sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Cibernéticos


Olala,
Celular estimula individualismo.
Olho ao meu redor e vejo as pessoas cada vez mais plugadas. Ciberneticamente plugadas nos seus smart phones e ipeds que quase não dão mais bola para o que se passa ao redor.

As gerações presentes já estão se viciando no uso das tecnologias que já crescem as clínicas de desintoxicação em virtude da dependência eletrônica.

Há um ano resolvi presentear um grupo de estudantes intercambistas do Japão para uma viagem a pontos turísticos no Estado. Programei com ele visitar a região de Caxias e as belezas naturais de Cambará e São Francisco. Minha surpresa foi a reação dos estudantes. Em toda a viagem de dois dias não fizeram mais do que dez perguntas. Saíram municiados de tablete em punho e câmeras fotográficas e viajaram o tempo todo mergulhados na máquina sem ao menos olhar a paisagem. E não foi por falta de paisagens.

Chego a conclusão que as gerações modernas estão mergulhando cada vez mais na dependência eletrônica e esquecendo de curtir aquilo que a vida tem de mais simples.

Até meus amigos acabam ficando furiosos porque, quando estou de férias, não conseguem se comunicar comigo porque vou descansar num local onde felizmente o celular não tem sinal ainda.

Tem pessoas que não são nada sem o celular. Experimente retirar a maquininha da mão de seu filho por um ou dois dias e verá como ele se sente. O celular, que já carrega junto, todos os programas antes restritos ao computador de mesa, traz o mundo para dentro do indivíduo. A dependência é tanta que ninguém mais s abe o número do telefone do filho ou da mulher porque ele está no celular. A tecnologia, ao mesmo tempo que significa avanços, deixa as pessoas mais preguiçosas e dependentes.
Pense nisto, enquanto há  tempo!
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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Atentados em Paris


Olala,
População está insegura com atentados recentes em Paris.
Os atentados que mataram mais de 129 pessoas e deixaram mais de uma centena de feridos em Paris no último dia 13 de novembro, recordam a tragédia do 11 de setembro nos Estados Unidos quando um grupo de extremistas decidiram se vingar cometendo atrocidades contra civis.

É estranho notar que o ódio seguido de morte seja a alternativa encontrada por jovens fanáticos de origem árabe, que acreditam cumprir sua missão se sacrificando ou matando multidões. Servem-se de táticas de guerra, emboscadas e atentados contra países que se opõem às ditaduras de países árabes.

Sacrificar  e vitimar inocentes não pode ser o expediente que alguns utilizem para indicar o caminho para resolver conflitos. O radicalismo, através do método da violência, é condenado pela civilização. Os atos de brutalidade que assistimos são expressão mais próxima da tirania e da barbárie.

Devemos considerar também que boa parte dos conflitos existentes no campo de batalha é resultado de políticas armamentistas que buscam, pela violência, sufocar conflitos que deveriam ser solucionados pela via do diálogo. A guerra do Iraque e do Irã gerou um contencioso de insatisfação armada nestes países que acabou gerando radicalismos em exércitos clandestinos que revidam agressões imperialistas. Ou seja, as potências militares mundiais também têm parte no processo de geração de exércitos rebeldes e homens-bomba.

Neste cenário, é possível ver crescer as políticas armamentistas e de segurança, públicas e privadas, ativando ainda mais o clima de medo e insegurança nas nações. E a indústria armamentista ganha impulso de ambos os lados, faturando alto com o comércio de armas.

Sobre as reações aos ataques, convém conferir também o que dizem reféns franceses do Estado Islâmico.

Decididamente não estamos em tempo de paz.
Pense nisto, enquanto há tempo!
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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Paica e Cícero

Você sabe o que é serifa?

Olala,
Dia desses tive que explicar aos colegas de trabalho o que significa a Lei da Paica e do Cícero.
Tenho percebido que muitos jornalistas formados a partir da era da informática abandonaram os princípios que regem a estética das produções gráficas. Hoje fica mais fácil criar impressos utilizando os recursos de programas de editoração eletrônica. Mas, para que se chegasse a eles, foi necessário passar pela cultura da tipografia de Gutenberg pioneiro da imprensa.

Durante mais de dois séculos, a comunicação baseou-se na tipografia e litografia para produzir mensagens, livros, documentos, atrás e leis. Bem antes das gravações eletrônicas em áudio e vídeo, lá estava o impresso em papel em forma de mensagem.

