidades, do movimento social e sindical. É o local onde o povo mais realiza seus atos.

A Praça, anda meio abandonada e sem o cuidado necessário. Afinal foi adotada pelos Três Poderes de Estado, mas, como cachorro abandonado, acaba definando.

As ruas que ladeiam a praça receberam estacionamento rotativo tarifado, inclusive com vaga assegurada para deficientes.

Pois, pasmem, a governadora, de maneira unilateral, decidiu armar um quiosque em plena rua, sobre os box reservados aos deficientes. A construção tranca o tráfego de veículos no contorno à praça. Pensei que o quiosque seria temporário mas, não, é permanente. Lá está ele obstruindo a rua há três meses e, se a ira do povo não vier, ficará até o final do mandato da governadora. Justamente ela que, como todos nós, deveria respeitar as leis.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O Negrinho do Pastoreio

Negrinho do Pastoreio é uma lenda genuinamente gaúcha e trata da formação histórica do Estado.

Olala,

Dia desses, durante uma aula de filosofia, falando de lendas e mitos, indaguei uma turma de alunos de primeiro ano de Ensino Médio de minha escola, sobre quem foi o Negrinho do Pastoreio.

Para minha surpresa, dos trinta alunos, apenas um ou dois souberam precisar quem foi este personagem lendário e incorporado ao sentimento farroupilha. A lenda é o retrato fiel de um período da história gaúcha. Durante muito tempo a escravidão dominou as estâncias e maltratou os filhos de escravo. É a lenda mais típica da formação de nossa cultura, sendo reproduzida em outros países.

Não é de se espantar que poucos alunos saibam o significado da lenda. Pensando bem, fico imaginando onde um jovem de bairro de Porto Alegre poderia ter ouvido falar do Negrinho do Pastoreio. Se não for nas aulas de História ou Literatura do Ensino Fundamental, ou da participação em algum CTG, o jovem de hoje não tem oportunidade de conhecer a história da formação de seu Estado. Em geral, não há o interesse, a curiosidade sequer para saber qual o significado do bairro, do nome da rua, do seu próprio nome e sobrenome.

A curiosidade, infelizmente, não povoa a ousadia do jovem moderno. Ele quer cada vez mais coisas prontas, acabadas. Tudo é mais reduzido, resumido, imediato. Há uma geração orkutada, tuwitada, onde é preciso dizer tudo em apenas 140 toques!

Não sei, mas tendo todas as facilidades que a tecnologia moderna coloca à disposição de todos, parece-me que as pessoas passaram a ser mais preguiçosas. Alguém pode me dizer que motivações podem ser usadas para estimular um aluno a ler um livro?
Pense nisto, enquanto há tempo!
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sábado, 12 de setembro de 2009

As calças da jornalista sudanesa


A jornalista Lubna repete a rebeldia da carioca Leila Diniz que quebrou padrões de comportamento.

Olala,

A mídia noticiou recentemente que uma jornalista sudanesa foi punida porque usou calças jeans, ao invés do tradicional vestido usado pelas mulheres. A jornalista desafiou o Código penal do país que proíbe as mulheres de aparecerem em público sem a túnica e a cabeça coberta por um véu.

A jornalista estava num ar junto com outras companheiras quando foi advertida. O gesto de Lubna Ahmed al-Hussein encontrou amparo e solidariedade internacional, motivo pelo qual disse que preferia a prisão a renunciar ao costume. Foi, então que o juiz da cidade de Cartun, manteve a prisão de 30 dias para a manifestante.

Um texto de site na Inernet precisa melhor o conceito de moda feminina para a mulher árabe. A certa altura o texto dia: "Uma mulher muçulmana deve cobrir todo o seu corpo, deixando à mostra somente o rosto e as mãos. Quem está impondo o uso do véu e de vestimentas modestas não é o marido da mulher, nem o pai, o irmão ou o tio, mas sim e tão somente, Deus. Esse dever é imposto quando a mulher atinge a puberdade. Não há uma data ou momento específico, a própria mulher, assim que se conscientiza desta ordem divina, ela mesma é quem estipula o momento em que se sente preparada para usar o véu. Este assunto só diz respeito entre ela e Seu Criador, se ela deixar de usar o hijab, esta é uma falha na qual ela irá responder no Dia do Juízo Final. Vale lembrar que o uso do hijab não faz parte de cultura de um povo, mas sim, uma ordem divina estipulada no Alcorão".

O gesto da jornalista tem um significado histórico num país maçiçamente dominado pela teocracia, pelo fundmentalismo religioso que impede qualquer manifestação pública da mulher. O gesto de Lubna em rejeitar o padrão é semelhante ao da carioca Leila Diniz, nos anos 60, que desfilou na praia do Leblon, grávida e de bikini.
Na ocasião, a sociedade achou o gesto um escândalo, que o tempo se encarregou de apagar.
Pense nisto, enquanto há tempo.
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Alunos ouriçados

Ser jovem é revelar um período de liberdade e ousadia onde a todo o momento os adultos estão sendo desafiados.

Olala,
Um professor sempre tem a oportunidade de observar mais de perto o comportamento coletivo dos jovens. A juventude é, por essência, mais rebelde, explosiva, inventiva, volátil e dinâmica. Talvez por ser uma idade mais vulnerável, é mais sucetível à influência dos vícios como drogas, álcool e fumo.

A sensibilidade do jovem é mais ativa, vai da euforia às lágrimas num piscar de lhos. Lembro de algumas circunstâncias ocorridas na escola, que levaram os jovens a emitir reações espontâneas, rápidas, quase impensáveis.

Dia destes, uma professora deixou escapar a expressão "maconheiro" referente a um aluno. A palavra dita sem maldade pela educadora acabou ferindo o ego do aluno que revidou com ameaças de morte à mestra. Noutra oportunidade, eu próprio, alcunhei de "cara-de-paus" os alunos que não fizeram a prova e, depois, dizem que "a prova foi perdida pelo professor", tentando se justificar. A expressão que usei foi levada adiante por um aluno que me levou a dar explicações nos órgãos diretivos.

Outra experiência que fiz com os jovens alunos mostra que, nas explosão da fertilidade, fica impossível você juntar duas turmas de adolescentes para uma única aula. É como se você juntasse um grupo de bárbaros que nunca se avistaram. Com certeza, a aula será tumultuada devido ao ouriçamento e disputa entre os alunos. O processo civilizatório do grupo será ignorado e o ego e a ambição vão contagiar o grupo.

Bom mesmo é encontrar motivações para canalizar este energia para o processo produtivo. Uma vez motivados, os jovens são capazes de proezas que inovam e resgatam a vitalidade da sociedade.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Criminalização dos Movimentos Sociais

Há quatro anos, o sapateiro Jair da Costa foi com os colegas protestar contra as demissões no setor e foi morto pela BM.

Olala,
A morte do sem-terra Elton Brum da Silva, em São Gaberiel, há três semanas, levou muitas entidades da classe trabalhadora e de defesa dos direitos humanos a repudiarem a ação da Brigada Militar gaúcha no processo de desocupação da fazenda Southall.

O curioso é perceber como as instituições de estado protegem os réus, quando estes integram aforça pública. O Ministério Público, sempre ágil no indiciamento dos movimentos sociais, silencia agora, quendo um sem-terra é morto.

Recordo aqui, o episódio trágico da morte de um soldado em 1990, no centro da Capital depois que os sem-terras, foram expulsos com a força policial do acampamento na praça da Matriz e espalhados pelo centro da cidade. Na oportunidade, um grupo se refugiou na Prefeitura, os manifestantes foram cadastrados e tiveram que prestar depoimento. Não bastasse o constrangimento avalizado pelo MP, seis deles amargaram seis anos de prisão sob o argumento de que "de qualquer modo" participaram do ato de protesto que culminou com a morte do soldado. Não bastasse isto, uma praça de Porto Alegre recebeu monumento em homenagem ao soldado morto e todos os anos a banda da BM realiza homenagens junto ao munumento.

O mesmo MP que viu excessos na morte do soldado, não foi capaz de indiciar, até agora, nenhum soldado pela morte do sapaterio Jari da Costa, degolado por um policial em Sapiranga, em 2005. Não há culpados e o caso vai, aos poucos, se perdendo no tempo.

Não é de estranhar se, o caso do sem-terra Elton não seguir o mesmo destino.