Não há como negar os passos históricos que marcam os avanços da tecnocomunicação. A gurizada de hoje se espanta e surpreende com o uso de tecnologias que há três ou quatro décadas eram consideradas inovações. No tempo do linotipo, da rotogravura, da redação escolhendo os tipos na caixa baixa e alta, do fotolito revelado em sais, das telhas em alto e baixo relevo, do cauchú banhado de tinta, saiam os impressos em série cuja mão de obra os neojornalistas ignoram.

Numa época em que não é mais necessário escrever para comunicar, onde as mensagens circulam mais abundantemente cifradas através das mídias sociais, encontramos cada vez amis pessoas sem memória ou sem consciência da ´história que fez parte de um tempo recente.
Pense nisto, enquanto há tempo.
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sábado, 7 de novembro de 2015

A tragédia de Mariana

Olala,
Distrito de Bento Rodrigues é arrasado com lama da barragem.
O rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Samarco, controlada pela Vale e pela anglo-australiana BHP, causou uma enxurrada de lama tóxica que arrasou várias casas do distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais. O fato ocorrido dia 5 de novembro merece ser tratado com atenção pelas autoridades.

É praticamente certo que há bem mais dos seis mortos como anunciados incialmente. Em acidentes deste tipo, tanto a imprensa como autoridades não divulgam a quantidade de vidas que se perderam porque é preciso identificar cada vítima antes de inclui-la nas listas. Pela dimensão da tragédia, nos próximos dias, saberemos qual é a real dimensão de vidas que se perderam.

O rompimento da barragem carregando consigo um mar de lodo tóxico, o lixo das mineradoras, preocupa exatamente pelo perfil do líquido que irá avançar em toda a extensão do Rio Doce que cruza o estado de Minas Gerais, avança sobre o Espirito Santo e desemboca no mar. É bem provável que as vinte cidades que se abastecem da água do Rio Doce acabem sofrendo também as consequências deste desastre pois ficarão impedidas de captar água por muito tempo. Os metais pesados de cor achocolatada causarão também uma morte de peixes e de toda a biodiversidade ao longo do rio. As consequências também são econômicas pois a população de ribeirinhos que vivem da pesca artesanal ficarão impedidos de pescar, tendo que mudar de atividade econômica.

Resta ver como as autoridades vão se comportar ante tamanha tragédia ambiental. Seguramente por ser uma tragédia gerada pela irresponsabilidade de uma grande empresa, ninguém será preso pelo flagrante crime ambiental gerado. Os autores estarão ocultos ou invisíveis, aguardando penas econômicas brandas. A mídia focará sempre nas referências a Samarco e deixará ilesa a Vale. Vale a pena conferir. Pense nisto enquanto há tempo!
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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Pobres e ricos


Olala
Como está distribuída a riqueza do planeta? Você sabia que 1% da população mundial tem patrimônio médio de US$ 760 mil dólares anuais em investimentos. São 34 milhões de pessoas, ou seja, 0,7% da população detém o mesmo que os 99% restantes da população mundial.
Os dados vêm do Credit Suisse, uma confiável instituição financeira mundiail.

No Brasil, a renda média doméstica triplicou entre 2000 e 2014, aumentando de US$ 8.000 dólares por adulto para US$ 23.400, segundo o relatório. A desigualdade, no entanto, ainda persiste no país, que possui um padrão educativo desproporcional, e ainda a presença de um setor formal e outro informal da economia, aponta o relatório.

É impactante perceber tamanha desigualdade com um de cada 100 habitantes do mundo ter tanto quanto os 99 restantes. E 0,7% da população mundial monopoliza 45,2% da riqueza total e os 10% mais ricos têm 88% dos ativos totais.

Ainda que o número dos muito ricos (aqueles que têm um patrimônio igual ou superior aos US$ 50 milhões tenha perdido aproximadamente 800 pessoas desde 2014 por conta da força da moeda norte-americana frente ao resto das grandes divisas, o número de ultrarricos (aqueles que têm US$ 500 milhões de dólares ou mais aumentou. Por país, quase a metade dos muitos ricos vive nos EUA (59.000 pessoas), 10.000 deles vivem na China e 5.400 vivem no Reino Unido.

E a expectativa é de que com a indústria mundial em crescimento, a riqueza seguirá com sua trajetória de ascensão. O número de pessoas com um patrimônio superior a um milhão de dólares crescerá 46% nos próximos cinco anos. Toda a riqueza mundial crescerá até 2020 a um índice de 39%. Na Espanha, o número de pessoas com patrimônio superior a um milhão de dólares chegou em 2015 a 360.000 pessoas, 21% a menos do que no mesmo período em 2014.

A concentração de riqueza torna desiguais as oportunidades de desenvolvimento dos países. Quando a renda é concentrada, sobra sofrimento e miséria.
Pensem nisso, enquanto há tempo!
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quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Trem livre

Trem circula entre carros e  ônibus em Edimburgo.

Olala
Alguns símbolos públicos revelam se uma coletividade está ou não segura. A segurança é, ao mesmo tempo, uma sensação formada a partir de imagens e fatos vividos quotidianamente pela pessoa.

Quando um indivíduo vai no serviço e ouve os colegas falarem de assaltos, quando se vai para casa ao término de uma jornada e, ligando a TV, se busca relaxar, mas encontra um desfile de atrocidades noticiadas, quando se observa que os carros estacionados nas vias públicas portam sensores que piscam, quando se olha as casas todas postas em condomínios fechados e murados, protegidos por cercas eletrônicas, cães e câmeras de vídeo... atesta-se que estamos num ambiente inseguro.

Reproduzo, nesta coluna, uma imagem colhida noutro ambiente distante daqui. Ela é de uma cidade do norte da Europa, Edimburgo, com quase 500 mil habitantes. Nela, como em outras cidades, pude constatar a sensação de segurança.

Tomo como exemplo, o espaço do trem que circula pelo centro da cidade. Só se percebe a existência do serviço ao constatar a aproximação do veículo movido a eletricidade, se aproxima. Não há qualquer cerca ou proteção que delimite o trajeto feito pelo trem sobre os trilhos nas vias da cidade.  A rede de ônibus conhecidos como double deker e taxis se encarrega de captar o transbordo de usuários nas viagens curtas.

As pessoas portam um cartão para ter acesso ao trem. E o passaporte intransferível é o salvo conduto do usuário. Vez por outra, por amostragem, um fiscal confere se o passageiro está munido de cartão. Se estiver sem bilhete, fica impedido de utilizar, por um tempo, o serviço. Há o respeito às normas.
Sinal de pessoas educadas.
Pense nisto, enquanto há tempo.
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Refugiados

Famílias inteiras fogem de guerras e buscam a Europa. 

Olala,
A incapacidade dos organismos mundiais disciplinarem a rebeldia de governos contra povos revela genocídios e êxodos. O oriente próximo localizado no sul asiático tem sido palco da instabilidade política que pôs milhares de cidadãos em fuga. Há também países conflagrados da África que evadem habitantes. Cerca de 3 milhões de pessoas migraram fugindo da violência patrocinada por exércitos de milícias  capitaneadas por governos e organizações rebeldes.

A consequência de um estado beligerante se manifesta nas comunas de exilados que rompem fronteiras e batem às portas dos países em busca de socorro. Famílias inteiras deixam para trás seus bens e propriedades e fogem buscando abrigo para salvar suas vidas. É impressionante notar que boa parte das pessoas que buscam o exílio são jovens. Indivíduos na plena força de trabalho.

A ajuda das organizações humanitárias não dá conta de acolher a todos. Dia-após-dia a mídia retrata casos de tragédias coletivas na desesperada fuga por água e terra.

Em três tempos diferentes que viajei à Europa, pude constatar a afluência de estrangeiros que cresceu no continente. Nos aeroportos e fora deles percebe-se uma variedade de cidadãos não autóctones. As vestimentas, a cor da pele, a fala revelam as múltiplas nacionalidades formando a populações dos países europeus.

Imagino que boa parte destes migrantes acabam sustentando os pilares da economia europeia. Como são mão de obra barata, acabam se inserindo no emprego de serviços braçais como cozinheiros, faxineiros e serviçais em tarefas complementares nas empresas.

O que é problema para os exilados, pode ser a salvação dos hóspedes. No caso dos países da Europa que têm aumentado o exército de mão-de-obra disponível.
Pense nisto, enquanto há  tempo.
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