Não tenho dúvidas que os excessos da força policial ocorrem por ação deliberada. Quando um governo opta, com suas organizações, pela defesa dos direitos da classe mais abastada, a violência da corporação policial sobre os desassistidos
passa a ser estimulada, gerando os excessos.

Pense nisto, enquanto há tempo!
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MPE se baliza pela Mídia


Movimentos sociais conhecem posição do MPE durante audiência pública na Assembléia Legislativa.

Olala,

Participei hoje pela manhã de audiência pública na Assembleia Legislativa que visava refeltir sobre a criminalização dos movimentos sociais. O encontro promovido pela Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, presidida pelo deputado Dionilso Marcon, reuniu entidades sindicais, movimentos, órgãos públicos e instituições de defesa dos direitos humanos.

O objeto da audiência era avaliar a ação deliberada da Brigada Militar em agir de forma truculenta contra as ações patrocinadas pelo movimento social. Como estopim, a recente morte do sem-terra Elton Brum da Silva, durante a desocupação da fazenda Southall, em São Gabriel.

Mas, outros casos referiram a violência da polícia gaúcha contra os lutadores sociais, como no caso da morte do sapateiro Jair da Silva, a repressão a comerciários em Farroupilha, a professores na capital, entre outros.

Mas, o que me chamou mais atenção foi a posição manifestada pelo promotor do MPE. O promotor estadual Francesco Conti relatou que o MP é formado por "pessoas de elevado estudo e são oriundos da classe alta, são filhos de latifundiários, fazendeiros, da burguesia". Disse, ainda, que cada promotor tem autonomia para deliberar e que geralmente o faz se balizando na Opinião Pública, na Mídia e na imprensa.

Esta constatação nos faz crer que o Ministério Público, instalado em modernos e melhores prédios junto aos municípios, está vivendo uma realidade distante do povo. O mesmo procurador divaga ao afirmar que o MP está de portas abertas, "escancaradas". Mas, audiências solicitadas pelos deputados são adiadas e canceladas. O que preocupa é também uma orientação consolidada em atas internas do MPE que não reconhecem o MST, pedem sua dissolução, mandam acabar com as escolas itinerantes, pedem o fim das marchas, o fim dos acampamentos e, pasmem, até a proibição ao alistamento eleitoral.

Ouvi, atento, as palavras do promotor e, confesso, fiquei estarrecido das posições emitidas por um representante de uma instituição que deveria ser guardiã da justiça.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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domingo, 6 de setembro de 2009

A riqueza do Pré-sal


Petrobras anunciou reserva de petróleo profunda no Oceano Atlântico dentro da área territorial brasileira. Deafio é fazer a descoberta reverter em benefícios sociais.

Olala,

O Brasil tem uma riqueza estocada no fundo do mar. Trata-se da reserva do Pré-sal. São 149 mil quilômetros quadrados de área de petróleo bruto e gás natural que se estende desde o Espírito Santo até Santa Catarina.

Foi a Petrobras que há, um ano, trouxe a boa notícia das reservas minerais sedimentadas no fundo do oceano. A estatal Petrobras é, atualmente, a segunda maior exploradora de petróleo do mundo e segunda em valor de mercado.

O governo federal anunciou que quer preservar o Pré-sal como fonte de recursos e reserva da soberania nacional. Como a ação demanda grandes investimentos no seu processo de exploração, Lula quer que a Petrobras fique com até 30% do controle de exploração do mineral.

Para isto, precisa consolidar esta vontade nas leis que atualmente tramitam no Congresso Nacional.

Lula quer evitar as disputas geradas em outros países onde a exploração do mineral deu-se de forma livre e sem controle estatal. Ele teme que sem critérios, o Pré-sal gere conflitos, discórdias e poluição. Para isto, Lula irá criar uma nova estatal que gerenciará e fiscalizará os contratos de exploração do Pré-sal.

Com os recursos gerados pelo novo investimento mineral, o Brasil passará à auto suficiência energética e ingressará no seleto grupo dos exportadores de petróleo. O grande desafio será ir além da extração primária, avançando na indústria de transformação do petróleo, gerando gasolina, óleo diesel, gás natural e uma infinidade de outros produtos derivados do minério. Se o país avançar agregando valor terá mais chances de gerar divisas que permitem gerar recursos para investimentos na área social.

Por isso, o Pré-sal é uma questão de soberania nacional.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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